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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

SOLICITAÇÃO DE AUDIÊNCIA COM URGÊNCIA


Brasília, 05 de janeiro de 2011.


Exmo. Sr. Ministro da Saúde
Dr. Alexandre Rocha Santos Padilha


REFERÊNCIA: HEPATITES VIRAIS – SOLICITAÇÃO
DE AUDIÊNCIA COM URGÊNCIA


Sr. Ministro, seja bem-vindo!

                                   Nós, abaixo assinados, representamos a Sociedade Civil infectada com hepatite, em outras palavras, o povo, de quem o poder emana e a ele deve servir.

                                   Representamos mais de cinco milhões de brasileiros que sofrem e, cada vez mais, morrem, em decorrência das complicações das hepatites virais, tais como cirrose hepática e câncer de fígado, pela mais absoluta omissão.

                                   Estamos em missão de paz.

                                   Em paz, porque acreditamos em vossa vasta experiência como conciliador,  articulador e  negociador, que caracterizaram seu cotidiano como Secretario de Relações Institucionais do Governo Lula,  cargo que V. Exa.  ocupou com louvor.

                                   Agora, como bom médico que V. Exa. é, tendo formação humanista e especialização em Infectologia, tendo aprendido com mestres tão importantes na história da lide contra as hepatites virais, nossa esperança se renova para que atentamente  V. Exa.  nos ouça, e atue!

                                   Reconhecemos que sua tarefa é árdua. As demandas enormes. Mas, mesmo assim, legitimamente, nos colocamos como prioridade.

                                   As estatísticas, por diversas razões, inclusive propositais, captam de forma errática o que se demonstra real: hepatites virais (C e B, em especial) e suas conseqüências, cirrose hepática e câncer de fígado, são cada vez mais freqüentes, cada vez mais complexas e, acima de tudo, cada vez mais letais. E ninguém fala nada...

                                   Converse com seus colegas e procure obter as seguintes informações:

- qual o percentual de atendimentos nos diversos Serviços de Infectologia, a sua especialidade, são hoje ocupados pelos portadores de hepatite C, hepatite B?

- qual o impacto da co-infecção do HIV com a hepatite C?

- quais as principais dificuldades em lidar com o número crescente de cirróticos, de novos nódulos de fígado diagnosticados?

- qual o impacto da crescente demanda por transplante hepático?

                                   Com toda essa problemática, ninguém faz nada...

                                   O governo do Presidente Lula se encerrou com uma dívida conosco.

                                   Isto, após um início promissor, quando avanços ocorreram, como a adequação dos procedimentos e métodos diagnósticos, a atualização de Protocolos terapêuticos, a promulgação da Lei 11.255/05 que instituía a obrigação da existência de ações programáticas para enfrentar as hepatites virais e, até mesmo, a inserção junto a OMS, que culminou com o reconhecimento do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites. Posteriormente entramos em um período de trevas...

                                   A atual área técnica (Departamento de DST/Aids/Hepatites) que lida com o tema, hepatites virais, carece de legitimidade! Carece de conhecimento técnico!! Carece de democracia!!!

                                   De forma açodada, incorporou o Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV) ao Departamento de DST/Aids...Pior, ACABOU com o PNHV, hoje descaracterizado em meio a uma “matriz” (seja lá o que isso representa...) programática de ações do Departamento de DST-Aids/Hepatites...

Por que?

                                   Será que não se vislumbra que o problema direto e as conseqüências das hepatites virais são numericamente dez vezes maiores e muito mais complexos que as questões da AIDS com que lida tal Departamento?

                                   Será que não se vislumbra que o planejamento estratégico para prevenção, diagnose e assistência demandam medidas de longo prazo, estudo, equipe dedicada e coordenação?

                                   Será que não se percebe que discutir no varejo Portarias, Normas, diretrizes, com interlocução viciada e ilegítima de técnicos e /ou Sociedades Científicas que só digam “Amém” e não representem legitimamente o rigor científico necessário e a opinião de seus associados?

                                   Será que não se vislumbra que o Departamento tenta impor uma agenda para 2011 assegurando a sua continuidade na ocupação dos cargos?

                                   Marcam reuniões com quem não os reconhece legítimos (Coordenadores de Hepatites Virais em diversos Estados da Federação já se manifestam negativamente contra o atual estado das coisas); encaminham Notas Técnicas prontas para ser endossadas pelas Sociedades Científicas; apregoam transparência e participação, mas omitem informações e cerceiam a participação da Sociedade Civil legitimamente constituída; elaboram documentos técnicos em que expressam sua falta de familiaridade e preparo para lidar com a integralidade das questões das hepatites, tal a primariedade de seu conteúdo... sem falar na gestão precária de estoques de medicamentos de uso contínuo que, se já era ruim em relação ao HIV agora se estendeu a hepatite B com o episódio recente de desabastecimento de uma antiviral específico (Entecavir) e a esdrúxula recomendação “técnica” (completamente carente de respaldo científico) imposta aos médicos para lidar com essa situação. Pior ainda, contrariando inclusive as Sociedades Médicas pretendem adquirir somente um dos dois interferons peguilados existentes no mercado e com isso outorgar o monopólio do fornecimento para o SUS a um só fabricante, privando os infectados de serem tratados com aquele melhor indicado a seu caso clínico.

                            Mas não vamos nos ater ao varejo. Seu tempo é nobre!

                                   Sr. Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Rocha Santos Padilha, V. Exa.  pode fazer a diferença!

                                   Esperamos que V. Exa. nos ouça.

                                   A presidente Dilma pode realizar, por seu intermédio, uma gestão que sirva de paradigma de resposta para a questão global das Hepatites Virais.

                                   É necessário, para tanto, uma visão estratégica, de estadista. Não se iluda com a busca de resultados imediatos. Eles não virão em sua plenitude. Semeamos hoje a redução na morbi-mortalidade para daqui a, pelo menos, uma década.

