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segunda-feira, 13 de junho de 2011






Nosso blog está passando por uma grande reforma. Em breve ele terá várias novidades! 


quinta-feira, 9 de junho de 2011

OS DITAMES DA CONTROVÉRSIA DA HIPOCRISIA



CRÔNICA VENCEDORA NO CONCURSO INTERNACIONAL DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL DA HUMANIDADE SEDIADA NA BÉLGICA – 18/11/10

“Quem precisa tem que se submeter.”. É inacreditável ouvir esta frase vinda da boca de Rosacrucianos, Sufistas, Islamistas, Buditas, Kardecistas, Católicos ou qualquer outra religião, seita, ou instituição filosófica que pregue o auto-conhecimento, desenvolvimento interior, espiritual e a disseminação da prática do amor ao próximo - principalmente porque comumente quem usa esse tipo de jargão, expressa o “submeter” como sinônimo de perda da dignidade, voz e vontade, colocando o necessitado à mercê dos desejos de quem ajuda, - já que mesmo em palavras diferentes, se bem que sinônimas, todas essas instituições dizem claramente: “Quem precisa, deve ser ajudado com dignidade.”. “Ama o teu próximo como a ti mesmo.”. “Não faças ao outro o que não gostarias que fizessem contigo.”.
No entanto, o que se vê na prática é que, menos de 1% até mesmo dos considerados aptos a Mestres, Pastores, Guias, Padres, etc, comportam-se como apontam suas escrituras. O uso e abuso do poder, mesmo que inconscientemente, prepondera nessas situações. E, vejo eu, em minha visão considerada radical por muitos, que tais pessoas, as que assim agem, não passam de doentes da emoção. Incapazes de se darem ao amor. Podem ser muito práticos, inteligentes, resolutivos e até abastados em suas doações materiais, mas no que se refere a fortalecer a alma do outro, são uma negação. Vivem na ideologia, sábios teóricos.
Aproveitam-se do momento de fraqueza e dor do outro, para sobrepujarem suas ordens, sentirem-se cada vez mais acima e até considerarem-se “Onipotentes”. Esta é a guerra da evolução, que não deixa de basear-se no puro Darwinismo competitivo: Vence e domina o que é mais forte. Quem tem saúde, dinheiro e trabalho, casa própria, família, etc.
É no momento de visualização dessas atitudes, que me sinto louca, desconexa e perdida em relação a tudo que aprendi como certo e bom. Principalmente quando o vejo acontecer dentro do reduto menor: a família.
Aqueles que mais deveriam amar ao seu mais próximo, se alienam, fingem não perceber as necessidades ou simplesmente são tão egocêntricos que nem se dão conta da morte ou desestruturação eminente à sua frente. Essa é a verdadeira e maior razão do enlouquecer de muitos, pois, são forçados a ultrapassarem o último limite de superação, enfrentando sozinhos a dor física e consequentemente a emocional, que com certeza é muito mais profunda e mata ainda mais.
E, não conseguindo “provar” sua capacidade de se reerguer sozinho, vários acabam no suicídio ou internação, já que não existe dor maior que a do abandono emocional, falta de apoio, abraço, carinho, o chorar junto, o conforto afetivo, pois quando não se pode fazer nada pela dor física, somente a doação de amor é capaz de fortalecer o necessitado.
E quando os ajudantes (ditos familiares e amigos) são questionados, ora bolas, as únicas respostas que se ouve são: “Estou fazendo o que eu posso.”. “Já faço demais, mais do que isso não dá.”. “Carinho? Existe maior carinho que sustentar, levar ao médico, comprar remédio e comida?”. “Eu já ajudo demais.”. “Está é de frescura.”. “Não tenho com fazer desaparecer a dor.”. “Você tem que reagir.”. “Além de tudo que faço ainda tenho que sofrer junto?”.
E daí se dá a verdadeira hipocrisia da caridade, porque obviamente ajudar ao mais distante, sem qualquer contato emocional, sem olho no olho, oferecendo um prato de sopa na madrugada e sair da rua de alma lavada porque fez algo de bom, como se tivesse salvado uma alma, sem sequer pensar em como será o dia seguinte daquela pessoa, isso é muito fácil. Até eu mesma, que não sou religiosa consigo fazer isso!
Ligar para o doente, praticamente exigindo que ele diga que está melhor, que está tudo bem, sem ao menos se dar ao trabalho de caminhar um quarteirão, mesmo que passando na porta dele, para uma visita, um apoio, um abraço, porque no fundo não quer ele sofrer, encarar e vivenciar a dor do outro, sublimando que tudo se resolverá com orações? E se o doente diz que não está melhor, que está mal, simplesmente finge não ouvir ou entender, e a única resposta é: “Tenha fé, reze, tudo vai passar.”. Ou ainda pior, o doente ainda recebe uma reação ignorante com gritos e exalação de culpa, pois não está sendo positivo, só reclama.
Mas, enquanto não passa a dor, o que faz o doente que vive sozinho, e não consegue mesmo que temporariamente, se levantar da cama nem mesmo para suas necessidades básicas como comer, ir até ao banheiro, raciocinar quais são os medicamentos que deve tomar, o que pode ser feito para aliviar a dor? E mais: como conviver e se curar se existe além da dor física, dores ainda maiores que são a solidão, a carência, o isolamento, o silêncio da impotência, a falta de aconchego e força daqueles que dizem que lhe amam?
E, ai do doente se reclamar de algo! Simplesmente é considerado egoísta, quer ser o centro das atenções, não pensa em mais ninguém, exagera. Nossa! Isso é a real subjugação. E ainda chamam isso de cooperação, preocupação (à distância, é claro), assistência?
E, sentindo que nem os pais, irmãos e parentes mais próximos querem se envolver e se doarem de verdade em busca da cura ou de um conforto suficiente para conviver o melhor possível com a doença, dá para esse paciente ser positivo, confiar, guerrear e vencer a dor? Não. Os únicos sentimentos que ele pode ter são: desamor, isolamento, indiferença, desimportância.
E ainda pior que tudo isso é que, eles não admitem que o doente aponte qualquer tipo de desconsideração. Ou seja, jamais jogar no ventilador. Eles precisam se manter sentindo que são o máximo em bondade, não podem sair de sua zona de conforto do ego construído sobre filosofias e práticas falsas, inóspitas, televisivas, livrescas, ritualísticas, e correrem o risco de terem sua imagem social de pessoas evoluídas e caridosas caírem por terra.
Cabe ao doente calar-se, aceitar o mínimo, dentro dos padrões oferecidos, mesmo que esse mínimo seja ficar jogado na cama sozinho, sem comida, sem remédio, porque aqueles que deveriam ou poderiam estar cuidando, têm suas vidas pra levar, como: ir à festinha de aniversário, não abandonar suas funções no centro espírita, fazer suas caminhadas, pegar um cineminha, assistir TV relaxadamente em sua poltrona reclinável e tirar um bom cochilo após o almoço, enquanto o seu amado, doente, controla o choro do desespero, da dor, do risco de suicídio ou auto-mutilação, para não atrapalhar a vida do outro.
E ainda tem que agradecer a estadia mesmo que nem uma cama lhe seja oferecida, bastando-lhe um pequeno sofá de dois lugares em que ele se encolhe piorando ainda mais suas dores. Isso porque é muito difícil e sacrificante, trocar um sofá velho por um novo mais adaptável às necessidades do momento. É um risco de que o doente se acostume com o bem estar e não saia mais da casa dos parentes. E ai dele que não aceite esta pequena guarida e prefira ficar em sua casa repousado numa cama descente. Aí mesmo que ajuda nenhuma terá, pois estará desfazendo, recusando, rejeitando o “amor” do colo familiar.
