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quarta-feira, 16 de março de 2011

Fila de Espera no estado do Espirito Santo

Cidadãos(ãs) Brasileiros(as), 

Neste momento há pessoas que agonizam em filas intermináveis à espera por um DOADOR DE ÓRGÃOS, para continuarem sobrevivendo.

Declarar que é doador para a Família, ainda assusta muita gente, que não fará mais nada com seus órgãos depois da morte.

Mas tem gente que até pensa que se declararem que são doadores, estarão abreviando a sua própria morte, que pena.

Ninguém com vida plena e com saúde, pensa no assunto e muito menos em morrer é claro. Mas isso vai acontecer, mais dia menos dia e todos vamos terminar nossa passagem por esta vida.

Então, que tal deixarmos uma grande contribuição ao nosso próximo. Lembram-se "Amar ao próximo como a ti mesmo"

Nosso apelo é para que vocês reflitam e decidam por declarar às suas famílias que são "Doadores de Órgãos"

Vejam o filme anexo, são só 45 segundos.  (Depois, repassem se desejarem. Assim, formamos uma corrente)

"Associação de Apoio aos Pacientes da Fila de Transplantes de Órgãos e Transplantados do Espírito Santo - Pró-Vidas Transplantes"
                                                                           www.providastransplantes.com.br

Transplante renal é um recomeço

Em 2010, o Brasil realizou 6.402 transplantes de órgãos e 4.630 deles foram de rim. Se comparado ao mesmo período de 2009, houve um crescimento de 8% nos números desse procedimento.
Os dados são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Com uma incidência tão significativa de pessoas que se submetem a esta cirurgia, é importante saber mais sobre o transplante renal e quais os cuidados que os transplantados precisam ter.
Sem contar que, em média, o paciente pode esperar quatro anos na fila do transplante. Isso acontece porque a "escolha" do órgão é baseada na compatibilidade.
Assim, algumas pessoas são transplantadas em poucos meses, enquanto outras aguardam muito tempo por um rim compatível e permanecem em diálise por anos. Quando se tem um doador vivo familiar não há espera pelo transplante.
"Se o diagnóstico é precoce a intervenção cirúrgica pode ser feita antes mesmo do início da diálise, o que possibilita uma taxa de sucesso ainda maior", diz o nefrologista José Osmar Medina.
O transplante renal é um método efetivo de tratamento da insuficiência renal crônica, promovendo melhora na qualidade de vida dos pacientes. Antes da sua realização, o paciente deve se submeter a diversos exames para assegurar que está em condições de passar pelo procedimento cirúrgico.
"Os cuidados são para garantir a melhor compatibilidade com o doador, minimizando assim, a possibilidade de rejeição do novo órgão", explica o nefrologista Reginaldo Carlos Boni.

Cuidados específicos são necessários para que o transplante mais frequente do Brasil seja bem sucedido.




Nova realidade

Doenças, como diabetes, hipertensão arterial, infecções urinárias recorrentes, cálculo renal e malformações podem levar à insuficiência renal crônica. O diagnóstico  precoce e o tratamento adequado são fatores importantes que podem interferir na velocidade com que algumas dessas doenças evoluam para a insuficiência renal, ou ainda, minimizar os efeitos causados por elas.
Dentre os sinais e sintomas da doença renal podemos destacar aumento da pressão arterial, fraqueza para atividades que antes eram feitas de forma rotineira, pele descorada (anemia), edemas (inchaço ao redor dos olhos e de extremidades), perda de apetite e alterações do hábito urinário (mudança de cor da urina, urina espumosa).
A indicação do transplante de rim deve ser feita por um nefrologista em pacientes com perda irreversível da função renal. O paciente que vai ser transplantado passará a conviver com uma nova realidade, antes ocupada por sessões de diálise (peritoneal ou hemodiálise).
"Esse novo momento exige cuidado e compromisso, tanto na alimentação quanto na utilização correta dos medicamentos", reconhece Boni, salientando que seu cotidiano muda, surgem dúvidas e, algumas vezes, o temor pela perda do rim transplantado.
O médico ressalta que o apoio familiar é muito importante, além da clareza de que, caso ocorra a rejeição, esta poderá ser tratada. O transplante possibilita, na maioria das vezes, a reinserção do paciente no mercado de trabalho.
Mudanças de hábitos de vida são fundamentais, como manter uma alimentação saudável e balanceada, reduzir a ingestão de gorduras e açúcares, e evitar o fumo e bebidas alcoólicas.

Rejeição

Depois do transplante, o novo rim pode começar a funcionar imediatamente e a diálise não será mais necessária. Porém, é possível que o órgão transplantado demore algumas semanas a executar perfeitamente suas funções e, nesse caso, a diálise ocorrerá até o seu funcionamento adequado.
Normalmente, o paciente tem alta alguns dias após a cirurgia, porém os cuidados já começam no hospital. Para garantir o sucesso do procedimento, o transplantado deverá seguir à risca as recomendações do médico, tomando corretamente suas medicações, respeitando doses e horários, e realizando os exames que forem solicitados a cada consulta. "Essa é a única forma de avaliar o funcionamento do órgão", orienta o nefrologista.
É importante também que o receptor compareça em todas as consultas de retorno agendadas, que logo após o transplante serão frequentes, mas, com o tempo, se tornarão mais espaçadas.
O especialista alerta que, além disso, caso tenha febre, diminuição da quantidade de urina, dor no local da cirurgia e outros sintomas que não apresentava até então, a pessoa deverá procurar atendimento médico o mais rápido possível.
Quanto à rejeição, que pode ocorrer com maior frequência nas semanas iniciais depois do transplante, existem maneiras de preveni-la e tratá-la. São utilizados medicamentos imunossupressores que evitam que o sistema imunológico reaja contra o novo rim, inibindo a proliferação celular e a produção de anticorpos.

Mais sobre o transplante

O transplante - É um procedimento que coloca um rim saudável de outra pessoa em seu corpo. Esse novo rim faz todo o trabalho que seus dois rins doentes não podem fazer.
Novo rim - Pode começar a trabalhar imediatamente ou pode levar algumas semanas para funcionar. Seus próprios rins permanecem onde eles estão, a menos que estejam causando infecção ou hipertensão.
Doadores - Você pode receber um rim de um membro de sua família, de uma pessoa que morreu recentemente e, às vezes de um cônjuge ou amigo (doador vivo-não relacionado).
Compatibilidade - É muito importante que o sangue e tecidos do doador sejam compatíveis com o seu. Isso ajudará a impedir que o sistema imunológico de seu organismo passe a agredir, ou rejeitar, o novo rim.
Tempo de espera - O tempo varia. Não há número suficiente de doadores para todas as pessoas que precisam de um transplante. Se um parente lhe doa um rim, o transplante pode ser feito mais cedo.
Cirurgia - A operação dura de 3 a 6 horas. O internamento pode durar de 5 a 10 dias. O transplantado deve voltar ao ambulatório para visitas de acompanhamento regulares.

Direitos do paciente


Foi determinado através de lei federal que todo paciente renal crônico tem direito de realizar gratuitamente seu tratamento de diálise ou o transplante renal. Além disso, foram determinadas as condições mínimas que devem existir em um centro de diálise ou em um serviço de transplante, que permitirão o bom funcionamento e a boa qualidade do tratamento.

Essas mesmas leis lhe dão direito ao fornecimento de medicamentos básicos e essenciais para o tratamento de doenças que normalmente acompanham a insuficiência renal, como por exemplo medicamentos para o tratamento da anemia, da doença nos ossos e da rejeição ao transplante.

É importante que o paciente (ou seus familiares) procure sempre discutir com o médico o quadro geral da sua saúde e como o atendimento está atuando junto às secretarias de Saúde de cada Estado.
 
 
 

Lançamento do Ci.Fu.De


Campanha CI.FU.DE

Assista, Participe, Divulgue. Uma campanha pelo bem da democracia.Use o tag #cifude e acompanhe @cifude_ no twitter

Moradores vão recorrer ao MP por melhorias na UBS do Jardim Leonor em Londrina

A Associação de Moradores do Jardim Leste-Oste vai protocolar uma ação civil pública no Ministério Público (MP) de Londrina até terça-feira (8) da próxima semana. Eles não aguentam mais a situação em que o Posto de Saúde 24 horas do Leonor se encontra nos últimos meses. "Vamos aclamar judicialmente por melhorias", afirmou Eloir Rodrigues, representante da associação.