                                   Mas já podemos criar um grupo técnico competente, focado e que melhore a diagnose, o acesso, o monitoramento, a terapia e a prevenção em um contexto moderno e inovador que inclua fomento à pesquisa e questões ligadas à farmacoeconomia. Isso é ainda mais necessário em face da iminente chegada de uma nova possibilidade de terapia contra a Hepatite C com antivirais de ação direta. Essa nova era que se vislumbra, dos antivirais e da farmacogenômica, será dinâmica e complexa. Um grande número de compostos será colocado à disposição dos médicos e a prática assistencial será revestida de novos desafios (regras de monitoramento e interrupção, evitar e lidar com a resistência viral aos novos compostos, efeitos adversos), mas também de maior sucesso na erradicação do VHC.

                                   Mas não é só isso! Esse grupo vai ter que, imediatamente, melhorar a abordagem do crescente número de cirróticos, de portadores de câncer de fígado e dos não-respondedores à terapia atual. Terá que pensar na sociedade globalmente onde, na falta de uma vacina preventiva para a hepatite C, grupos socialmente excluídos têm que ser abordados, sob pena de ser em um futuro próximo o repositório do VHC em nossa Sociedade.

                                   Sr. Ministro, nossa Constituição, soberana, nos assegura o Direito à Saúde. Não tenha dúvidas de que usaremos tal prerrogativa quando necessário. O SUS nos assegura participação. Não tenha dúvidas de que vamos atuar em  defesa do nosso SUS e de nossas prerrogativas.

                                   Ministro Padilha, ouça-nos! Reflita! Converse com seus pares. Ouça as lideranças políticas que militam conosco! Certamente na composição do seu Ministério a recriação de um Programa Nacional de Hepatites Virais, dessa vez forte e atuante, posicionado em uma Secretaria mais operacional, atrevemo-nos a sugerir a Secretaria de Atenção à Saúde ou até inicialmente como função estratégica da Secretaria Executiva do Ministerio, sua gestão começará com um enorme acerto, não apenas técnico, mas humanista. 

                                   Estamos confiantes que o Sr. e a Presidente Dilma darão à questão das Hepatites Virais a devida relevância, retomando o que se perdeu com a atual equipe do Departamento de DST-Aids/”Hepatites”.

                                   Por tais fatos, solicitamos, com a urgência que o caso exige,  que V. Exa. se digne designar data próxima, para a realização de audiência,  na qual a sociedade civil, através das lideranças nacionais que representam os portadores de hepatites virais poderão discutir com V. Exa. a situação das Hepatites Virais em nosso país, com as ações até então desenvolvidas e traçar um programa estratégico para seu enfrentamento.

                                   Em nosso nome, dos nossos familiares, dos profissionais que conosco militam (e não dizem Amém ao dirigente de plantão) e zelam pela correção científica, e, acima de tudo, em nome das milhares de vítimas, nossos amigos, militantes ou que anonimamente morreram (até sem integrar as incompletas estatísticas...) em decorrência de hepatites virais e suas complicações, encerramos com a frase que elegemos símbolo da nossa luta,


Assinam por unidade da federação em ordem:

BA - Salvador - ATX-BA - Associação de Pacientes Transplantados da Bahia - Márcia Fraga Maia Chaves
BA - Salvador - Grupo Vontade de Viver - Romulo Corrêa Valença
BSB - Brasilia - Grupo C - Epaminondas Campos
CE - Fortaleza - ABC VIDA Associação Cearense de Portadores de Hepatite C - Francisca Agrimeire Leite
DF - Brasilia – Grupo C de Apoio ao Portador de Hepatite –  Epaminondas Campos
PA - Belém - APAF - Associação Paraense dos Amigos do Fígado - Benedito Ferreira de Almeida
PA - Belém - ARCT-PA - Associação dos Renais Crônicos e Transplantados do Pará - Cisalpina Cantão
PR - Londrina - MegLon - Grupo Margarete Barella de Apoio aos Portadores de Hepatite de Londrina e Região - Telma Alcazar
RJ - Niterói - Grupo Gênesis de Apoio a Portadores de Hepatite de Niterói - Maria Cândida Pita
RJ - Petrópolis - Grupo Hepato Certo de Apoio a Portadores de Hepatite C - Kycia Maria Rodrigues de Ó
RJ - Rio de Janeiro - Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite - Carlos Norberto Varaldo
RJ - Rio de Janeiro - Núcleo Ação de Apoio e Defesa aos Direitos das Vitimas da Hepatite C - Luiz de Souza e Silva
RJ - São Gonçalo - Grupo Amarantes de Apoio a Portadores de Hepatite C - Claudio da Silva Costa
RN - Currais Novos - APHECN - José Almir Amaral do Rêgo
RS - Bagé - GAPH BAGÉ - Luis Carlos Porcellis Paz
RS - Porto Alegre - Hepatchê Vida - Nádia Elizabeth Cardoso Barbosa
SC - Bumenau - Grupo Hércules - Doações e Transplantes de Fígado - Fernando Cezar Pereira dos Santos
SC - Chapecó - Grupo Desbravador/SC de Apoio aos Portadores de Hepatites Virais  - Gilberto Emilio Barella
SC - Florianópolis - Grupo Hércules de Apoio a Portadores de Hepatites Virais - Anna Maria Schmitt
SP - Araçatuba - Grupo ARAÇAVIDA de Araçatuba - Faustina Amorin da Silva
SP - Barretos - Grupo Direito de Viver de Apoio a Portadores de Hepatite C - Ubirajara Silva Martins
SP - Carapicuiba -  Grupo Unidos Venceremos de apoio ao portador de hepatite C - Micheline Woolf
SP - Limeira - ONG Revendo a Vida Grupo de Apoio a Portadores de Hepatites –  Marlene C. Marchioni
SP - Santos - Grupo Esperança de Apoio ao Portador de Hepatite C – Jeová Pessin Fragoso
SP - São José do Rio Preto - GADA Grupo de Apoio a Portadores co-infectados HCV e HIV - Júlio César Figueiredo Caetano (Conselheiro Nacional de Saúde)
SP - São Manuel - ONG C Tem que Saber C Tem que Curar de Apoio a Portadores de Hepatite C - Francisco Martucci