Claro, estou sendo injusta. De vez em quando levam um prato de comida, um almoço ajantarado, depois de satisfazerem suas atividades primordiais e, deixam a comida sobre a mesa para aquele que não consegue se levantar, esquente, monte o prato à sua escolha, coma satisfatoriamente o que não tem a menor vontade e depois ainda sem conseguir levantar, limpe a cozinha pra não ficar com cheiro de comida estragada. E lá se vão os ajudantes rapidamente, com muita pressa, pois têm muito o que fazer, está na hora da série de TV mais famosa da NET. Palavra? Nenhuma. Conversa? Nenhuma. Carinho? Ah, está de graça, né? Há a pressa em fugir do problema, em desfazer o tamanho do mesmo e a crença de que em duas horas você estará perfeito, para assim, não lhe dar mais trabalho.
Depois, o doente tem que limpar o vômito espalhado pela casa, pois não tem forças de chegar ao banheiro correndo. Obviamente, com toda a pressa e um descaso disfarçado, a comida não poderia lhe cair bem. Em breve lhe telefonarão sorridentes e crentes que estão abafando, perguntando: Melhorou com a comidinha que levei?
Bem, se isso é ajuda, preciso trocar de dicionário. O meu deve ser de séculos atrás e, os tempos mudaram, as famílias mudaram, o amor mudou, embora ainda continuem a falar do mesmo Jesus de mais de 2.000 anos atrás. Apenas meu dicionário é que não mudou.
Não queridos. Não vou me submeter. Não nesses termos. Pois é justamente esta submissão que mantém e aumenta a cada dia a quantidade de sociopatas, delinquentes, neuróticos e “seres humanos” indiferentes ao seu próximo, que se dizem tão bons amigos e amores, de coração aberto para tudo que se precisa para um mundo melhor.
Não me submeto a esta hipocrisia, pois se assim o fizer, simplesmente minha vida não terá valido um vintém, será um carma não superado, não terei mudado nada. E se assim for, nenhuma gota do meu sangue terá servido de algo para este mundo em evolução. E a minha morte, seja por velhice, doença física, mental, ou suicídio, significará absolutamente nada em termos de aprendizagem para as pessoas que vivem nesta hipocrisia.
Não me submeto porque não quero morrer de invalidação do meu próprio Ser. Qualquer um pode tentar me submeter. É um “direito” que têm, mas não é um direito meu fazer isso com minha alma. Portanto, eu grito: “Não deixem suas vidas passarem em vão. AMEM! Não façam somente o que podem. Façam o impossível por aqueles a quem dizem que amam. Qualquer coisa menos que isso é simplesmente nada!”.
Não me submeto, simplesmente porque os amo de todo meu Ser e, se nada fizer para impedir tal subjugação, serei somente NADA! Não desfarei da célula divina que existe em mim. Não tornarei Deus inexistente para compactuar com os ditames de uma sociedade doente. Estou doente fisicamente. Estou com a alma sofrida, mas jamais me submeterei a alguém pelo único poder que Deus colocou dentro de mim: o amor à vida.
Parem de ser covardes ambulantes que procuram os mais fracos para assim, impor sua importância como “Ser Humano”. A globalização é pura nulificação dos que sofrem realmente.
Não me submeto, pois os únicos submissos que realmente conheço são os hipócritas que agem como o dito acima. Submissos à covardia, à religião bitoladora, às falsas premissas do egocentrismo, da idade, do tamanho do salário, do grau de escolaridade ou do ridículo desenvolvimento espiritual em suas seitas absurdas.
Parem de ser Judas! Pois é exatamente isso que fazem quando soltam a voz revelando os ditames de uma “verdadeira” religião que nunca foi ensinada pelo verdadeiro Pai, enquanto fazem na prática, exatamente o contrário do que foi por Ele ensinado, quando fingem inconsequentemente estar seguindo o Espírito Santo e seu mandamento de: “Ama a teu próximo como a ti mesmo.”, pois nem sequer ainda aprenderam a se amarem.
Se amassem a si mesmos, veriam no próximo, o seu reflexo no espelho. Mas, vocês não querem nem se olhar, por que no fundo, bem no fundo, sabem que tudo que vivem não passa de pura ilusão do ego mascarado de Pierrot apaixonado. Aquele que quando acaba o carnaval, está tão embebedado que nem reconhece sua própria Colombina e muito menos lembra-se da juras de amor a ela oferecida.
Sim, porque promessas, todas essas pessoas fazem. E muitas. Mas, na primeira necessidade de seu mais próximo, apenas lembram do que tanto praticam: a mera submissão do outro ao seu doentio amor.
Eu, morro sozinha, mas não me submeto a esta loucura marginal. Quem quiser me ajudar, faça-o com dignidade. Digo que é algo difícil de aprender, mas possível de se viver. Basta encontrar a centelha divina dentro de você e, não somente nos livros e orações. Eu, já encontrei a minha. Não faço tanto bem aos outros, mas quando o faço, é de verdade e com pura dignidade de quem ama com o coração e não com a coação.
Parem de colocar Deus no meio do caminho de tudo e responsabiliza-lo pelo que vocês deveriam estar desempenhando. Não está nas mãos Dele. Está no nosso coração a tarefa de evoluir ao amor maior.
Tirem dos espíritos o excesso de trabalho, pois grande parte deste não são eles que têm que fazer, mas sim nós mesmos, com a tarefa mais simples que a vida nos proporcionou: AMOR!
Ah, não estou dizendo que sou boazinha nem melhor que vocês. Não frequento o Centro, a Igreja, orfanatos ou hospitais em busca de fazer caridade e sentir-me melhor como humano. Existe tarefa mais dura, difícil e verdadeira que é conseguir amar e ensinar amor aos que me são mais próximos.
Morrerei tentando, seja com abraço ou com berro. Me submeter a “ele é assim, não tem jeito, tem que aceitar.”, é desistir de Deus. É morrer em vida. É tornar inócua a energia divina que há em mim. E, se ele é assim até hoje, é simplesmente porque muitas das pessoas que passaram em sua vida, se submeteram e adoeceram pela submissão e desamor.
Portanto, não me calarei aos ditames da inconsequência. Não me submeterei ao poder de desumanizar. Vou ao Inferno sim, mas para tirá-los de lá e não, para manter-me com vocês nessa doença espiritual. Todos à volta sofrem doentes, cancerosos e, morrem pela mágoa e dor da submissão, rejeição, acusação de inferioridade e estresse da convivência difícil. E vocês não se dão conta disso. É preciso acordar para o mundo maior. E, se nos calarmos, eles nunca acordarão.
E ainda mais admirável é aquele que se submete sem precisar, sem ter qualquer dependência. Seria algum tipo de interesse velado? Ou alguém ainda mais alienado e hipócrita? O verdadeiro e mais profundamente louco para aguentar as agressões, ignorâncias, impedimentos, repreensões, etc? Aquele que prefere mentir, fazer escondido, se calar, relevar constantemente, apenas para não sofrer maior problema, discussão, inferiorização explícita e estresse. E, sem perceber, vai também ficando doente, cada vez mais doente e, com certeza, morrerá antes dos submissores.
Não acredito neste livre arbítrio de tirar do inferno apenas quem realmente se arrepende e pede ajuda. Deixá-los lá e cuidar apenas dos bons, que vão direto para a luz, é mais pura insanidade da hipocrisia religiosa, que não foi de maneira nenhuma ensinada por Deus, mas sim, postulada por Ser Humanos que preferem fazer o mais fácil: Ajudar a quem totalmente se submete!