A iniciativa visa chamar atenção para o problema no sistema de saúde de Londrina. Os moradores Leonor, Bratac, Bandeirantes, Leste Oeste e Olímpico se uniram desde janeiro na luta pela contratação de médicos e pelo não fechamento do Unidade Básica de Saúde (UBS). "Temos um abaixo-assinado com quase três mil assinaturas. Mesmo assim queremos um aparato legal para conseguir tais medidas. Não vamos esperar o interesse político de alguns", argumentou Rodrigues.
Na última quarta-feira (23), representantes do movimento pró-saúde da zona oeste de Londrina denunciaram o fechamento da UBS 24 horas do Jardim Leonor por 12 horas, das 19h de terça-feira (22) até às 7h de quarta. "A situação está feia faz tempo. Ontem parecia até uma fila de cinema. Temos que enfrentar essa situação logo", comentou o presidente da associação do Jardim Leste-Oeste, José Carlos Gonçalves do Santos.

Retirados de pauta

Os cinco projetos de lei referentes à saúde protocolados na última terça-feira (22) pelo prefeito Barbosa Neto, na Câmara Municipal de Londrina, sairam de pauta na sessão desta quinta-feira (24). A retirada foi a pedido do prefeito, atendendo solicitação dos membros do Conselho Municipal de Saúde, que estiveram reunidos pela manhã e apresentaram ofício no início da tarde.
Os membros da comissão executiva da Comissão Municipal de Saúde, Ministério Público e Conselho Regional de Medicina realizarão na segunda-feira (28), às 19 horas, uma nova reunião extraordinária para avaliar os projetos.
 
http://londrina.odiario.com/londrina/noticia/396144/moradores-vao-recorrer-ao-mp-por-melhorias-na-ubs-do-leonor/

terça-feira, 15 de março de 2011

Parada Gay 2011

 Neste evento, as homossexuais como gays, lésbicas, transformistas e outras variantes do universo arco-íris, se encontram para celebrar não apenas o orgulho de ser gay como a reivindicação por mais direito a vida e ao respeito.

“A Prefeitura de São Paulo investe pesado na organização do evento porque segundo Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, o dia já é uma marca no calendário mundial e atrai turistas de todos os lugares do mundo, gerando muitos recursos para a cidade.”

O que devemos analisar nesse momento é, se o poder publico de São Paulo investe forte, se o Ministério as Saúde libera patrocínio para a FESTA. Onde está o lucro da “Festa”?

Devemos pensar que o dinheiro retirado do Ministério da Saúde é uma verba que deveria ser destinada ao SUS. Hoje sabemos que  homossexualidade não é doença, se não e doença porque o Ministério da Saúde ainda destina verbas para os homossexuais fazerem a FESTA, e mesmo que o fosse, a verba deveria ser destinada ao atendimento aos doentes e não para Festas!

Ou será que deveríamos comemorar  o dia de combate ao Câncer com uma grande festa, tal qual o carnaval,  só que comemorando os mortes pelo cancer? Festas essas onde corre-se mais risco de contaminações de doenças infecto-contagiosas? Que inversão de valores? Não deveríamos EDUCAR ao contrário de estimular a pratica? Não vi durante o Carnaval nenhum projeto de prevenção, alguém viu?

Não posso comentar sobre o tão falado Kit Gay distribuídos esse ano nas escolas, porque ainda não tive acesso aos mesmos, mas que adianta tentarmos prevenir, trabalhando doentes se os próprios Ministérios da Saúde e Educação, que deveriam ser responsáveis por essas ações, estimulam a pratica?

Ha alguns anos atrás, nessa mesma “Festa”, houve a distribuição de panfletos informativos, pagos com erário publico, “educando” a forma de uso de drogas. Outro panfleto muito comentário distribuído e pago com erário publico, é um panfleto pornográfico homossexual onde se ensina como ter prazer com anal entre homens.

Que país é esse? Onde nós pagamos impostos que são destinados a esse tipo de evento? Enquanto os doentes padecem e morrem nos corredores dos hospitais ou até na porta de UBS por falta de atedimento?


Vejam o edital no site do Governo com a liberação do projeto para 2011:
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos_campanhas/resultado_eventos2011.pdf

Agora eu utilizo a mesma musica que esses que hoje estão no desgoverno do Brasil: “...Pai afasta de mim esse cálice!...”

Telma Alcazar
MegLon

Nota: Essa informação não tem fundamentação preconceituosa ou discriminatória e sim, evoca os principios de universabilidade e igualdade da nossa Carta Magna, bem como a Lei 8080. 

segunda-feira, 14 de março de 2011

JUSTIÇA PARA QUEM PRECISA DE SAÚDE

Centenas de ações se avolumam todos os dias na Justiça Federal questionando a inaplicabilidade ou uso não adequado das regras estabelecidas para o tratamento de pacientes portadores de doenças graves e raras; fornecimento de medicamentos de forma gratuita; ortotanásia (morte natural de um paciente terminal em que os médicos deixam de ministrar remédios que prolongam sua sobrevida); disponibilização de leitos hospitalares, tanto no setor público quanto no privado; e cobrança abusiva cometida por operadoras de planos de saúde e de seguros.


Não é de hoje que o Poder Judiciário se tornou refúgio dos que buscam remédios ou algum procedimento não oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando os hospitais e postos de saúde fecham suas portas, é na Justiça que os pacientes buscam socorro. Hoje tramitam mais de 112 mil ações desse tipo em 20 dos 91 tribunais brasileiros.

A premissa inaugurada na Constituição de 1988 de que a saúde é um direito fundamental do cidadão e um dever do Estado invadiu o Poder Judiciário e consolidou a chamada "judicialização da saúde". Assim, a atuação judicial ganhou espaço diante da inexistência de políticas públicas ou da insuficiência em atender minimamente às demandas sociais.

Esse fenômeno teve início no começo da década de 1990, quando pacientes soropositivos, à procura de medicamentos antirretrovirais para combater o avanço do vírus HIV, recorreram à Justiça. Rapidamente a iniciativa se popularizou, quando inúmeras liminares foram concedidas pelo Poder Judiciário e passaram a obrigar o Estado a fornecer gratuitamente drogas de alto custo que não constavam da lista do SUS.

Embora novas leis tenham surgido nos últimos 20 anos para garantir a efetivação de políticas públicas de saúde, o volume de ações judiciais só fez crescer exponencialmente, exigindo decisões dos juízes que atendam sempre à garantia constitucional da duração razoável do processo. Esse fenômeno proliferou a ideia da "judicialização da saúde".

Recente levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que os Tribunais Regionais Federais, que tratam das questões em grau de recurso, têm recebido um número cada vez maior de demandas sobre saúde. Dados preliminares do CNJ revelam a existência de mais de 20 mil ações tramitando apenas na segunda instância da Justiça Federal. Segundo o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão - em discurso proferido no 1.º Fórum Nacional de Saúde, realizado em novembro do ano passado -, entre 2003 e 2009, houve 5.323 ações judiciais ajuizadas contra a União, em todo o País, somente para questionar a aquisição de remédios e procedimentos médico-hospitalares sonegados administrativamente.

É imprescindível, portanto, que o Poder Executivo faça a sua parte para evitar essa avalanche de ações no Poder Judiciário e, de outra banda, cumpra, de forma expedita e precisa, decisões judiciais que salvam a vida de milhares de cidadãos brasileiros todos os anos. Decisões judiciais, diga-se, respaldadas na Constituição Federal e na legislação infraconstitucional de regência.

Não se podem aceitar, passivamente, números como os divulgados pelo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de dezembro de 2010, em que se afirma que 100 milhões de pessoas no mundo, todos os anos, vão à falência (isso mesmo!) porque precisam financiar tratamentos privados de saúde e cerca de 1 bilhão não tem condições de arcar com gastos relativos à saúde.