Vacina contra hepatite B pode ir para o lixo em Fortaleza

Vários lotes de vacinas DST-hepatite B devem ir para o lixo porque o prazo de validade acaba em fevereiro. Não foram aplicadas e estão se perdendo nos postos de saúde de Fortaleza, por falta de campanhas de divulgação.
A denúncia é feita por Agrimeire Leite, presidente do Grupo ABC Vida, de apoio ao portador de hapatite. Em entrevista nesta manhã de quinta-feira ao programa Grande Jornal, da rádio O POVO/CBN, Agrimeire lamentou a situação, observando que, mesmo que haja campanhas agora, dificilmente os lotes serão aproveitados.
A vacinação é gratuita e na rede particular uma dose custa R$ 35,00.
No Ceará, 78% da população de 11 a 19 anos de idade não tomou a vacina. É o pior perfil do Brasil.
 
 
Mensagem do Grupo ABC Vida - Fortaleza

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Hospital de Cascavel realiza primeira captação para transplantes

Ter, 28 de Dezembro de 2010 10:03

Aviões do governo transportaram órgãos de mulher para Londrina e Curitiba

Depois de confirmada a morte encefálica de uma paciente na manhã desta segunda-feira (27), os familiares autorizaram a doação dos rins, do fígado, e de tecidos, como globos oculares e ossos. O processo de retirada dos órgãos e dos tecidos começou logo depois.

Os órgãos foram transportados na noite desta segunda-feira em aviões do Governo. O coração foi enviado para a Santa Casa de Londrina, o fígado para o Hospital de Clínicas de Curitiba e rins e pâncreas para o Hospital Angelina Caron, também em Curitiba.

Após ser inaugurada a Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Cascavel, que esta funcionando na Regional de Saúde, intermediou nesta segunda-feira (27) a primeira captação de órgãos. A doadora de 26 anos foi monitorada durante 11 dias, desde que foi hospitalizada na UTI com um aneurisma cerebral.

Depois de ser confirmada a morte encefálica, na manhã desta segunda-feira, os familiares autorizaram a doação dos rins, do fígado, e de tecidos, como globos oculares e ossos. O processo de retirada dos órgãos e dos tecidos começou nesta tarde.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Moreira Junior, ressaltou a importância da implantação das OPOs, pois apenas uma em cada quatro possíveis doações se converte em transplante de órgãos no Estado. Com a instalação das OPOS, vamos ampliar significativamente o aumento no número de transplantes no Paraná”.

“A doação de órgãos é um ato de solidariedade para com o próximo. Dar a oportunidade a outras pessoas viverem com atitudes como desta família é um ato importante que deve ser incentivado em todos os brasileiros”, afirma Moreira.

A técnica de enfermagem e integrante da OPO de Cascavel, Cleci Godinho, contou que a assim que a morte cerebral foi confirmada, a família imediatamente foi abordada e, posteriormente, com a concordância, imediatamente a Central de Transplantes foi notificada.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Maringá e Londrina fazem primeiras captações de órgãos por novo sistema

É com imenso prazer que nós do Grupo Meglon confirmamos o inicio das captações de orgaos ocorridas em nossa região. Queremos parabenizar a Ogle, gestora chefe da central de transplantes que está assumindo a nova organização das captações e fazendo acontecer.

Esperamos que essas captações não sejam as unicas e sim o inicio de um trabalho sério, de uma longa jornada de trabalho para salvar vidas!

Ogle, não sabemos porque o figado foi descartado, contamos com seu esforço na busca de médicos para as captações de figado também.

Parabéns a todos os profissionais envolvidos nessas captações!

Telma Alcazar

Saúde - 29/12/2010 15:45

A Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Maringá intermediou na noite de terça-feira (29) a primeira captação de órgãos. A doadora de 31 anos estava sendo monitorada há 11 dias quando foi hospitalizada na UTI com aneurisma cerebral.

Após ser confirmada a morte encefálica, os familiares autorizaram a doação dos órgãos. Foram retirados os rins e enviados para a Santa Casa, em Curitiba. O fígado também foi retirado, mas acabou sendo descartado por estar impróprio para o transplante.

Hoje, acredita-se que apenas um em quatro possíveis doações se converte em transplante de órgãos no Estado. Com a implantação das OPOs espera-se que esse número aumente. “Para isso, contamos também com a solidariedade de todos para que vejam na doação de órgãos uma maneira de manterem seus entes queridos vivos de alguma forma”, afirma o secretario da Estado da Saúde, Carlos Moreira Junior.

A coordenadora da OPO de Maringá, Cristina Yuri França, relatou que assim que a morte cerebral foi confirmada, imediatamente os familiares foram abordados e posteriormente, após concordância dos familiares, a Central de Transplantes foi notificada.

LONDRINA – A OPO de Londrina realizou nesta quarta-feira (29) a primeira captação de órgãos para transplante. O doador de 23 anos estava internado na UTI em Cornélio Procópio desde o último domingo (26) com traumatismo craniano. Foi autorizada pelos familiares a doação dos múltiplos órgãos. O Fígado irá para Porto Alegre, o coração encaminhado para Londrina e os rins aguardarão a realização de exames de compatibilidade para ser definido para onde irão.

OPOs - No dia 13 deste mês, dia do aniversário de 15 anos da Central de Transplantes, o Governo implantou seis Organizações de Procura de Órgãos (OPOs). Elas estão sendo instaladas em Curitiba – no Hospital do Trabalhador, na Região Metropolitana – no Hospital Angelina Caron, que fica em Campina Grande do Sul, no Hospital Regional de Ponta Grossa e nas Regionais de Saúde de Maringá, Cascavel e Londrina.

Desde a inauguração das organizações, há 15 dias atrás, quatro retirada de múltiplos órgãos foram realizadas pelas unidades. A primeira foi o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, seguida pela de Cascavel. Agora Maringá e Londrina também realizaram seus primeiros procedimentos.