“Os responsáveis pela existência do inferno, são vocês mesmos."
Fonte:  http://www.becodospoetas.com.br/profiles/blog/show?id=2169003%3ABlogPost%3A158795&xgs=1&xg_source=msg_share_post


MegLon por Sônia Maria


Concordando com a análise, do uso da religiosidade para submeter pessoas, força´-las a adeir a algo por opressão, sem manifestar amor genuíno e em tornar-se um ser mais humano e solidário,sem protecionismo.Como bahái temos esta visão .Lideranças religiosas humanas, mujtas  tem se tornado fontes de  desalentoto e julgamento., fragilidade o eu... Necessitamos de uma prática em que as ações sejam o reflexo dos ensinamentos..No entanto são os Ensinamentos e as Escrituras que saboreados pela alma qu podem realmente aliviar, confortar, fortalecer e dar esperança. O que vemos por aí é uma religiosidade estática, e não uma espiritualidade se processando  usando as potencialidades internas para sobrepujarmos o ego e fortalecermos o eu. um abraço . Obrigada. Vou tentar postar no Blog -Ternura de Deus e,colocar no Facebook para amigos. 

Sônia



Nota do Blog por Telma


Sônia muito obrigada por me enviar o link, concordo plenamente com o que é dito pela Marcia, cadum cadum, ou seja, cada qual faz o seu inferno. Passarei assim que eu puder no blog da Márcia para deixar meu recado lá tb.

Agora relendo o texto, tenho a mais absoluta certeza que a Márcia escreveu tudo que eu penso, sinto e estava pensando como iniciar uma série de texto sobre o assunto. Ela escreveu tudo em um texto só e  forma mais clara, impossivel existir!

Quem me conhece sabe que sempre apoiei os doentes em suas reclamações e jamais usei o otimismo como desculpa para  omissão, e é claro que poucos entendem meu realismo e chegam a confundir com pessimismo, por pura falta da pratica do amor verdadeiro em suas vidas. 

E o bem estar do paciente deve vir em primeiro lugar. Antes de religiosidade, o amor a vida humana deveria ser a pratica comum ao ser humano, pois se assim fosse, ninguém precisaria de religião alguma, já teriam o amor ao próximo pleno em suas vidas, sem nem perceberem...

Da forma que a sociedade está, tenho medo de expressar amor pelas pessoas, poucos sabem recebê-lo e devolvê-lo da mesma forma. Os interesses financeiros sempre estão em primeiro lugar, e eu me recuso a submeter-me!

E voce leitor, se submeterá?

Beijos
Telma
Boas Noticias Sobre a possibilidade de um Centro de Transplante de Fígado em Londrina no Paraná









segunda-feira, 6 de junho de 2011

Receitas para controle de sintomas

 

O tratamento quimioterápico, radioterápico e de radioiodoterapia podem apresentar diversos efeitos colaterais. Esse processo, dependendo do paciente, causa alterações no organismo, que podem ser leves ou agudas.
 