No Brasil, há 21 anos o SUS oferece assistência gratuita à população (Lei n.º 8.080/90), mas o descaso com a aplicabilidade da lei pelo Executivo, apesar dos esforços do Estado-juiz com suas decisões, é uma constante. Um juiz, naturalmente, num processo desse estilo, procura sempre tutelar algo cuja perda é irreparável: o direito fundamental à vida do ser humano, previsto expressamente no artigo 5.º da Constituição Federal. Em casos de internação em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), a diferença entre viver e morrer se mede em minutos. E aí a Justiça não pode ser lenta e as decisões dos juízes precisam ser cumpridas pelo Poder Executivo e pelo SUS imediatamente, sem burocracia.

Em agosto do ano passado o CNJ, em exemplar decisão, arquivou reclamação disciplinar apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra uma juíza federal de Porto Alegre que, em março de 2009, determinou a prisão do procurador regional da União no Rio Grande do Sul por crime de desobediência. A ordem foi dada em razão do descumprimento da decisão em que a magistrada determinou a entrega, em 48 horas, do suplemento alimentar MSUD-2 a um bebê que corria risco de vida. A decisão só foi cumprida 48 dias depois da concessão da tutela antecipada, mais precisamente duas horas após a prisão da autoridade federal, que foi solta após concessão de liminar em habeas corpus. Obviamente, a juíza, em momento algum, como ficou evidenciado no julgamento do CNJ, teve a intenção de cometer qualquer afronta institucional ao advogado da União. Apenas, num juízo de ponderação de valores constitucionais, optou pela tutela do direito à vida do bebê no legítimo exercício do poder jurisdicional. Como bem disse o ex-corregedor nacional de Justiça ministro Gilson Dipp, em seu voto no plenário do CNJ, "a magistrada se viu na última fronteira entre as instituições públicas e o direito à vida".

É hora, portanto, de o governo, aproveitando o ensejo do anunciado Terceiro Pacto Republicano, propor medidas concretas e normativas voltadas a otimizar rotinas processuais e, em especial, administrativas, a fim de que se possa oferecer uma solução mais rápida aos cidadãos que pleiteiam seu direito à saúde. Pelo visto, lamentavelmente, o Poder Judiciário parece ser ainda o único remédio eficaz e ao alcance da sociedade para enfrentar certas disfunções ou insuficiências do Estado brasileiro.

Fonte: Gabriel Wedy - O Estado de S.Paulo
Agradecimento

Quero agradecer a nossa querida Sônia, que escreveu esse lindo texto, nos apoiando na luta pela audiência com o Ministro da Saúde. Somente unidos e  lutando juntos conseguiremos alcançar nossos objetivos dentro do SUS.

Sônia eu agradeço o seu apoio e de todos os portadores do nosso Grupo que luta apenas com nossa boa vontade e apoio de amigos.

Espero poder dizer aqui um dia: Nós conseguimos e podermos descansar em paz!

Um beijo enrme e mais uma vez muito obrigada a todos vcs. Sem voces não teriamos força para continuarmos na luta!

Telma Alcazar










Conheci Telma, desde que fui dagnosticada também com cirrose hepatica, aqui em Londrina..Estes dias não está bem, mas não desiste de fazer apêlos, denunciar a fragilidade do programa de Hepatite C. Como Enfermeira Sanitarista, trabalhndo no SUS vejo com muita razão suas criticas e observações. Até eu mesma, dentro do SUS fiquei a deriva com sinais e sintomas cronicos da doença anos..., sintomas e clinica tão diferente das outras hepatites que têm um perfil mais agudo na manifestação do quadro clinico.
Mulheres sendo supreendidas com a doença, em consultorios de ginecologia, com hemorragias e quando tem algume médico que conhecer algo sobre o assunto supõe o diganostico. Comigo não aconteceu assim, sangramentos leves na pele, caimbras, e finalmente edemas linfaticos que chamaram a minha atenção, apesar de sempre ter ido com quiexas de caimbars horriveis, mãos aavermelhadas sugerindo lesão hepática, sangramentos na pele.... Ai você fica prá lá e prá cá- Hepatite C não está inserida no olhar da clinica da Atenção Básica. e nen em muitos consultorios de especialistas (caimbaras, vai no especilaista e ele não pensa em lesão hepática?)

Campanhas de hepatite, num so pacote, nao garante diágnóstico precoce da doença, certamente.
Quantos médicos perguntam a uma mulher, no caso de saangramentos, caimbras se ela já tomou alguma Transfuusão de Sangue no passado e outros itens?
Confundida como hepatie de alta transmissão sexual, quando na verdade está ligada a transfusõeses de sangue, tatuagens, piercings, em ambientes não qualificados e transmisão via seringas em usuários de drogas...
Mas hoje ninguém pergunta quase nada a ninguem na clinica. Onde está a clinica ? Sem anamnese qualificada voce vai ficar por muito tempo com seu fígado deteriorando.....
]
Telma , tem razão, quando será que  o Ministro da Saúde vai ouvir os portadores e doentes de Hepatite C?
Ambulatorios desanimadores, aqui em Londrina, num prédio deprimente, num corrdor com teto com buracos, consultas protocolares, msem u olhar humanizador, sem mutoi tempo para conversar, ....
E a Telma, até fica decepacionada porque eu não me lanço de maneira ativa nesta questão...
Trabalhei  quase 40 anos na Saúde pública no Brasil, como Sanitarista e Enfermeira Obstétrica...Vi que a sustentativlidade do SUS está muito mais no idealimmmmmsmo de alguns profissionais de saúde , mas do que nos ´protocolos, normas e procedimentos., gerencia, avaliação do atendimento. Mas idealimso de agluns não sustenta programas......Quando o idelaista sai, o programa morre.
No SUS em  muitas Regionais trabalhei por 3 Enfermeiras....cansei,  me esgotei, corri risco e um dia fui acidentada com um tubo de sangue, por pressa, por falta de pessoal.....Por isto fico um pouco a distância, Fazendo minhas fala na Internet....pois sei que como humanista, nas ações de promoção humana, talvez possa mostrar que o mundo, o SUS a politica de Saúde não melhorará se não melhorar o intimo dos seres humanos.
Alguém está tão interessado nisso mesmo?. Falta que tipo de vontade? Penso que vontade humana...Humanizaação, interesse real pelo ser humano, igualzinho nos outros programas, mas com especificidade para alguns..Tratar um agravo de tal dimensão de maneira uniforme, é um erro... deixou a propria Telma e muito outros pacietnes com diagnóstico tardio e  gravemente doente; e eu supreendida na aposentadoria com cirrose hepática. Adquirida há 38 anos na Amazõnia, no acidente de trabalho que preciso investigar ou  na transfusão de sangue tomada em Curitiba numa metrorragia em 1991?
Um desabafo, e uma ato de solidariedade ao esforçop de uma Mulher que devemos ter respeito, entender suas angústias e até sua irritação causada pelo desgaste constante em desejar melhor visão e atençao ao pacientes e portadores de Hepatite C.
No Mes de Marçp temos que pensar em mulheres que lutam e fazem a diferença. Telma é uma delas.
Alô Ministro da Saúde, dá para atender os pacientes portadores de Hepatie C? 

Sônia - Blog TERNURA DE DEUS

sábado, 12 de março de 2011

ACREDITEM, É A NOSSA REALIDADE!

( By Marco Sobreira )

Os burocratas encastelados em seus gabinetes com ar condicionado no Ministério da Saúde nos enchem de normas, projetos, planos e metas a serem cumpridas no atendimento da população. Com raras exceções não têm a visão do País como um todo, não conhecem a realidade do interior, não sabem a dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Desconhecem o nível dos profissionais, a falta de recurso dos municípios, a omissão dos Governos Estaduais e não brigam pelo reajuste das verbas federais.