Desde que a Central de Transplantes foi criada, em 1995, já foram realizados mais de 22 mil transplantes de órgãos e tecidos. Somente em 2010, foram realizados mais de mil transplantes. Atualmente cerca de três mil pessoas esperam na fila por um órgão

Scientists identify key interaction in hepatitis C virus

December 29, 2010 
 
Scientists from the Florida campus of The Scripps Research Institute have identified a molecular interaction between a structural hepatitis C virus protein (HCV) and a protein critical to viral replication. This new finding strongly suggests a novel method of inhibiting the production of the virus and a potential new therapeutic target for hepatitis C drug development.
The study was published in the January 2010 issue (Volume 92, Part 1) of the Journal of General Virology.
These new data underline the essential role of the viral known as "core" as a primary organizer of the infectious HCV particle assembly and support a new molecular understanding of the formation of the viral particle itself.
"While our finding that the HCV core interacts with the non-structural helicase protein was not totally unexpected, this had not really been confirmed until this study," said Scripps Florida Professor Donny Strosberg, who led the study. "But the most exciting part is that small molecule inhibitors of dimerization [the joining of two identical subunits] of core actually inhibit interaction between core and helicase, thus possibly preventing production of an infectious viral particle."

A Viral Plague

Hepatitis C virus infects between 130 and 170 million people worldwide and is the cause of an epidemic of and cancer. Because current HCV treatments are only partially effective, a number of alternative are actively being pursued as possible drug targets.
One of the critical problems of finding inhibitors for the hepatitis C virus is that it mutates at such prodigious rates. An RNA virus such as hepatitis C can mutate at a rate estimated as high as one million times that of DNA viruses such as the .
With this in mind, Strosberg has been examining the core protein, the most conserved protein among all HCV genotypes. Core plays several essential roles in the viral cycle in the host cell. It is particularly important in the assembly of the hepatitis C nucleocapsid or capsid, an essential step in the formation of infectious viral particles; the nucleocapsid is the virus genome protected by a protein coat. By interacting with various structural and non-structural viral proteins, core plays an essential role in the HCV cycle during assembly and release of the infectious virus as well as disassembly of viral particles upon entering host cells. Core also interacts with a number of cellular proteins, possibly contributing to the disarmament of several host defense mechanisms and to the activation of oncogenic pathways.
Last year, Strosberg developed a novel quantitative test for monitoring these protein-protein interactions with the specific goal of identifying inhibitors of the core dimerization, which would block virus production. Strosberg and his colleagues uncovered peptides derived from the core protein of that inhibit not only dimerization of the core protein, but also production of the actual virus.
That earlier study led to the discovery of non-peptidic small organic molecules that strongly inhibited HCV production, one of which, SL201, was used in the new study.
In the new study, Strosberg and his colleagues focused on non-structural proteins that provide functions relating to HCV production, in particular NS3 helicase. The scientists' findings support a growing body of evidence that this protein participates in the assembly and production of infectious viral particles. The interaction of the core protein with this non-structural protein also confirms core as a key organizer of virus assembly and suggests it acts to facilitate the packaging and integration of the newly synthesized viral RNA.

More information: http://vir.sgmjour … act/92/1/101

Provided by The Scripps Research Institute (news : web)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pesquisador identifica proteínas que podem diagnosticar câncer de tireoide

Karina Toledo
 
Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram um conjunto de proteínas que pode ajudar no diagnóstico do câncer de tireoide. A ideia é criar um exame capaz de diferenciar com precisão os nódulos benignos dos malignos, evitando intervenções cirúrgicas desnecessárias. Os testes clínicos começam em janeiro.

Até a década passada, quando a apalpação era a principal forma de detectar nódulos na tireoide, as anomalias eram verificadas em 7% dos adultos. À medida que o exame de ultrassom se tornou comum, nódulos pequenos passaram a ser identificados em mais de 60% dos pacientes.

O desafio hoje é identificar quais lesões são, de fato, perigosas. O método mais usado atualmente é a punção aspirativa por agulha fina (Paaf), que consiste na retirada de células da região para análise no microscópio. O problema é que em 30% dos casos o resultado desse exame é inconclusivo e os pacientes precisam ser submetidos à cirurgia para confirmação do diagnóstico.

"Apenas de 5% a 10% dos casos submetidos à cirurgia têm resultado de tumor maligno. A maioria das intervenções é desnecessária, só onera o sistema de saúde", diz a geneticista Janete Cerutti, principal autora do estudo.

Em parceria com a John Hopkins University Medical School, dos EUA, Janete descobriu que a existência ou não de determinadas proteínas no material obtido da biópsia cirúrgica estava associada à presença de tumores malignos. Em testes feitos entre 2002 e 2010, mais de mil possíveis bio-marcadores foram identificados. Os melhores candidatos foram testados em 300 amostras, que representam os diferentes grupos de tumores benignos e malignos de tireoide.

O desenvolvimento do exame passou por várias etapas. A mais recente, publicada no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, apresenta o conjunto de proteínas que, segundo os autores, poderiam determinar com 97% de precisão a presença de um tumor maligno.

Os testes clínicos para o desenvolvimento de um exame pré-cirúrgico serão feitos com amostras coletadas de pacientes do Hospital São Paulo. Além de identificar o câncer, o exame pode indicar a sua agressividade.

Medo. O exame pré-cirúrgico poderia ter evitado a retirada da tireoide da paisagista Valziria Peloia, de 54 anos. Há seis anos, exames de rotina indicaram dois nódulos e a punção de um deles foi inconclusiva. Por causa do histórico familiar, ela optou pela extração da tireoide. Análises após a operação mostraram que os dois nódulos eram benignos. "Tinha perdido um irmão por causa de um câncer. Não quis conviver com a dúvida."

Segundo a endocrinologista Laura Ward, apenas 20% dos pacientes submetidos a cirurgias realmente precisariam ser operados. "Quando há dúvida, costuma-se extrair a tireoide inteira. A reposição hormonal e a cicatriz são iguais, mas o risco de a lesão espalhar, se for maligna, é maior quando se tira apenas a metade que contém o nódulo." Há lesões benignas que podem ter indicação cirúrgica.