Os efeitos têm duração variável e, geralmente, desaparecem após algumas semanas - mas são os grandes responsáveis pela ingestão alimentar insuficiente e, consequentemente, pela perda de peso durante o tratamento.
 
A boa notícia é que estes sintomas desagradáveis podem ser minimizados por meio do uso de medicamentos prescritos pelo médico e com uma avaliação nutricional. Os profissionais, em conjunto, irão avaliar quais são os cuidados necessários com a alimentação durante o período de tratamento.
 
Por isso o Icesp criou um cardápio especial que pode ajudar os pacientes oncológicos a comer melhor. Em breve, o conteúdo completo será divulgado em formato de livro. Mas, desde já, algumas receitas podem ser encontradas aqui.
 
Vale lembrar que nem todos os quimioterápicos ou a radioterapia ocasionam efeitos indesejáveis e cada organismo responde de forma individualizada ao tratamento, dependendo da idade, da condição clínica e nutricional de cada um e da ocorrência da necessidade de tratamentos associados. Por isso, nem todas as pessoas apresentam os efeitos colaterais da quimioterapia ou radioterapia.
 
Entretanto, se os efeitos colaterais manifestarem-se, lembre-se que são temporários. Seja positivo, tenha persistência e determinação em não interromper o tratamento médico. A continuidade do tratamento e o empenho em garantir uma alimentação adequada são fundamentais para a recuperação e manutenção da saúde.
 
Assim, é muito importante que você comunique a seu médico caso apresente algum efeito colateral ou qualquer alteração da sua condição habitual. Procure também um nutricionista para a avaliação, orientação e acompanhamento nutricional visando ajustar a sua dieta e contornar as possíveis reações desagradáveis decorrentes da quimioterapia e/ou radioterapia a fim de prosseguir mais confortavelmente e com mais êxito ao tratamento proposto pelo seu médico.

Receitas:
Pratos salgados
Cestinhas de folhas (náuseas e vômitos, intestino preso)
Wrap integral de frango e hortaliças (náuseas e vômitos, intestino preso)
Rocambole de fubá (dor para engolir, feridas na boca, náuseas e vômitos, diarreia)
Almôndega de aveia (ausência ou alteração de paladar, náuseas e vômitos, intestino preso)
Arroz Cremoso (dor para engolir, feridas na boca, boca seca)
Sopa de grão de bico com abacaxi (radioiodoterapia, ausência ou alteração de paladar, dor para engolir boca seca, intestino preso)
Sopa de batata doce com alho poro (radioiodoterapia, feridas na boca, boca seca)

Pratos doces
Flan de laranja com calda de hortelã (alteração no paladar, dor para engolir, feridas na boca, boca seca, náuseas e vômito)
Flan de melancia (radioiodoterapia, dor para engolir, boca seca)
Sorvete de erva doce com maçã (ausência ou alteração no paladar, dor para engolir, feridas na boca, boca seca, náuseas e vômito)
Banana com cravo e canela (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca)
Bolo de mel - sem ovo (radioiodoterapia, dor para engolir)

Bebidas
Suco de maçã, limão e hortelã (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômito e diarreia)
Gelo verde (ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômitos)
Suco de couve cítrico (ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômito)
Espumante de maçã com hortelã (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômitos, diarréia)
Suco de cenoura, tangerina e gengibre (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, nauseas e vômitos)
Milk-shake de banana (dor para engolir, feridas na boca, boca seca, intestino preso)


Efeitos colaterais Dicas para controlar os sintomas:
Náuseas e vômitos O que você deve fazer:
  • Prefira alimentos gelados ou em temperatura ambiente.
  • Faça pequenas refeições em menor intervalo de tempo.
  • Coma devagar e mastigue bem os alimentos.
  • Beba sucos ou chupe gelo ou picolé de frutas cítricas, como limão (se não estiver com feridas na boca) nos intervalos das refeições.
  • Realize suas refeições em lugares bem arejados.
O que você deve evitar:

  • Frituras e alimentos gordurosos.
  • Doces concentrados, como compotas, goiabada, marmelada.
  • Condimentos fortes (pimenta, catchup, mostarda, molho inglês, por exemplo).
  • Deitar-se após as refeições.
  • Ficar próximo à cozinha durante o preparo das refeições.
Diarreia O que você deve fazer:
  • Consuma líquidos em abundância: chás, sucos coados e principalmente água.
  • Procure ingerir alimentos como batatas, chuchu, cenoura cozida, aipim, inhame, cará, creme de arroz, arroz, macarrão com molho caseiro coado, farinhas, torradas, biscoito água e sal ou de maisena, carnes grelhadas (frango, peixe ou boi).
  • Prefira sucos de frutas coados: limonada, caju, maçã e laranja sem açúcar.
  • Prefira leite de soja.
  • Consuma as frutas: banana-maçã, maçã e pêra sem casca, goiaba sem casca e semente, caju.
  • Consuma apenas o caldo de leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico).

O que você deve evitar:
  • Leite e derivados.
  • Alimentos gordurosos (manteiga, toucinho, banha, creme de leite, por exemplo).
  • Frutas cruas em geral.
  • Frutas e sementes oleaginosas (abacate, coco, nozes, amêndoas, amendoim, castanhas).
  • Condimentos picantes (páprica, pimenta, mostarda, catchup, por exemplo).
  • Conservas em geral (picles, azeitona, palmito, aspargos, milho e ervilha).
  • Embutidos (salsicha, lingüiça, presunto, salame, mortadela, por exemplo).
  • Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico).
  • Hortaliças cruas: legumes e verduras folhosas.
  • Alimentos de causam flatulência (gases), como couve-flor, brócolis, repolho e ovo.
Intestino preso (constipação) O que você deve fazer:
  • Consuma líquidos em abundância (chás, sucos diluídos e principalmente água).
  • Prefira frutas laxativas: ameixa, laranja, mamão, abacate, ameixa seca, manga, banana nanica.
  • Consuma as frutas com casca e bagaço, quando possível.
  • Consuma preferencialmente hortaliças cruas (legumes e verduras).
  • Consuma farelo de cereais (arroz, aveia ou trigo).
  • Consuma produtos integrais (arroz, pães e torradas).
  • Consuma leguminosas regularmente (ervilha, feijão, grão de bico, lentilha, soja, por exemplo).
  • Consuma leite e derivados: iogurte, leite fermentado, mingau de aveia.