O critério de repasse aos municípios baseados no número de consultas por habitante/ano, variando de acordo com a faixa etária, mas não fugindo da média de 2 a 3 cons/há/ano é totalmente equivocada e ultrapassada, não conseguindo abranger as necessidades dos dias atuais. O mundo evoluiu, a medicina avançou, principalmente nos métodos de diagnóstico, mas o Governo continua parado no tempo. De que adiantam aparelhos sofisticados, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, se falta dinheiro até para exames laboratoriais? “É como comprar um carro top de linha e não ter grana para abastecer”

Quero fazer um alerta sobre um tipo de atendimento indispensável e que corre o risco de em pouco tempo se tornar inviável, refiro-me aos Pronto Atendimento Municipais e Pronto-Socorro dos pequenos hospitais do interior. De nada adianta o Programa de Saúde da Família, ambulatórios de especialidades, prédios suntuosos, se na hora que o paciente precisa de socorro imediato não encontrar o médico de plantão, e acreditem, esse tipo de profissional, o plantonista, tende a desaparecer nos pequenos municípios, ou porque não são valorizados corretamente ou por absoluta condição digna de trabalho.

Uma coisa é o médico estar de plantão num grande hospital, com equipe multidisciplinar, especialistas de sobreaviso, centro de tratamento intensivo se necessitar, outra é enfrentar um plantão sozinho, apenas com um enfermeiro, 2 técnicos de enfermagem, sem exames imediatos e rx na maioria deles. Ultrassonografia, tomografia computadorizada, hoje rotina nos grandes centros, nem pensar, e o que é pior, sem um sistema confiável de referência e contra-referência.

Imaginem o caso: Paciente de 65 é atendido no Pronto Atendimento com crise hipertensiva, hemiplegia à esquerda ( lado esquerdo paralisado ) dificuldade para falar, desorientado, tudo indicando um AVE ( acidente vascular encefálico ) que pode ser isquêmico ou hemorrágico em curso. Após o primeiro atendimento, o plantonista estabiliza o paciente mas sente necessidade de transferi-lo para um hospital de maior suporte, pois se evoluir mal poderá depender de Unidade de Tratamento Intensivo.

Aí começa o martírio, está a 80 quilometros do hospital de referência, conforme determina o protocolo, liga para o colega do outro hospital, relata o caso, a necessidade de remoção e recebe em 90 % dos casos a resposta “NÃO TEMOS VAGA”. O que fazer? Ligar para a Central de Vagas é a orientação, acontece que essas centrais não funcionam por absoluta incompetência e falta de vontade política, no papel é uma beleza, mas na realidade, os hospitais filantrópicos sonegam vagas porque esse tipo de paciente só da prejuízo, o que o SUS paga não cobre sequer a diária hospitalar. Já tive casos que, quando ligaram ofertando a vaga o paciente já tinha sido enterrado, acreditem é a nossa realidade.

Voltemos ao nosso caso, paciente com AVE em evolução, o plantonista tem dois caminhos a seguir, ficar com o paciente correndo o risco de perdê-lo ou fazer a guia de referência, botar na ambulância e mandá-lo mesmo sabendo que pode ser denunciado ao CRM por encaminhar paciente sem vaga garantida. O que você faria? No meu caso, na maioria das vezes tenho amigos em todos esses hospitais e não tenho tantos problemas, mas essa não é a realidade do Brasil. Quero lembrar que os Pronto Atendimentos Municipais e Pronto-Socorros dos pequenos hospitais são responsáveis pelo socorro imediato de milhares de brasileiros por esse País afora e é preciso uma atenção especial com esse serviço que é essencial, até mesmo para desafogar os grandes hospitais.

Para encerrar, quero prestar minha solidariedade a esses milhares de médicos, verdadeiros heróis, que a despeito de trabalharem em péssimas condições, serem mal remunerados, colocarem sua própria segurança em risco, não se intimidam e não se omitem do dever de salvar ou tentar salvar a vida daqueles que dependem desse tipo de atendimento e faço um apelo para que lutem pela melhoria do seu local de trabalho, cobrem o que determina o CRM, máximo de 40 pacientes por 12 horas de plantão. Chega de carregar a saúde nas costas, enquanto os prefeitos gastam milhões com obras de menor importância, na maioria das vezes de caráter eleitoreiro na melhor das hipóteses, É preciso lutar por mais dignidade para quem atende e para quem é atendido.


Relatório da reunião com o Ministro da Saúde

Realizamos na sexta-feira 11 de março ao final da tarde na cidade de São Paulo excelente reunião com o ministro da saúde.  Estavam também presentes o Diretor Técnico do Grupo Esperança e outras lideranças médicas.

Foi colocada exaustivamente a atual situação das hepatites, antes e após a integração no programa de AIDS.  O Ministro Padilha, que é infectologista, mostrou-se bastante sensível ao problema, quando também pudemos observar sua verdadeira vontade pessoal e política, de planejar e pôr em prática ações para enfrentar, de vez por todas, a questão das hepatites virais.

De forma bastante assertiva e prática recebemos a promessa de que discutirá prioritariamente o assunto com seus assessores e que, rapidamente nos dará uma resposta sobre esses andamentos e iniciará as primeiras ações necessárias para criar esse novo momento onde as hepatites virais terão, finalmente, a devida atenção.

Saímos felizes da reunião, principalmente por sentirmos a sinceridade de suas colocações e expressões, e ainda a importância que dá às postulações do movimento social. Ficou clara a preocupação, que é pública, do atual governo de pautar suas decisões buscando a pacífica competência dos técnicos treinados e experientes para cuidar das suas respectivas áreas de ação, no caso, hepatites virais. Isso é muito relevante no caso das hepatites virais, muito complexas em todas as áreas e cenários (atuais e futuros) que pensarmos, da prevenção até a terapia das suas complicações mais sérias.

Acreditamos que desta vez conseguiremos verdadeiros avanços na luta contra as hepatites.

Agradecemos sobremaneira a atenção dispensada pelo Ministro Alexandre Padilha, a sua equipe que viabilizou o encontro (Dra. Eliane, Sr. Luciano) e de todas as lideranças políticas e profissionais da Saúde que nos apóiam e se envolveram para viabilizar a reunião (e todos os desdobramentos que virão a partir dela).

Essa reunião foi um marco na história que estamos construindo nessa longa caminhada contra as hepatites. Acreditamos que sensibilizado pela grave questão das hepatites virais e por entender que nós, portadores da doença, familiares e militantes temos a legitimidade necessária para construir junto ao Ministério da Saúde esse novo, e necessário, momento de enfrentamento das hepatites virais, o ministro Padilha será lembrado como o ministro que mudou a história da prevenção e assistência das hepatites virais. O Brasil, mais uma vez, será um modelo de enfrentamento para um grave problema de saúde que, de outra forma e a continuar o atual estado das coisas (com esse modelo administrativo para as hepatites virais apensadas a uma estrutura onde está pulverizada e inexiste foco ou planejamento correto) teríamos um desfecho negro para o sistema de saúde e, principalmente, para os milhares de infectados que morreriam em silêncio vitimados pelas hepatites virais. Tempo não é dinheiro. Tempo é vida! E a cada minuto nesse modelo inadequado atual morremos um pouquinho mais. Passa da hora de colocar esse relógio a favor da vida. Esperamos muito em breve socializar outras boas notícias.

Julio Caetano

Jeová Fragoso

Carlos Varaldo

terça-feira, 1 de março de 2011

Alegria Sem Ressaca - Participação no lançamento da campanha de carnaval

Participação no lançamento da campanha de carnaval




Rio de Janeiro – Um bloco de carnaval para quem não pode beber cerveja

Um bloco diferente vai desfilar na Praia de Copacabana.  Sem álcool e, nem por isso, sem festa, o “Alegria Sem Ressaca” completa sete anos neste domingo 27 de fevereiro, quando concentra na esquina da Rua Republica do Peru com a Avenida Atlântica, às 10.00 horas, e parte em direção ao Posto 6.

No repertorio, marchinhas e sambas-enredos conhecidos.  Na essência, o desejo de alertar a população para os riscos do abuso do álcool e outras drogas.

O Dr. Jorge Jaber, diretor cientifico da Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas, fundador do bloco, diz que o maior problema de saúde hoje é o uso de substancias químicas, mais do que AIDS, meningite ou leptospirose.  Vemos muitas mortes ligadas ao abuso de substancias ilícitas, no volante, por exemplo.

Este ano o bloco tem o apoio da Operação Lei Seca e da ONG Transito Amigo.

O Grupo Otimismo aplaude a iniciativa e convida todos a participar.  Estaremos presentes para prestigiar e nos divertir.