SAIBA MAIS

A tireoide

É a maior glândula do corpo humano e produz hormônios que regulam o funcionamento de todas as células.

Hipertireoidismo
Quando os hormônios são produzidos em excesso ocorre uma aceleração do metabolismo, podendo ocorrer agitação, diarreia, taquicardia, perda de peso, sudorese aumentada e irregularidade menstrual.

Hipotireoidismo
Quando os hormônios são produzidos em quantidade insuficiente são comuns sintomas como cansaço, intestino preso, ganho de peso, depressão, dor muscular e nas articulações, unhas finas e quebradiças e enfraquecimento do cabelo.

CâncerA incidência de nódulos malignos na tireoide quintuplicou nas últimas décadas. A melhora no diagnóstico, o envelhecimento da população e o excesso de iodo no sal podem ser causas. 

http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,mobile,658546.htm

VIII Congresso Brasileiro de Epidemiologia

 
A moderna epidemiologia brasileira caracteriza-se pela dupla inserção na abordagem do processo saúde-doença. De um lado, como produtora de conhecimentos originais e, de outro, firmemente compromissada com o sistema de saúde, como subsidiária às atividades da prestação de serviços em saúde. Esta propriedade da disciplina, de desenvolvimento relativamente recente frente a história das ciências em saúde, está consolidada, podendo ser visualizada no impressionante crescimento na produção acadêmica e pela sua crescente utilização nos serviços de saúde.

As características de sua construção pelos epidemiólogos brasileiros permitem identificar, na medida de sua nucleação no campo da Saúde Coletiva, o claro compromisso com a transformação da situação de saúde da população brasileira. Nele se reconhece a participação de profissionais dos serviços de saúde e do contingente acadêmico, promovendo a interação entre a pesquisa, realizada tanto no meio universitário quanto nos serviços de saúde, e a prática cotidiana no atendimento à população.

Esta oitava versão do Congresso Brasileiro de Epidemiologia traz como tema central o debate sobre a Epidemiologia e seu papel na definição de políticas públicas, articulado que está ao conjunto das demais disciplinas do campo da Saúde Coletiva. Oferece, igualmente, a oportunidade para atualizar e rever as contribuições da disciplina para os distintos temas em saúde que interessam à da sociedade brasileira.
São Paulo e sua comunidade sentem-se privilegiados por acolher o Congresso de Epidemiologia, organizado e promovido pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – ABRASCO. Estamos certos de que os participantes encontrarão espaço para aprofundar seus interesses técnico-científicos, bem como sentir e desfrutar os prazeres dessa que é a Paulicéia Desvairada e observar, no dizer do compositor, a “deselegância discreta de suas meninas” e porque não de seus meninos também.
 link do congresso.

VIII Congresso Brasileiro de Epidemiologia

A Comissão de Epidemiologia da ABRASCO.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Facebook coloca novo dilema ético a médicos - Ética

Pesquisadores sustentam que profissionais que mantêm perfis na rede não estão preparados para lidar com pacientes no ambiente virtual


 
A adesão de médicos à rede social Facebook abriu um novo debate sobre a ética desses profissionais. Estudo realizado por pesquisadores do Hospital Lariboisièreque, na França, que ouviu 400 médicos em formação na Universidade Hospital Rouen mostrou que 73% dos entrevistados mantêm perfis na rede com dados que permitem facilmente sua identificação - caso de nome real, data de nascimento e foto (91%). Um em cada sete médicos acrescentou ainda que poderia adicionar pacientes em seu grupo de amigos do Facebook.

"Essa nova interação entre paciente e médico resulta em uma situação eticamente problemática, porque não está relacionada à assistência direta ao paciente”, defenderam os autores do estudo no Journal of Medical Ethics. "Além disso, a disponibilidade pública de informações sobre a vida privada de um médico pode ameaçar a confiança mútua entre ele e seu paciente. Comentários e fotos postados on-line podem ser mal interpretados fora do seu contexto original e podem não refletir com precisão as suas opiniões e comportamentos da vida real.”

Por ora, a preocupação dos estudiosos pode ser exagerada. Poucos pacientes de fato pediram a seus médicos que os aceitassem entre seus grupos de amigos. Segundo o estudo, só 6% dos médicos entrevistados haviam recebido tal solicitação; 4% aceitaram.

Porém, os autores da pesquisa preveem que esses números vão aumentar com o tempo e apostam que os médicos não estão preparados para isso. Só 61% haviam mudado suas configurações de privacidade, mas 17% não lembravam que alterações haviam promovido. Profissionais com menos de um ano de cadastro na rede se mostraram mais suscetíveis a erros nessas configurações. Além disso, 55% davam informações profissionais no perfil e 59%, dados sobre sua formação.

A grande maioria, contudo, ainda diz que recusaria imediatamente um pedido de amizade de um paciente (85%). As razões mais citadas para isso são o medo de interesse romântico e a necessidade de manter uma distância profissional. Só no fim da lista apareceu a suspeita de que a relação on-line fosse antiética. O Facebook se recusou a comentar a pesquisa.

 Um em cada sete médicos disseram que decidiriam caso por caso se adicionariam um paciente como amigo no Facebook.




quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Agência de Notícias das Hepatites


Direitos do infectado com hepatite

-O que está fazendo um infectado com hepatite olhando para uma folha de papel em branco?

- Lendo os seus direitos.


Rir é um excelente medicamento!

O porquê da piada?  Veja os orçamentos dos Estados Unidos e do Brasil quando comparado o que é dedicado a AIDS e as hepatites.



ESTADOS UNIDOS

O NIH - National Institutes of Health é o organismo dos Estados Unidos para o enfrentamento das doenças.  No orçamento para 2011 estão contempladas as seguintes verbas:

HEPATITE B – U$. 54.000.000.- o que representa U$. 43.- para cada americano infectado com hepatite B ou, U$. 10.800.- para cada paciente que venha a morrer durante o ano.