O que você deve evitar:
  • Alimentos constipantes, como ricota fresca, queijo branco, sagu, tapioca, maisena, arrozinha, banana prata, banana maçã, pêra, goiaba e maçã sem casca e sem sementes, caju.
Boca seca (xerostomia) O que você deve fazer:
  • Prepare as refeições com caldos ou molhos.
  • Se não houver feridas na boca, chupe balas azedas e/ou ácidas, picolés ou gelo e mastigue chicletes (de preferência sabor menta), que podem ajudar a produzir mais saliva.
  • Consumir líquidos em abundância: chás, sucos diluídos e, principalmente, água.

O que você deve evitar:
  • Comer alimentos secos.
Feridas na boca (mucosite) O que você deve fazer:
  • Consuma alimentos macios e pastosos.
  • Prefira alimentos gelados ou à temperatura ambiente.
  • Se necessário, utilize alimentos líquidos ou liquidificados.

O que você deve evitar:
  • Alimentos ácidos, picantes ou muito salgados.
  • Alimentos muito quentes.
Dor para engolir (odinofagia) O que você deve fazer:
  • Preparar sua refeição na consistência que for mais bem tolerada, que ofereça menor dificuldade para mastigar ou engolir, podendo variar entre branda, pastosa ou líquida (conforme avaliação da fonoaudióloga).
  • Tomar pequenos goles de água ou suco durante as refeições podem ajudar a engolir.
  • Faça as refeições em pequenas quantidades, várias vezes ao dia.

Ausência ou alteração de paladar O que você deve fazer:

  • Enxágue a boca com água pura antes das refeições ou faça bochechos com chá de camomila antes das refeições.
  • Experimente balas azedas e/ou ácidas ou gotas de limão (30 gotas em 1 copo de 200ml) ou gelatina de limão (caso não apresente feridas na boca).
  • Use temperos naturais em maior quantidade, como: manjericão, orégano, salsinha, hortelã, alecrim, coentro, por exemplo.
  • Substitua os talheres de metal pelos de plástico, caso sinta sabor residual metálico.
  • Mantenha boa higiene bucal.

O que você deve evitar:
  • Consumir alimentos muito quentes ou muito gelados.

Radioiodoterapia;
É o tratamento que utiliza iodo radioativo (Iodo-131) para o controle dos carcinomas diferenciados da glândula tireóide.
O objetivo é combater às células cancerígenas que ainda restaram na tireóide após a cirurgia (tireoidectomia) ou metástases, sendo destruídas através da radiação emitida pelo iodo.
Os pacientes recebem orientação para realização de uma dieta pobre em iodo, no período que antecede a internação, através do nutricionista ambulatorial. Evitam o consumo de Sal iodado, sal marinho e alimentos salgados, pois são fontes de iodo.


Fonte: http://www.icesp.org.br/Institucional/O-Instituto/Equipe-Multiprofissional/Nutricao-e-Dietetica/Receitas-para-controle-de-sintomas
Governo brasileiro doará US$ 2 de cada passagem internacional para medicamentos de aids

2.6.2011 – UNITAID 

Governo brasileiro doará US$ 2 de cada passagem internacional para medicamentos de aids

Lei sancionada pela presidenta Dilma Roussef garante recursos para distribuição de medicamentos para países pobres

O governo brasileiro irá doar à Unitaid (Central Internacional para Compra de Medicamentos) US$ 2 por passageiro que viajar de avião ao exterior. A autorização de contribuição está prevista na Lei 12.413/11, sancionada nesta semana pela Presidenta Dilma Rousseff. A Unitaid atua na negociação e compra de medicamentos para aids, malária e tuberculose, que são distribuídos em países pobres.
A Lei estabelece que as contribuições sejam feitas pelo governo brasileiro, proporcionalmente ao número de brasileiros em deslocamento a outros países. De acordo com o texto, cabe ao Ministério da Fazenda liberar os recursos destinados à Unitaid.
O mecanismo financeiro inovador teve origem em 2006, criado pelo governos do Brasil, Chile, França, Noruega e Reino Unido. Alguns países, como Chile e França, instituíram taxas diretas sobre os embarques ao exterior. No caso brasileiro, porém, não haverá cobrança de taxa dos passageiros, mas somente a contribuição proporcional ao número de embarques.
“Essa Lei é um compromisso assumido pelo Brasil e vem ao encontro das políticas adotadas pelo governo Dilma de valorização da vida e de apoio aos mais necessitados”, disse o ministro Alexandre Padilha. O repasse anual à Unitaid será de cerca de US$ 12 milhões e se soma aos US$ 10 milhões que o Brasil repassa, anualmente, a Unitaid desde 2007.
Um ano depois do início de seu funcionamento efetivo, a Unitaid conseguiu reduzir o preço do tratamento do HIV para crianças em quase 40% e o preço dos anti-retrovirais (ARV) de segunda linha entre 25 e 50%. Até 2008, a Central empenhou US$ 45 milhões no tratamento de 65 mil pacientes. A Central também tem contribuído no enfrentamento da tuberculose junto com a Global Drug Facility e a Stop TB Partnership. Cerca de 17 nações de baixa renda recebem apoio para o fornecimento de drogas para a tuberculose multi-resistente.
Para cada programa, a UNITAID estabelece parcerias com entidades internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS); o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Fundo Global de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária; Fundação Clinton; Global Drug Facility/Green Light Committee; e Stop TB Partnership.
A Unitaid funciona na sede da OMS em Genebra. Atualmente, 27 países, incluindo o Brasil e mais 19 da África, fazem parte da Central. Pelo menos 85% dos fundos da Unitaid são gastos em países de baixa renda. Atualmente, os medicamentos são fornecidos a 42 países beneficiários. Além disso, os preços reduzidos também estarão disponíveis para mais de 70 países em desenvolvimento e para organizações receptoras do Fundo Global que participam de nova iniciativa de Licitação Conjunta Voluntária.