Carlos Varaldo

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Brasil faz mapa genético do vírus da hepatite C
Fonte: Jornal O Globo

 

Dos 170 milhões de infectados com o vírus da hepatite C em todo o mundo, pelo menos dois milhões são brasileiros. Até hoje pouco se sabia a respeito da doença no Brasil. Agora, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio, investigam a história evolutiva do vírus no país, o principal responsável por cirrose e câncer de fígado. A pesquisa é importante porque, assim como o HIV, da aids, o vírus da hepatite C tem grande variação genética devido à alta taxa de mutação, dando origem a cepas que escapam do sistema imunológico. Esta é uma das causas da falha ao tratamento antiviral, e o estudo inédito poderá ajudar a aumentar a chance de cura.

A ideia de investigar a história evolutiva do vírus da hepatite C (VHC ou HCV, na sigla em inglês) no Brasil surgiu a partir de pesquisas semelhantes com a epidemia por HIV e pela disponibilidade de grande número de sequências de HCV obtidas pelo Laboratório de Hepatites Virais Instituto Oswaldo Cruz, diz a cientista Elisabeth Lampe, uma das autoras.

Também com a colaboração do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do IOC foram analisadas sequências genéticas de 231 amostras de HCV isoladas nas regiões Sudeste (Rio de Janeiro) e Centro-Oeste (Goiânia) entre 1995 e 2007. E os dados das sequências brasileiras foram comparados, por meio de programas de computação, com as de países da América do Norte, Europa e Ásia.



Região Norte concentra o maior número de casos


O HCV é classificado em seis grandes genótipos (informações hereditárias de um organismo) e cada um pode apresentar muitos subtipos, com diferentes distribuições geográficas e modos de transmissão. Os subtipos 1a, 1b, 2a, 2b e 3a ocorrem globalmente e representam a maioria das infecções no mundo. No Brasil, estudos mostraram que os subtipos 1a, 1b e 3a prevalecem, assim como na Europa, na América do Norte, no Japão e na Austrália.

"As características das linhagens brasileiras do HCV apresentam diferenças entre si quando comparadas com as que circulam em outros países", explica Elisabeth.

Essas características ajudam a entender melhor a disseminação da doença entre os brasileiros e a buscar novas estratégias de prevenção e tratamento. De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da doença é maior nas regiões Norte e Nordeste. E atualmente a transmissão via transfusão sanguínea e hemoderivados é rara.

Uma dos aspectos relevantes da infecção pelo HCV é a sua capacidade de provocar infecção crônica, que, se não for tratada, pode causar cirrose e câncer de fígado.

"Estudos comprovaram que o genótipo infectante é o principal fator para a resposta ao tratamento. A terapia atual usa interferon e ribavirina. Contudo, ela não é eficaz em muitos casos, além de ser um tratamento longo, de 24 a 48 semanas, com alto custo e efeitos colaterais que vão desde dores de cabeça a alterações de comportamento", acrescenta Elisabeth.

Por exemplo, pacientes infectados com o genótipo 3 respondem melhor ao tratamento do que os infectados pelos subtipos 1a ou 1b, justamente os prevalentes no Brasil. O tempo de tratamento também varia de acordo com o subtipo, indo de 24 a 48 semanas. Daí a importância de identificar o genótipo infectante.

"É importante estimar a história evolutiva da infecção por HCV para prever o futuro impacto da doença, principalmente das formas mais graves como a cirrose e o câncer hepático, já que o lapso entre a infecção e o desenvolvimento das sequelas é de várias décadas", alerta a cientista. "Devemos estar atentos às medidas de controle", acrescenta.

Vírus circula na África e na Ásia há mais de 1.100 anos



Estudos moleculares usando abordagem semelhante à aplicada no trabalho da Fiocruz revelam que na África e na Ásia o HCV circula há muito tempo, cerca 1.100 a 1.350 anos. Já nos países ocidentais, incluindo o Brasil, o HCV alastrou-se intensamente após a segunda metade do século XX, através da utilização de produtos derivados de sangue, aumento maciço em procedimentos invasivos e uso de drogas por via intravenosa.

O HCV só foi isolado em 1989 por Qui-Lim Choo e colaboradores nos Estados Unidos. Antes disso, no entanto, a existência do vírus era estimada. De 1980 a 1995, houve redução do crescimento das taxas de infecção por HCV, coincidindo com a introdução de testes de exclusão em doadores de sangue. As campanhas de distribuição de seringas descartáveis entre usuários de drogas também contribuíram para o declínio da expansão da epidemia.

Carlos Varaldo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

VOLTEMOS À CERVEJA E AO CAMARÃO

Aproveitando o último fim de semana das férias, levei a família para um balneário no sul do estado (ES) fugindo do calor infernal de Cachoeiro de Itapemirim e adjacências. Sol escaldante, protetor solar, bebê devidamente acomodado e protegido na sombra de uma castanheira, filha já dentro d’água, me preparo para saborear um cerveja bem gelada que ninguém é de ferro e eis que, para minha surpresa e alegria encontro dois velhos amigos e colegas que assim como eu aproveitavam seus últimos dias de descanso antes de retornarem à velha rotina. Plantões, ambulatório, cirurgias, preocupações, enfim, o dia-a-dia da nossa profissão.


Após os cumprimentos, abraços, notícias das famílias e amigos, entre um copo e outro, camarão salgado e seco ao sol como tira gosto, a conversa toma o rumo da política e naturalmente a saúde pública o tema principal. Como somos conteporâneos, temos experiências idênticas e vivemos as diversas fases da saúde nos últimos 35 anos. As queixas são as de sempre, baixos salários, péssimas condições de trabalho, convivência com gestores incompetentes, interferência política, vereadores tentando atendimento prioritário para seus eleitores, enfim tudo que qualquer médico que trabalha no serviço público, principalmente no interior, está sujeito.

Uma queixa comum é a queda na qualidade profissional dos paramédicos, cursos de reputação duvidosa brotam de todos os lados e jogam no mercado centenas de profissionais com qualificação insuficiente, o que dificulta em muito o trabalho médico, os bons técnicos e enfermeiros raramente permanecem no serviço público e a insistência de prefeitos em aproveitar a prata da casa, por motivos óbvios, só agravam o problema.

Encontraram no “processo seletivo” uma maneira de burlar a lei e empregam quem querem.

- Marco, me interpelou um dos colegas, estou sabendo que no seu município a saúde vai bem, efeito dos royaltes do petróleo?

- Não posso dizer que não, respondi, claro que onde tem mais recursos as coisas são facilitadas, mas o fundamental é a vontade política e devo reconhecer que temos tidos avanços importantes,

-Infelizmente não posso dizer o mesmo, me interrompeu, acredita que outro dia cheguei ao PAM para meu plantão e não tinha fenergan? ( medicamento indispensável em qualquer pronto-socorro ) tive que ligar para o hospital e pegar umas ampolas emprestado, um absurdo ainda termos que passar por isso, é de desanimar.

Antonio, o 3º colega, nos ouvia atentamente e comentou,

-Vocês sabem que não trabalho no setor público, minha experiência é no hospital filantrópico e planos de saúde, no consultório particular minha clientela é essencialmente de convênios e não pensem que as coisas são muito diferentes. Outro dia, na Santa Casa, questionei o diretor clínico o por que só tinha fios para sutura 2.0 (grosso) no pronto-socorro e, o que eu faria se chegasse uma criança com um corte no rosto? Use o que tem foi a sua resposta, ao que retruquei perguntando se fosse seu filho ou neto ele faria o mesmo. Não me respondeu.

Depois de muitos causos, várias risadas, algumas frustrações, concordamos que o PSF ( Programa de Saúde da Família) foi o que de melhor aconteceu na saúde pública nos últimos anos, mas que por falta de reajuste do valor repassado aos municípios pelo Governo Federal e ausência dos Governos Estaduais no financiamento do programa, o está condenando ao desaparecimento. Na tentativa de manter o PSF, até porque é politicamente interessante, os gestores estão pagando salários mais baixos, não exigindo as 8 horas diárias, transformando-o num simples atendimento ambulatorial e já não é atraente aos melhores profissionais.