HEPATITE C – U$. 102.000.000.- o que representa U$. 23.- para cada americano infectado com hepatite C ou, U$. 8.500.- para cada paciente que venha a morrer durante o ano.

HIV/AIDS - U$. 3.200.000.000.- o que representa U$. 3.032.- para cada americano infectado com hepatite HIV/AIDS ou, U$. 225.656.- para cada paciente que venha a morrer durante o ano.



BRASIL

O orçamento de 2010 (ainda não temos os dados de 2011) do Ministério da Saúde reservou os seguintes valores.

Em termos de recursos financeiros por infectado no total dos programas as diferenças são abismais.

Enquanto no orçamento de 2010 o Programa DST/AIDS recebeu R$. 3.700,00 (US. 2.055.-) para cada um dos seiscentos mil infectados, o Programa Nacional de Hepatites conseguiu no orçamento da união magros R$. 75,00 (US. 42.-) para cada um dos mais de cinco milhões de infectados com as hepatites B e C no Brasil.

Nada mais direto, eficaz e incontestável que comparar os recursos alocados para se saber qual a prioridade que os Departamentos DST/AIDS/Hepatites estão dando as duas epidemias.

Carlos Varaldo

Feliz Natal

Amigos do MegLon!!

Não sabemos nosso futuro, quantos de nós estaremos aqui nesse ano que inicia, mas o importante é saber que estivemos aqui e construímos nossa luta com dignidade e amor ao próximo! Importante saber que lutamos sem derrubar a luta de ninguém, construímos amizades sólidas e amor profundo, mesmo dentro da dor!!! 
E mesmo que poucos entendam nossas dores e dificuldades, nós estamos aqui para construir e contarmos a história da luta contra os vírus das Hepatites Virais no Brasil. 

FelizNatal  Eu amo todos vcs!

Telma Alcazar

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Humanize-se já antes que seja tarde!


Desde que tivemos a necessidade e idéia de nos unirmos para reivindicarmos nossos direitos legais aqui em Londrina e no Paraná, nunca recebemos um centavo em doação, venda de produtos ou colaboração. Jamais participamos de projetos de "estimulo"  oferecidos pelos governos nas esferas federal, estaduais e municipais.

Para fazermos um teste, pois já conhecíamos a realidade dos grupos de hepatites, colocamos o botão Doar em nosso blog, com a finalidade de captarmos o que pudéssemos para continuarmos nossos trabalhos de divulgação aqui no Paraná. E até hoje, dia 21/12/2010, as portas do Natal, tempo em que todos deveriam estar preocupados com o próximo ou senão pelo menos com sua própria saúde, nunca recebemos um doação sequer.

Quando saímos as ruas, doentes e cansados, nos expomos a diversas situações de risco para nós, E saímos na busca de ajudar o próximo a não se infectar como nós fomos infectados. Quando elaboramos uma denuncia, estamos tentando evitar que outros passem pelo sofrimento que passamos. Quando deixamos nossos lares e família preocupados com nossa saúde, porque estamos nos colocando em risco, fazemos por amor ao próximo e se isso fere qualquer principio político ou ideológico, nos desculpem, nós sabemos o real valor da palavra amor: “Ame ao próximo como a ti mesmo!”

E nós, assim como os Institutos do Cancer, como os Grupos de doentes Renais e outras patologias, que trabalhamos seriamente em favor dos doentes no Brasil, somos comparados as ONGS que servem para desvio de verbas e laranjas em maracutaias,  por isso, muitos hospitais e entidades sérias acabam fechando suas portas e deixando de atender a população tão necessitada.

Reflitam se a generalização é realmente boa para os brasileiros, reflitam e pensem que um dia você pode precisar e encontrar as  portas fechadas, do hospital ou a do grupo que te acolhe ou acolheria , por  que não tivemos condições para trabalhar.


Telma Alcazar
MegLon



Tristeza! 

A maioria dos grupos de pacientes não conseguem se sustentar
 
Um dos maiores grupos de apoio aos portadores de hepatites dos Estados Unidos, o “Latino Organization for Liver Awareness (L.O.L.A.)”, um grupo com 16 anos de existência que fornecia informações em Inglês e Espanhol está fechando as portas neste final do ano. A falta de contribuições financeiras por parte dos infectados e doações de empresas inviabilizaram a sua continuidade.

Muitos outros grupos estão em situação semelhante, conseguindo se manter somente pelo trabalho voluntário de seus coordenadores. Já estamos acostumados, inclusive aqui no Brasil, a presenciar que por falta de recursos a maioria dos grupos muito pouco conseguem realizar em favor da luta pelos infectados e, em muitos casos os voluntários perdem o estimulo para continuar, abandonando os grupos de apoio.

O Grupo Otimismo tem praticamente 30.000 associados.  Para facilitar a forma de contribuição passou até aceitar contribuições pelo cartão de credito. Em quatro meses o total recebido pela nova facilidade foi de somente R$. 310,00, menos de R$. 77,00 a cada mês, totalizando, com as contribuições feitas por boleto bancário aproximadamente R$. 800,00 a cada mês.  Alguém acha ser possível poder continuar o trabalho sem recursos?

Até quando continuarei a trabalhar pelas hepatites não sei. A cada dia estou mais decepcionado e desiludido com o desinteresse dos portadores em contribuir na luta pela defesa de seus interesses.  Já decidi não colocar mais num centavo de meu bolso e quando o caixa ficar zerado estarei parando com o trabalho e passarei a cuidar da minha vida pessoal.  Sem apoio não existe condição de continuar trabalhando.

Aproveitando a data, desejo a todos um Feliz Natal!