Vacinação

A lei autoriza ainda o Brasil a doar US$ 20 milhões à Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi), para utilização em programa destinado a financiar ações de vacinação e imunização em países pobres.

Fonte Portal Saúde

AIDS: Brasil doará US$ 2 de cada passagem internacional para medicamentos


domingo, 5 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011




Erros Evitáveis no
Funcionamento dos Conselhos de Saúde

Dia 10 de Junho de 2011 - Scorial Rio Hotel - Rio de Janeiro - RJ
Após a emenda constitucional 29, que envolveu a inda mais o controle social na fiscalização das ações
e serviços de saúde, ao mesmo tempo em que pairam dúvidas sobre os limites de atuação dos conselhos
de saúde na gestão do SUS, é importante para os Municípios se capacitarem um pouco mais desta
importante área desconhecida por muitos eirregularmente interpretada por outros.


Temas a serem abordados

Manhã

• Aspectos constitucionais do Controle Social:

- Avanços da VIII Conferência Nacional de Saúde;

- Constituição de 1988 e o Controle Social;

- Emenda Constitucional 29 – Conselho de Saúde: fiscalizador ou gestor?

• Aspectos legais do Controle Social:
Lei 8.080/90;
Lei 8.142/90;
Lei 8.689/93 e a apresentação de contas aos conselhos de saúde.

Tarde

• Regulamentação Normativa do Controle Social: Limitações da
Resolução 333 do Conselho Nacional de Saúde; Portaria 1.034
e os poderes do conselho de saúde na gestão da terceirização.

• Entendimentos do judiciário e do Tribunal de Contas da
União sobre as competências do controle social.
Palestrante - Dr. Gilberto Fonte Boa da Silva

. Advogado especialista em Direito Sanitário, atuando a mais de
15 anos na orientação das defesas junto ao poder Judiciário, Tribunal das
Contas da União e Tribunal de Contas do Estado do Rio de janeiro;

. Consultor Jurídico do Conselho dos Secretários Municipais de
Saúde do Estado do Rio de Janeiro (COSEMS);

. Consultor técnico da página legisus (www.legisus.com.br);

. Professor Visitante do Curso de Pós-graduação: Gestão em Saúde
Pública da UNIFESO;

. Co-autor do livro “Manual do Gestor do SUS” (COSEMS RJ)
Palestrante - Dr. Mauro Lúcio da Silva

. Advogado especialista em Direito Sanitário, Consultor Jurídico
do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde e do Estado do
Rio de Janeiro;

. Ex-assessor jurídico Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de
Saúde do Rio de Janeiro;

. Atuando a mais de 15 anos na orientação das defesas
junto ao poder Judiciário.


Fonte: www.sabersus.com

domingo, 29 de maio de 2011

Liberação das drogas ou Criminalização?

 

Ontem ao assistir FHC falando sobre as drogas, fiquei pensando se ele realmente acredita na legalização ou se ele quer ganhar popularidade, já que o trafico e usuários de drogas no Brasil têm índices alarmantes.
Em primeiro lugar devo dizer que esse assunto deveria ser debatido sim, mas por médicos especialistas e não pela população leiga que se auto denomina formadores de opiniões. Só para começar, nenhum meio de comunicação no Brasil nos tempos atuais, faz divulgações gratuitas. Principalmente a Rede Globo, já começa por aí um fator importantíssimo a ser levado em consideração, se ha ou não interesse politiqueiro no tema ou é apenas o ótimo coração do FHC tentando ajudar a solucionar um problema seríssimo no Brasil.

O tema está diretamente relacionado a saúde da população e por isso, escrevo esse artigo. Acho uma tremenda irresponsabilidade da sociedade tentar "palpitar" com debates indutores e pautados por políticos, porque aqui trata-se de vidas humanas e não opiniões pessoais.

Em segundo lugar, perde-se o foco do debate quando usa-se como argumento o fracasso do governo no controle das drogas. Oras, se não podem contra eles, juntam-se a eles? Não, não devemos pensar desta forma, caso pensemos desta forma deveremos então nos unir com assassinos e rasgarmos também o código penal, junto com a Constituição. Deveríamos sim, estudar novas formas de combate e não usarmos argumentos fracos e ultrapassados.

Sabemos hoje que o alcoolismo é uma patologia, assim como o tabagismo. Muitos utilizam a comparação entre drogas licitas e ilícitas como argumento comparativo de exemplo de sucesso na legalização, mas esquecem que o tabaco não é psicotrópico, não afeta a vida do cidadão de forma devastadora como as drogas ilícitas. O que muitos se esquecem na hora de uma pesquisa é tentar saber porque há distinção entre as drogas que de qualquer forma fazem mal a saúde.
E alguém que é a favor da legalização, já parou para pensar que não é só a vida do viciado que é afetada pelo vicio em drogas alucinógenas? Famílias são dizimadas por existir apenas um familiar usuário de droga na família.

Segundo o estudo cientifico "Uso de drogas psicotrópicas por estudantes: prevalência e fatores sociais associados"¹, vários fatores influenciam no uso das drogas.
Atualmente, a maior parte dos pesquisadores considera que o uso de drogas por estudantes não é causado por um único fator, mas por uma combinação de vários deles, tais como os genéticos, psicológicos, familiares, socioeconômicos e culturais ¹

Eu poderia citar diversos estudos científicos comprobatórios dos malefícios das drogas ilícitas e porque assim foram classificadas e criminalizadas. Cientificamente as drogas classificadas como ilícitas, assim foram classificadas, porque afetam o cérebro de forma agressiva, levando o usuário a esquizofrenia ou outras patologias psiquiátricas mais severas e sem controle. O lóbulo frontal é assim chamado por localizar-se na parte frontal do crânio. Ele parece ser particularmente importante por ser responsável pelos movimentos voluntários e também por ser o lóbulo mais significante para o estudo da personalidade e inteligência. Inteligência que também é responsável pelo poder de decisão do usuário, que é perdido junto com seus neurônios.