-Olhe amigos, desabafei, não sei o que será do serviço de urgência e emergência no interior quando nossa geração passar, o que tenho percebido é que os jovens médicos não querem mais trabalhar nesse setor, questionam duas coisas principalmente, os salários e a solidão de enfrentar um plantão sozinho, como fazemos.

Outro dia, precisando substituir um colega, liguei para um desses recém-formado colega de profissão, transcrevo o diálogo:

-Alô, é o Dr. Maurício?

-Sim, quem fala?

-Maurício, bom dia, meu nome é Marco Sobreira, sou um seu colega e diretor do Hospital Dra. Andrea, estou te ligando pra saber se tem disponibilidade e se quer dar um plantão de 24 horas no próximo domingo,

-Humm, domingo? Perguntou, já demonstrando certo desagrado,

-É uma situação de emergência e preciso de alguém para substituir o colega,

-Quanto paga?

-Olhe, o preço do plantão é de 800 reais, falei meio sem jeito,

-Por 24 horas, sozinho? Me perdoe, agradeço por ter ligado, não me leve a mal mas prefiro ficar em casa e ler meu jornal.

Meus amigos caíram na gargalhada e fizeram uma bela sugestão,

-Marco, voltemos à cerveja e ao camarão,

-No que concordei prontamente.


Dr Marco Sobreira ~> Blog do Dr. Marco Sobreira


Nota Pessoal



Aproveito para contar meu orgulho em ser amiga desse grande homem. Se a vida nos leva por caminhos desconhecidos para o nosso bem, esse encontro virtual foi um exemplo. Ontem foi aniversário do nosso querido Dr Marco e quero deixar aqui registrada minha imensa admiração e agradecimento por esse ser humano exemplar.

Um enorme abraço a vc Marco e a toda sua linda familia.

Telma Alcazar
MegLon

Novidades na PL 330/2004 - Altera a Lei 7.670

É do conhecimento da maioria dos portadores de Hepatites Virais que a PL 330/2004, foi elaborada em 2004, pela Senadora Ana Julia Carepa (PT). E que de lá para cá pouca movimentação houve no seu andamento, em comparação aos anos em que ela ficou parada e acabou arquivada e esquecida pela própria autora da PL.

Incrível: com o PT no governo há 8 anos, com bancada superior nas duas casas de votações, nossa PL ficou esquecida dessa forma por uma integrante do partido que estava e ainda está no poder.

Essa semana recebemos diversos avisos sobre a PL acima citada e, como ela se encontrava arquivada, caso ninguém a reapresentasse, ela simplesmente seria arquivada definitivamente e desta vez sem direito a revisões ou pedidos de andamento. Esse é um procedimento legal e natural para qualquer projeto de lei (PL). Quando chegou ao final dos trabalhos em 2010 com um simples arquivamento conforme determina o Regimento do senado no seu art. 332, deixar a PL arquivada sem reapresentação seria jogar muito esforço e sessões no nada.

Atendendo a nossos pedidos, o Senador Alvaro Dias, que é natural do Paraná, e uma pessoa simples e de fácil acesso, rapidamente, antes que perdêssemos os prazos legais, efetuou a reapresentação com PEDIDO DE ANDAMENTO COM URGENCIA da PL, salvando desta forma nossa tão esperada equiparação de direitos legais com os portadores de  HIV/AIDS através da PL.

Segue o link do Blog do Senador Álvaro Dias:

http://www.blogalvarodias.com/2011/02/beneficios-especiais-para-portadores-de-hepatite-cronica/#more-13327

“Apresentei hoje projeto de lei que busca garantir às pessoas acometidas pelas formas crônicas da hepatite B ou da hepatite C os mesmos benefícios garantidos por lei para os portadores de AIDS.  O projeto altera a Lei 7.670, sancionada em 8 de setembro de 1988, que estendeu aos portadores de AIDS a concessão de licença para tratamento de saúde, aposentadoria especial, direito à reforma militar, auxílio-doença, entre outros benefícios.” Senador Álvaro Dias


Para nosso espanto, alguns portadores desavisados ou mal intencionados, querem questionar a autoria da PL.

Em primeiro lugar, devemos levar em consideração que essa PL beneficiará a todos os portadores de hepatite independente de partidos políticos.

Em segundo lugar, queremos dizer que se a Senadora Ana Julia Carepa estava tão preocupada com a NOSSA PL, por que deixou ser arquivada, correndo o risco de ser definitivamente esquecida se ela tem a maioria no Senado para votar rapidamente a PL e resolver o caso?

Em terceiro lugar, ainda precisaremos que a PL passe pela aprovação de 1/3 do Senado, e nessa empreitada, agradeceríamos se a Senadora Ana Julia Carepa, assim como outros senadores do PT, votasse a favor, nos ajudando desta forma a conquistarmos os mesmos direitos legais que os portadores de  HIV já possuem. Nada mais justo, pois a Constituição nos garante o direito à igualdade.

Portanto, acredito que devemos agradecer ao Senador Álvaro Dias, que rapidamente interviu em nosso favor e tomou a causa para si, contrariando interesses adversários.

Quem quiser se aproximar e conversar com o Senador, basta escrever diretamente a ele, em seu blog, indicado acima. Posso lhes garantir que ele é um homem honesto e quer nos ajudar a conseguirmos nossos direito nas causas legais. Já adianto: não peçam nada ilegal, porque ele não atenderá.


Telma Alcazar
Coordenadora MegLon

domingo, 30 de janeiro de 2011

Onde está o Ministro da Saúde?


Queremos manifestar nossa indignação contra a omissão de socorro aos portadores de hepatites virais, bem como as vitimas das enchentes da região serrana do Rio de Janeiro.

Recebemos relatos de uma médica moradora e testemunha da tragédia vivida no Brasil, corta-nos o coração sabermos que mais pessoas poderão ser vitimas, por omissão de socorro do governo. Abaixo a médica relata parte da situação caótica que os sobreviventes vivem na região.

“...as hepatites virais sempre ficam em último lugar..nesse País, tudo é muito ruim; moro em Petrópolis, e encerrei minha participação como voluntária na recente catástrofe
; tudo  era euforia do momento! O exército, marinha e aeronáutica bateram em retirada dos Municípios e se instalou o caos; surto de leptospirose em Friburgo com número insuficiente de médicos para tratar os pacientes...”

“...Começa o surto de hepatite A... não há vacina no protocolo do MS em virtude do veto de 5 vacinas assinado pelo agora Sr. Lula e, uma delas hepatite A...o que vamos esperar? Petrópolis tem uma população de 60% de idosos e, hepatite A em idoso é uma situação séria...” (Dra Kycia Maria Rodrigues do Ó)

Nós, dos Grupos de Apoio que lutamos contra as Hepatites Virais no país, confessamos que estamos desiludidos, o Ministro Padilha é médico infectologista, portanto conhecedor da gravidade da situação tanto das hepatites quanto da leptospirose.

Passaram-se  meses de falecimento do Programa Nacional de Hepatites Virais no país, e as atenções voltaram-se para um única patologia, o HIV/AIDS que já possui um Departamento muito bem estruturado e completo com suas medicações.

Já para os portadores de Hepatites Virais, precisamos de tudo, não há opções de medicamentos apesar delas serem aprovadas pela ANVISA, o governo compra somente a mais barata que não surte o resultado nos tratamentos.

Todos nós sabemos que cada organismo é único e necessita ser cuidado como tal, porém, os gestores de saúde ignoram o fato, e o Ministério da Saúde insiste na compra de uma só medicação, tornando desta forma monopólio de um laboratório o tratamento de todos os pacientes de hepatites do país. Isso quando conseguimos a liberação dos medicamentos.

Na justiça chovem processos com pedidos de medicações e tratamento , direitos negados aos pacientes com hepatite através do SUS. O que transforma o Poder Judiciário Brasileiro o MELHOR HOSPITAL do país.

Nós portadores de hepatites, trabalhamos como voluntários, sem ganharmos um tostão, e jamais deixamos de atender um caso que precisa de ajuda, fazemos o que podemos. Muitas vezes sacrificamos nosso própria saúde para ajudarmos outro ser humano. Esse deveria ser o papel de um médico e não de pessoas leigas, mas o fazemos porque também não temos médicos, falta-nos tudo. Onde estão os médicos do SUS e o Ministro da Saúde agora?