Carlos Varaldo

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Comissão aprova tratamento de dislexia e TDAH para estudantes


As escolas deverão assegurar a esses alunos recursos pedagógicos e didáticos adequados para a sua aprendizagem


A relatora deputada Rita Camata (PSDB-ES)
A relatora deputada Rita Camata (PSDB-ES)
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na última semana o Projeto de Lei 7081/10, do Senado, que obriga o Poder Público a manter programa de diagnóstico e tratamento de dislexia e de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) para estudantes do ensino básico.
A relatora, deputada Rita Camata (PSDB-ES), recomendou a aprovação da proposta, na forma de substitutivo que inclui no programa a identificação precoce dessas doenças e atendimento educacional especializado para os estudantes portadores de dislexia e TDAH.
De acordo com o texto aprovado, as escolas deverão assegurar a esses alunos recursos pedagógicos e didáticos adequados para a sua aprendizagem. O atendimento educacional deverá ser oferecido em salas de aula do ensino regular e poderá ser complementado em salas de recursos multifuncionais, caso necessário.

Equipe multidisciplinar

O texto aprovado ainda prevê que o programa deverá ser implementado por equipes multidisciplinares, que incluirão educadores, psicólogos, médicos, fonoaudiólogos e especialistas em psicopedagogia. As escolas também deverão garantir aos professores do ensino básico cursos de capacitação para a identificação precoce dos transtornos e para o atendimento educacional adequado.

Doenças

A dislexia é um transtorno de aprendizagem de leitura crônico, de origem neurobiológica. É o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial, segundo a Associação Brasileira de Dislexia. Já o TDAH se caracteriza por sinais claros e repetitivos de desatenção, inquietude e impulsividade, mesmo quando o paciente tenta não mostrá-lo.
"Tanto o TDAH quanto a dislexia podem gerar prejuízos envolvendo a vida social, familiar, afetiva, acadêmica e profissional", afirma a relatora. "Sabe-se que o diagnóstico precoce pode facilitar a escolha de estratégias adequadas para viabilizar a aprendizagem e o bom rendimento do aluno", complementa Camata.
Fonte: AGÊNCIA SENADO

domingo, 19 de dezembro de 2010

Planos devem cobrir doenças reconhecidas pela OMS

Por Fabiana Svenson Petito Ribeiro

Apesar de ser da responsabilidade do Estado a garantia da saúde de seus cidadãos, é sabido que o sistema de saúde público é muito precário e deficitário na maioria das cidades brasileiras. Com o aumento do poder aquisitivo da população, houve uma grande procura por planos de saúde.
Porém, ao adquirir um plano de saúde, é preciso observar alguns pontos importantes, a começar se a adesão foi por meio de sindicato, instituições de classe, empresas, ou seja, por meio de contratos coletivos, ou, em caso de aquisição diretamente com a operadora pelo beneficiário, através de planos individuais. Sendo que, o plano coletivo exige um intermediador, que é a pessoa jurídica a qual a pessoa física está vinculada, enquanto o plano individual pode ser contratado por qualquer pessoa diretamente com a operadora.
Cabe ainda atentarmos ao fato que o plano de saúde individual está vinculado ao controle da Agência Nacional de Saúde Suplementar, cabendo a ela a imposição do índice máximo do reajuste de preço quer pelo aniversário do plano ou pela alteração de faixa etária. E no plano de saúde coletivo a ANS apenas atua como supervisora, e não como interventora. A atualização do índice de correção do plano coletivo decorre da sinistralidade.
O plano individual, desta forma, inicialmente apresenta mensalidades mais caras do que coletivo, entretanto, com índices de reajustes estabelecidos pela ANS. Já os planos coletivos têm valores mais baixos, mas seu índice de reajuste depende de negociação entre a operadora e a pessoa jurídica intermediadora.
Em relação às carências, no plano coletivo ela somente existirá se os aderentes forem inferiores a trinta beneficiários. Em caso superior a este número, a carência não precisará ser cumprida. Portanto, em caso de plano coletivo inferior a trinta pessoas e planos individuais, deverão ser observadas as carências de cada procedimento.
É importante frisar que em caso de ciência de uma doença antes da adesão ao plano de saúde, o beneficiário do plano de saúde deverá informá-la, sob pena de descredenciamento e não cobertura do procedimento não informado.
Todas as doenças reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde são de cobertura obrigatória do plano de saúde, sendo que a Agencia Nacional de Saúde Suplementar atualiza o rol de procedimentos que deverão ser cobertos pela operadora, sendo o último publicado em 12 de janeiro, a Resolução Normativa 211.
A cobertura procedimental pelo plano de saúde é obrigatória desde que conste a doença no rol da OMS, tenha sido cumprida a carência para aquele procedimento e o beneficiário tenha informado ao plano em caso de ciência anterior a adesão.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Hospital Regional do Litoral faz a primeira captação de órgãos


O Hospital Regional do Litoral realizou a primeira captação de órgãos nesta sexta-feira (17). Os órgãos retirados foram doados pela família do empresário paulista, Victor Labbate, 32 anos, que passou três dias à deriva em alto-mar a bordo de uma lancha e estava hospitalizado na UTI do Hospital Regional em Paranaguá. Ele teve a morte encefálica confirmada na última quinta-feira (16) pela equipe do hospital. A cirurgia para a retirada dos órgãos durou cerca de seis horas.

Os órgãos foram trazidos por carros da Secretaria da Saúde, com ajuda dos batedores da Polícia Militar. O coração e o um dos rins foram encaminhados para a Santa Casa de Curitiba. O fígado, o pâncreas e o outro rim foram levados para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul- Região Metropolitana. Todos os órgãos já foram transplantados em receptores compatíveis que aguardavam nos hospitais. Até o momento houve qualquer sinal de rejeição. Também foram retiradas as córneas e os ossos, que foram encaminhados para os respectivos bancos de tecidos. A córnea pode ser transplantada em até 14 dias.

“Mais uma vez o Hospital Regional do Litoral mostra a sua efetividade. A captação de órgãos é um processo delicado, de alta complexidade. As equipes do Hospital Regional do Litoral e da Central Estadual de Transplantes agiram com muita rapidez, o que é fundamental para se ter sucesso nos transplantes”, afirmou o secretário da Saúde, Carlos Moreira Júnior.