Poderíamos escrever páginas e páginas de motivos contra a legalização, e a favor da legalização? O que poderíamos escrever? Que um usuário não é traficante e sim um doente que precisa ser tratado? Sim, mas se facilitarmos o acesso ao vicio como poderíamos ajudá-lo com o Sistema de saúde (SUS) fragilizado, quase inoperante no Brasil?

Poderemos também usarmos exemplos de outros países que tentaram a legalização, mas se até a Holanda hoje já quer mudar o sistema da legalização das drogas, qual país poderemos usar de exemplo de sucesso? Colômbia? Venezuela? Faça-me o favor, seria mais fácil emparedarmos os usuários e fuzilá-los.

Concluindo, não podemos, nós seres pensantes, sequer cogitarmos a hipótese da legalização da drogas. Já foram diferenciadas as tipificações de crimes de usuários e traficantes justamente para diferenciar as penas cabíveis para cada caso.
Legalizando não estaremos diminuindo o trafico. O tabaco(cigarros), combustíveis, armas e outros produtos continuam atravessando as fronteiras do Brasil com a menor fiscalização possível. Fronteira com extensão territorial impossível de ser fiscalizada sem um planejamento sério e com fronteiras com países produtores e exportadores de drogas. Ah! Então esse é argumento para a descriminalização, se não podemos contra eles, que se dane a população, vamos deixar que o HIV, hepatites e outras drogas façam o "serviço" matando nossos jovens, isso sem contar com as overdoses. O plano de redução de danos já foi comprovado que não dá certo em país algum, daria certo logo aqui com o "magnífico" Sistema de Saúde operante no Brasil!? Enganem-se quem quiser, ou melhor, sejam pautados por politicagens de internet. É isso que os políticos querem, uma população ignorante, repetindo um monte de bobagens que 3 ou 4 criam em reuniões onde riem muito dos tolos que sairão repetindo as tolices, enquanto seus políticos enchem seus bolsos com o suor do nosso trabalho.

Só falta agora aparecer alguém dizendo que criarão ONGS para ajudar na implantação da legalização das drogas! Ha Ha Ha! Coloquem seus narizes de palhaços, e comprem a tenda porque o Circo está montado.

Obs: Muitos estudos médicos e cientificos foram utilizadas como referencias para a formação dessa opinião, e foram utilizados como base para o artigo, porém, são estudos e experiências vividas em congressos, encontros ao longos de anos e eu não conseguiria me lembrar de todas agora para citá-las

Em oportuno, alguém já parou para pensar porque um(a) psiquiatra/Psicologo fica em sites de relacionamento o dia todo ao invés de atender pacientes em seu consultório? Sugiro uma boa reflexão sobre esses tipos de perfis que se identifica como psicologos/psiquiatra...


Referencias:

1 - Uso de drogas psicotrópicas por estudantes: prevalência e fatores sociais associados - Revista de Saúde Pública - Print version ISSN 0034-8910 - http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102004000200018
Meire SolderaI; Paulo DalgalarrondoI; Heleno Rodrigues Corrêa FilhoII; Cleide A M SilvaIII
IDepartamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp). Campinas, SP, Brasil
IIDepartamento de Medicina Preventiva e Social da FCM/Unicamp. Campinas, SP, Brasil
IIIComissão de Pesquisa da FCM/Unicamp. Campinas, SP, Brasil

2 - Drogas ilícitas e esquizofrenia em adolescentes. - http://adroga.casadia.org/esquizofrenia/equizofrenia_em_adolescentes.htm

 

Telma Alcazar 

MegLon

sábado, 28 de maio de 2011

Campanha MegLon Calçadão 2011


A Campanha de divulgação e prevenção contra as hepatites virais no calçadão de Londrina foi boa. Não foi melhor, porque nos colocaram em local de difícil acesso aos transeuntes no sábado, horário comercial.

Já esperávamos algum tipo de impedimento ao nosso trabalho voluntário, pois vários grupos de outros estados relataram dificuldades nas campanhas, represárias geradas pelos gestores de saúde. Enfim conseguimos desenvolver nosso trabalhamos conforme as fotos abaixo demonstram. Pegávamos o material na tenda toda decorada, e saiamos atrás das pessoas para entrega dos folderes e flyers, andamos um bocado hoje. Apesar de toda dificuldades, valeu a pena! Missão cumprida!

Eu como coordenadora do grupo, agradeço cada um de voces queridos colaboradores que se fizeram presentes, tão dispostos a ajudar, mesmo com as dificuldades impostas. Agradeço do fundo do meu coração a cada um de voces que acordaram cedo no sábado, saíram de suas casas, sem ganhar um tostão sequer, apenas o nosso mais profundo agradecimento.

Agradeço as meninas Pamela e Patrícia que mesmo trabalhando deram um jeito de passarem mais cedo por lá para ajudarem com o que podiam e não podiam. Voces duas são demais. Laércio, retire as minhas fotos do seu perfil seu, sabe onde né? rsrsrsr Obrigada por voce e sua linda e querida filha terem nos ajudado, mesmo que só para contar estórinhas, quase que a Rosangela caiu na pegadinha, Valeu :o)

Richardson, Regina, minha mãe, Michel, Rosangela Alvanhãs(17ª regional de saúde), Beth querida e seu esposo Sr Irineu, meu muito obrigada. Obrigada a Sônia pelos aventais, depois te conto porque não os usamos Sonia, espero seu retorno ansiosa.

Muito obrigada aos colaboradores nas panfletagens que caminharam comigo durante o mês todo, são tantos que nem posso citar todos.

No final nos divertimos e fizemos nosso voluntariado e desta forma nossa Campanha de Maio está finalizada.

Aviso a todos que vou descansar e espairecer porque afinal, eu também preciso me cuidar.

Missão cumprida galera!