Quando o MInistro da Saúde marcará uma audiência com os portadores de hepatites e escutará nossos apelos?
 
Telma Alcazar
Coordenadora do MegLon

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Secretaria da Saúde capacita 750 profissionais para diagnóstico e tratamento da dengue

Terminaram nesta quinta-feira (20) as capacitações de 750 médicos, enfermeiros e bioquímicos das redes pública e privada para o diagnóstico e tratamento da dengue. As capacitações foram realizadas em Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina e envolveram profissionais de saúde de 221 municípios. O treinamento serviu para relembrar conceitos sobre a doença, uma vez que os sintomas da dengue são semelhantes aos de outras doenças.

A principal orientação da Secretaria da Saúde foi que os profissionais avaliassem o perfil epidemiológico e o histórico do paciente nos municípios que já apresentaram casos confirmados da doença. “A capacitação foi um sucesso em todas as cidades”, disse médico responsável pelas capacitações da Secretaria da Saúde, Enéas Cordeiro de Souza. A presença e o empenho dos profissionais em discutir os casos de dengue foi o que mais a chamou a atenção do médico.

Das cidades em situação de alerta máximo, apenas Jacarezinho não recebeu a capacitação. O evento está marcado para o dia 25 de janeiro, às 14 horas. Informações pelo telefone: (43) 3511-1100 – 19ª Regional de Saúde.

NÚMEROS – Nos primeiros 15 dias de janeiro foram notificados 925 casos de dengue em 17 regiões do Estado. Os municípios que mais notificaram casos foram: Londrina (294), Foz do Iguaçu (108) e Florestópolis (53).

Dos 925 casos, sete foram confirmados (seis autóctones e um importado), sendo todos no município de Londrina. Um destes casos foi informado como dengue com complicação (DCC) com evolução para a cura.

Secretário da Saúde leva reivindicações do Paraná a ministro

O secretário da Saúde do Paraná, Michele Caputo Neto, apresentou na tarde de quarta-feira (19) ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os projetos e reivindicações do Estado. O secretário foi a Brasília para participar da primeira reunião do Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde) que teve como tema a política nacional de combate à dengue.

Segundo Michele, o encontro foi muito proveitoso, não só com o ministro, mas com os secretários de Vigilância à Saúde, Jarbas Barbosa, e com o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda. “Eu tive a oportunidade, com o secretário Jarbas Barbosa, que trabalha a questão da Vigilância à Saúde, de apresentar as reivindicações do Paraná com relação ao nosso plano de combate à dengue, plano que já estamos fazendo mesmo neste curto período de nossa gestão. Acredito que pela eficácia do nosso programa de emergência e pela sintonia que temos com o gestor federal, nós devemos ter êxito com relação aos pedidos que estamos fazendo” disse.

A reunião do Conass priorizou os 16 estados considerados de alto risco, o que não inclui o Paraná, que é considerado de risco moderado. Segundo o secretário, isso não significa ausência de risco. “Pude me manifestar na reunião falando inclusive em nome dos estados que não estão nesse elenco dos 16, e tive grande apoio dos demais secretários e do próprio ministro para que a política de combate à dengue seja de abrangência nacional”, ressaltou Caputo Neto.

SUS - Após o encontro nacional, o secretário Michele pôde conversar com o secretário nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda, para relatar a situação preocupante do estado quanto ao estouro do teto do SUS, provocado por serviços que foram autorizados sem ter o correspondente financeiro. “Um acúmulo do governo passado que chega a um estouro em torno de R$ 6 milhões/mês”, disse. “É muito importante entrar em composição com o governo federal pra gente evitar desasistência, evitar prejuízos aos prestadores e para que não tenhamos que deixar de ofertar serviços a nossa população” relatou.

Foram solicitadas informações adicionais e a equipe técnica da SESA já está em contato com a equipe do Ministério para encaminhar as reivindicações do Estado. Além das reivindicações, o secretário da Saúde do Paraná apresentou projetos importantes como o Mãe Paranaense, de atenção materno-infantil, que deverá ser implantado no segundo semestre deste ano.

O programa paranaense vai ao encontro do programa federal da presidente Dilma, o “Cegonha”, também de atenção materno-infantil. “Há inclusive a possibilidade do programa federal começar por Curitiba, mas essa é uma questão que ainda iremos discutir com o prefeito da capital, Luciano Ducci”.

Nesta quinta-feira (20) o secretário Michele ainda participa de reuniões com a diretoria do Conass e à noite participa da solenidade comemorativa do Dia do Farmacêutico, onde haverá a entrega da Comenda do Mérito Farmacêutico, homenagem a personalidades que contribuem para o fortalecimento da atividade farmacêutica. Entre os homenageados da noite está a servidora aposentada da SESA, Maria Aída Meda.
http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=61609&tit=Secretario-da-Saude-leva-reivindicacoes-do-Parana-a-ministro

Beto Richa salda dívida de R$ 6 milhões na área da saúde

20/01/2011 15:49

O governador Beto Richa determinou nesta quinta-feira (20) a liberação de R$ 6.051.404,21 em recursos do Fundo Estadual de Saúde para o pagamento de valores atrasados e regularização de serviços médicos hospitalares, compra de medicamentos, manutenção de hospitais e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em vários municípios.

“Mais uma vez demonstramos o nosso compromisso firme de redobrar os esforços para atender com prioridade as áreas de impacto social como a saúde e a educação”, afirmou o governador.

Em vinte dias é a segunda vez que o governador autoriza a liquidação de restos a pagar não contabilizados na gestão anterior. Em 10 de janeiro, Richa liberou R$ 41,3 milhões em verbas rescisórias para 32.517 professores e funcionários contratados por Processo Seletivo Simplificado (PSS) e não pagos ao fim do contrato. Mais uma vez o pagamento será feito com recursos do orçamento de 2011.

SITUAÇÃO CRÍTICA — A Santa Casa de Paranavaí vai receber R$ 651 mil referentes às parcelas não pagas em outubro e novembro pela prestação de serviços médicos hospitalares de média e alta complexidade. Com 180 leitos, o hospital é referência na região no Noroeste, para atender uma população aproximada de 258 mil habitantes. Em média são feitas 700 cirurgias mensais.

“Esta é uma excelente notícia, porque nos tira do sufoco. Estávamos na UTI e agora voltamos a respirar”, disse o coordenador geral da Santa Casa, Heracles Alencar Arrais. “O atraso sobrecarregou o hospital, que fica em débito com médicos, funcionários e credores. Em dez dias a situação ficaria insustentável. O apoio do governador foi fundamental”, disse.

O Consórcio Intergestores Paraná Saúde, responsável pela a aquisição de medicamentos do programa Farmácia Básica para os municípios consorciados vai receber duas parcelas de R$ 1.082.809,30 cada uma.

OPERAÇÃO VERÃO — A Fundação Universidade Federal do Paraná (Funpar) vai receber R$ 1.322.242,40. Os valores são devidos ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, responsável pelo atendimento da população de sete municípios da região litorânea, que chega a triplicar durante o período da temporada de verão. “Esse pagamento representa a garantia da sustentabilidade do atendimento de saúde durante a Operação Verão no litoral”, afirma o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

A Funpar também está recebendo outros R$ 460.000,00 referentes à parceria para manutenção do Hospital do Trabalhador, em Curitiba.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), responsável pelos hospitais da Zona Norte da Zona Sul, em Londrina, vai receber R$ 300.000,00.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro, responsável pela gestão do Hospital de Santo Antônio da Platina, vai receber R$ 120.000,00. Ainda no Norte Pioneiro, o Hospital da Associação Filantrópica Humanitas, de São Jerônimo da Serra, referência em tratamento de doenças dermatológicas, vai receber duas parcelas de R$ 25 mil.

O Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná (Comesp), responsável por consultas e exames especializados para atendimento da população de 29 municípios que compõem a Região Metropolitana de Curitiba, receberá uma parcela R$ 100.000,00, para operacionalização e manutenção da estrutura do Centro Regional de Especialidade – CRE Kennedy. A unidade atende faz quase 100 mil consultas mensais.