De acordo com a diretora da Central Estadual de Transplantes, Schirley Nascimento, o Hospital já vinha se preparando para realizar este tipo de procedimento. “A Central enviou para o hospital faz poucos dias o doppler transcraniano, equipamento utilizado para confirmar morte encefálica. Treinamos o corpo clínico para fazer os procedimentos e estamos satisfeitos com o resultado”, disse.

OPOs - No dia 13 deste mês, dia do aniversário de 15 anos da Central de Transplantes, o Governo implantou seis Organizações de Procura de Órgãos (OPOs). Elas estão sendo instaladas em Curitiba – no Hospital do Trabalhador , na Região Metropolitana – no Hospital Angelina Caron, que fica em Campina Grande do Sul, no Hospital Regional de Ponta Grossa e nas Regionais de Saúde de Maringá, Cascavel e Londrina.

As OPOs vão ajudar na identificação de possíveis doadores de órgãos e tecidos e na manutenção destes doadores até que o órgão seja retirado. A equipe também ficará responsável pela abordagem à família. Cada OPO terá um médico coordenador, seis enfermeiros e dois técnicos administrativos. A equipe também será responsável pela notificação do possível doador à Central de Transplantes.

“Apenas uma a cada quatro possíveis doações se converte em transplante de órgãos no Paraná. Com a instalação das OPOs, a expectativa é que o número de transplantes de órgãos dobre ainda no primeiro ano”, ressaltou Moreira. Desde que a Central de Transplantes foi criada, em 1995, já foram realizados mais de 22 mil transplantes de órgãos e tecidos. Atualmente cerca de três mil pessoas esperam na fila por um órgão.



Nota do Blog:

Agradecemos imensamente a familia do paciente doador, que nessa hora dificil soube fazer um ato de amor!

Ficamos muito felizes com o sucesso das captações e transplantes, desejamos  com todo coração que os pacientes receptores consigam manter os orgãos recebidos sem rejeição e que vivam uma vida longa com melhor qualidade de vida!

Porém, estranhos o fato do anuncio das OPOs, pois pelo que sabemos, nenhum funcionário ainda foi contratado, nenhum equipamento foi comprado, mesmo com liberação de verbas tanto do estado do Paraná, quanto do Ministério da Saúde para esse fim.

Nós gostariamos de saber onde estão essas verbas? E quando serão finalmente montadas as OPOs? Afinal já estamos no final de Dezembro/2010 e a data limite prometida para o inicio do funcionamento das OPOs.

Deixamos a pergunta sobre nossas dúvidas e o Ministério da Saúde que sempre nos visita, poderia deixar seu comentário(como sempre faz "sugerindo pautas"),  esclarecendo nossas dúvidas, ficariamos muito gratos. Não custa nada uma vez que voces sempre estão por aqui.

PR está abaixo do ideal nos casos de fígado

Doação de órgãos será mais ágil

http://www.saude.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1513

Paraná deve ganhar nova estrutura para doação de órgãos até o fim do ano

PR terá equipes de captação de órgãos

 

Telma Alcazar 

Grupo MegLon


Observação: Acredito que tivemos ajuda da Dra @Luluzita, portanto Dra, #Gradicida :o), do fundo do meu coração!
 

OPO do Hospital do Trabalhador já capta órgãos para transplantes

23/12/2010 17:45

Dez dias após inaugurada, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital do Trabalhador intermediou a sua primeira captação de órgãos. A equipe da organização monitorou por três dias um paciente de 54 anos que foi hospitalizado na UTI com trauma grave.


Depois da confirmação da morte encefálica, na noite de quarta-feira (22), a esposa, em concordância com as duas filhas, autorizou a doação dos rins, do fígado, e de tecidos, como globos oculares, ossos e válvulas cardíacas. O processo de retirada dos órgãos e dos tecidos começou na madrugada desta quinta-feira (23).

O Hospital do Trabalhador é uma das principais referências para atendimento de traumas em Curitiba e na Região Metropolitana. “Infelizmente, a dor para quem perde um ente querido é muito grande. Mas a possibilidade de transformar esta dor em vida é o que deve mover as pessoas e as equipes das OPOs darão o suporte necessário para que a doação autorizada se concretize”, afirmou o secretário da Saúde, Carlos Moreira Júnior.

Moreira ressaltou que apenas uma a cada quatro possíveis doações se converte em transplante de órgãos no Paraná. “Com a instalação das OPOs, a expectativa é que o número de transplantes de órgãos seja ampliado significativamente”, enfatizou.

A coordenadora da OPO de Curitiba, a neurologista Nazah Cherif Youssef, explicou que assim que a morte cerebral é confirmada dentro do protocolo, a família é abordada, e se houver concordância, a Central de Transplantes é notificada.

“Acompanhamos em média 15 pacientes neurológicos por dia. Quando a morte encefálica deste paciente foi confirmada, acolhemos a família e esclarecemos as dúvidas quanto à doação. Paralelo a isso, a equipe da UTI trabalhava para manter os órgãos em condições de serem transplantados”, relatou.

OPOs - No dia 13 deste mês, dia do aniversário de 15 anos da Central de Transplantes, o Governo implantou seis Organizações de Procura de Órgãos (OPOs). Elas estão sendo instaladas em Curitiba – no Hospital do Trabalhador, na Região Metropolitana – no Hospital Angelina Caron, que fica em Campina Grande do Sul, no Hospital Regional de Ponta Grossa e nas Regionais de Saúde de Maringá, Cascavel e Londrina.

As OPOs vão ajudar na identificação de possíveis doadores de órgãos e tecidos e na manutenção destes doadores até que o órgão seja retirado. A equipe também ficará responsável pela abordagem à família. Cada OPO terá um médico coordenador, seis enfermeiros e dois técnicos administrativos. A equipe também será responsável pela notificação do possível doador à Central de Transplantes.

Desde que a Central de Transplantes foi criada, em 1995, já foram realizados mais de 22 mil transplantes de órgãos e tecidos. Somente em 2010, foram realizados mais de mil transplantes. Atualmente cerca de três mil pessoas esperam na fila por um órgão.