SAMU — O atraso nos pagamentos também estava comprometendo o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em diversos municípios. Esse lote de pagamentos atende o Fundo Municipal de Saúde dos municípios de Maringá, Cascavel, Castro, Apucarana, Ponta Grossa, Arapongas, Foz do Iguaçu, Campo Largo, Guarapuava, São José dos Pinhais e de Curitiba. Somente para a capital, o pagamento soma R$ 129.250,00.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cientistas descobrem 'interruptor' de célula imune a inflamação

Proteína age como 'chave mestra' para glóbulos brancos aumentarem ou diminuírem processo

17 de janeiro de 2011 | 22h 17


LONDRES - Cientistas encontraram uma proteína que age como uma "chave mestra" para determinar se certos glóbulos brancos do sangue são capazes de aumentar ou diminuir uma inflamação, descoberta que pode ajudar na busca de novos medicamentos para a artrite reumatoide.

Muitos pacientes com a doença são tratados com uma classe de drogas conhecida como fator de necrose tumoral (TNF, na sigla em inglês), inibidores fabricados por laboratórios como Abbott, Merck & Co, Pfizer e Amgen.

Mas cerca de 30% dos portadores não respondem aos medicamentos anti-TNF. Por isso, segundo especialistas, há uma necessidade urgente de desenvolver opções de tratamento mais eficazes.

No estudo, os cientistas do Imperial College de Londres descobriram que a proteína IRF5 atua como um interruptor molecular que controla se determinados glóbulos brancos, conhecidos como macrófagos, vão promover ou inibir uma inflamação.

Em um relato publicado na revista científica Nature Immunology, no último domingo, os autores disseram que os resultados sugerem que bloquear a produção da IRF5 em macrófagos pode ser uma forma eficaz de tratar uma ampla gama de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, doença inflamatória intestinal, lúpus e esclerose múltipla.

Os pesquisadores também sugerem que impulsionar os níveis de IRF5 pode ajudar a tratar pessoas cujo sistema imunológico esteja fraco, comprometido ou danificado. "Nossos resultados mostram que a IRF5 é a chave mestra de um conjunto importante de células do sistema imunológico, o que determina o perfil dos genes ativados nas células", afirma Irina Udalova, pesquisadora sênior do trabalho.

"Isso é realmente animador, porque significa que, se conseguimos projetar moléculas que interferem na função da IRF5, é possível conceber novos tratamentos anti-inflamatórios para uma ampla variedade de condições", acrescenta.

Os pesquisadores disseram que a IRF5 parece funcionar pela substituição de genes que estimulam a resposta inflamatória e pelo amortecimento dos que a inibem. A proteína pode fazer isso por meio da interação direta com o DNA, ou por meio da interação com outras proteínas que controlam quais genes serão ativados, explicaram os autores.

A equipe de Irina está estudando agora como a IRF5 trabalha no nível molecular e com quais outras proteínas interage, a fim de planejar maneiras de bloquear seus efeitos.

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 1% da população mundial e ocorre quando o sistema imunológico ataca por engano as articulações de todo o corpo.

Além das articulações, a doença pode atingir a pele, o coração, os pulmões, os rins e os vasos sanguíneos. Muitos chegam a sofrer deformidades nas mãos e nos pés, prejudicando habilidades e movimentos. 

Santa Casa de Curitiba – Transplante de Órgãos

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ONGs acionam o MPF para evitar o monopólio no fornecimento de medicamentos para o tratamento da hepatite C


Grupos de portadores de hepatite C apresentaram nesta quinta-feira representação no Ministério Público Federal solicitando a instauração de um inquérito civil, em face do Ministério da Saúde. O objetivo é obrigar a pasta a manter, na rede pública, o fornecimento de dois tipos de interferon peguilado - principal droga usada no tratamento da doença.

Existem dois medicamentos para o tratamento da hepatite C, o Interferon Alfa 2a - comercialmente conhecido como Pegasys fabricado pela Roche - e o Interferon Alfa 2b - chamado Peg-Intron, da Merck Sharp & Dohme. Os dois medicamentos constam da Portaria de tratamento estabelecido no SUS e foram normalmente adquiridos por meio de compra centralizada no ministério da saúde nos últimos cinco anos.

Sem discutir o assunto com as associações de pacientes, principais interessados nos medicamentos que serão utilizados no seu tratamento, o Departamento DST/AIDS/Hepatites comunicou no final do ano a sua intenção de adquirir somente um dos dois interferons, recaindo a escolha para o que for mais barato.

Embora tenham o mesmo princípio ativo, os dois medicamentos apresentam farmacodinâmicas diferentes, sendo ainda um metabolizado no fígado e outro nos rins, e considerando que cada infectado detém características individuais o médico, após avaliação, prescreve a melhor opção terapêutica, por isso o  acesso deve ser para ambas apresentações. 

Ainda em 2011 estarão chegando dois novos medicamentos, chamados inibidores de protease, que por terem uma ação direta no vírus da Hepatite C, aumentam os índices de cura de 50 para 75%. A intenção dessa diminuição do arsenal terapêutico também preocupa as ONGs nessa questão, pois esses novos medicamentos foram testados com utilização em associação a um ou a outro interferon peguilado, sendo que a retirada de um dos dois, também exclui automaticamente um desses dois novos medicamentos, que ficará excluído da licitação de compra e como conseqüência, da distribuição pelo SUS.

Os fatos levam a suspeita que a pequena economia a ser realizada na licitação dos peguilados estará perdida, em valores muito superiores, quando da compra dos inibidores de proteases sem poder se fazer licitação, pois existirá já estabelecido um monopólio de fornecimento por somente um fabricante. A solicitação ao MPF é para que o Ministério da Saúde seja notificado para “não inovar” até que todos os interessados sejam ouvidos e uma audiência pública seja realizada, mantendo por enquanto, nesta licitação, a aquisição dos dois medicamentos.

É por essa forma de tratar os brasileiros que dependem do SUS que as ONGs estão recorrendo ao Ministério Público Federal.

Consideram as ONGs, tratar-se de uma atitude discriminatória, principalmente porque em outras doenças, a exemplo da AIDS, todos os medicamentos legalmente registrados  e autorizados para comercialização no Brasil estão disponíveis para tratamento, tendo o médico liberdade para indicar os mais adequados para cada paciente.

O estabelecimento do monopólio reverterá em prejuízo à saúde dos pacientes, quando muitos não estarão recebendo o tratamento mais adequado para suas particularidades, bem como ao próprio SUS, que poderá em um futuro breve pagar uma conta mais alta por ficar refém das regras de um só fabricante.

A HEPATITE C

A hepatite C é causada por um vírus de transmissão pelo sangue que ataca e destrói lentamente, sem sintomas, o fígado.  No Brasil é estimado que mais de três milhões de pessoas estejam infectadas de forma crônica, mas por não apresentar sintomas e falta de campanhas de alerta, esclarecimentos e testagem, segundo dados do ministério 97% dos infectados ainda não sabem que estão doentes, caminhando para a cirrose, câncer de fígado e muito provavelmente a morte prematura, em média aos 56 anos.

O TRATAMENTO

O consenso internacional, também aplicado no Brasil, utiliza a combinação dos medicamentos Interferon Peguilado e Ribavirina, com possibilidade de cura de aproximadamente 50% dos tratados.  A duração do tratamento pode ser de 24 ou 48 semanas, apresentando fortes efeitos colaterais.

OS MEDICAMENTOS

Existem dois interferons peguilados, o alfa 2-a, fabricado pela empresa Roche e o alfa 2-b fabricado pela Merck Sharp & Dohme.  São medicamentos equivalentes, porém atuam de forma diferente no organismo, tanto na sua farmacodinâmica como na sua metabolização, devendo o médico indicar o mais adequado para cada caso clínico.  No fracasso do tratamento com uma das marcas pode se tentar o retratamento com a outra marca, com relativas e comprovadas possibilidades de sucesso.

Em defesa dos infectados a representação no MPF foi apresentada conjuntamente pelo Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, pela ONG C Tem que Saber C Tem que Curar e pelo Grupo Esperança de Apoio ao Portador de Hepatite.

Carlos Varaldo