Beijinhos

Telma Alcazar
MegLon



Nota do Blog:

Não houve nenhuma verba do erário publico gasta em nossas campanhas, apenas a tenda e cadeiras emprestadas. Nunca recebemos nenhum tostão de algumas instituiçãos, empresa ou pessoa fisica. Recebemos sim banners, folders e flyers impressos por doadores e entregues  prontos. Nunca cobramos por nossos serviços, cada uma das pessoas acima citada são colaboradores.

 Claudinha, Rosangela e Beth.

 Londrina Linda, porém, local vazio.

 Sr Irineu, Richardson e Beth.


 Uma quadra a cima de onde estava a tenda.

 Laercio, Michel, Sr Irineu, Richardson, Regina e Marly.






Pamela
.
 Laercio





Enviarei as fotos para os participantes através dos email e peço a mesma gentileza! :o)

Férias #Fui

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Campanha Contra Hepatite C - Grupo MegLon - 2011


Durante o mês de Maio, fizemos panfletagens na cidade de Londrina. Por falta de recursos, não pudemos atender as cidades da região como fizemos nos outros anos. Muito nos alegra em declararmos que conseguimos atingir boa parcela da população com orientações sobre a patologia.

Amanhã dia 28 de Maio de 2011, estaremos no calçadão de Londrina, como fazemos todos os anos. Porém, a  CMTU não liberou a área(na frente do BB) convencional para os eventos, e só ficamos sabendo do fato hj por volta das 16:00hrs. Avisamos quem conseguimos avisar, via fone e através da internet, quem quiser passar por lá e nos ajudar estaremos na ultima quadra do calçadão na direção do Royal Plaza Shopping, onde era o quiosque chopão, no horário comercial.

Todos serão bem vindos, toda ajuda é necessária.
Boa Sorte para todos nós!

Telma Alcazar
MegLon
Enquanto isso, no país dos homosexuais... 


Libera-se mais verbas para ONGS enquanto a população morre sem atendimento básico no SUS. Devolva-nos nossos impostos, por favor! Não queremos pagar festas, precisamos de atendimentos dignos e educação com excelencia.
De R$ 25 mil em R$ 25 mil as galinhas... Ops! Os homosexuais enchem os bolsos.

É voce cidadão quem paga pelo orgulho gay. Cuidado ao dizer que é contra, pois voce poderá ser preso!



Chamada para seleção de projetos para ações de prevenção das DST/HIV/aids e hepatites virais durante as atividades de mobilização do orgulho LGBT

http://www.aids.gov.br/edital/2011/chamada_para_selecao_de_projetos_para_acoes_de_prevencao_das_dsthivaids_e_hepatites_vira

A sua orientação sexual não pode impedir que os doentes recebam bom tratamento. 

A sua orientação sexual é um problema pessoal e íntimo seu, assim como a minha é problema pessoal meu. Ou seremos obrigados a reivindicar nosso orgulho hetero também?

Chega de pouca vergonha e falta vergonha na cara de muita gente envolvida nesse meio. Lutemos pelo destino correto das verbas do erário publica as prioridades de toda população e não para fins segregatórios.

Telma Alcazar 
MegLon
Boas noticias sobre os vetos de Dona Dilma na PL-7445/2010


A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados recebeu o Ofício nº 234/11(CN) comunicando o veto parcial da presidenta da republica ao PL-7445/2010 do Senador Flávio Arns e solicita a indicação de membros para integrar a Comissão Mista incumbida de relatar o veto. Ainda poderá ser possível a derrubada dos vetos!

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Divulgado o preço dos inibidores de proteases

O começo da guerra pelo mercado


Uma luta de pesos pesados está começando no tratamento da hepatite C. Com a aprovação pelo FDA dos inibidores de proteases Incivek (telaprevir) e Victrelis (boceprevir) os fabricantes, tal qual no jogo de Xadrez, estão movimentando suas peças no tabuleiro do marketing para ganhar posições e tentar vencer o jogo do mercado.



Conforme o andamento dos ensaios clínicos para aprovação do Incivek (telaprevir) todo indicava que a Roche seria o canal de comercialização, mas a Johnson & Johnson que possui os direitos do Incivek (telaprevir|) na Europa, tomou a decisão de comercializar diretamente. Imediatamente a MSD, fabricante do Victrelis (boceprevir), realizou um acordo com a extraordinária força de vendas da Roche e juntas estarão comercializando o Victrelis .



O mercado total para os inibidores de proteases é estimado em até 10 bilhões de dólares. É impossível neste momento qualquer previsão sobre quais dos dois medicamentos estará a frente do mercado. MSD e Roche juntas serão a maior força de venda já imaginada na indústria farmacêutica, com a vantagem que os interferons peguilados existentes atualmente são da fabricação desses dois gigantes. Johnson & Johnson deverá pensar em estratégias eficazes já que não dispõe de um interferon peguilado próprio.


Se analisarmos os resultados dos ensaios clínicos podemos pensar que como eles selecionaram grupos diferentes de pacientes muito provavelmente cada medicamento terá supremacia nesses grupos já comprovados. O Incivek (telaprevir|) focou a maioria dos ensaios clínicos em pacientes nunca antes tratados, já o Victrelis (boceprevir) foi direcionado ao retratamento dos não respondedores. Acredito pessoalmente que esses dois mercados já estarão praticamente definidos, podendo até prever (com grande margem de erro) que cada um será líder nesses grupos específicos de pacientes.

Ainda, os dois medicamentos possuem formas de administração totalmente diferentes. O Incivek (telaprevir) é utilizado nas primeiras 12 semanas do tratamento e o Victrelis (boceprevir) é administrado a partir da semana 4 e até o final do tratamento. Isso certamente influenciara na decisão da indicação médica. Qual será a preferência dos médicos ainda permanece uma incógnita.



Mas o maior problema será o preço. Foi divulgado está semana que o preço de referencia nos Estados Unidos será de 49.200.- dólares para o tratamento com o Incivek (telaprevir) e de 48.400.- dólares para o tratamento com o Victrelis (boceprevir). A esse custo devemos ainda somar os custos com o interferon peguilado e a ribavirina, já que ambos os medicamentos devem ser utilizados conjuntamente, assim, o custo final do tratamento mais que dobra em relação ao custo atual.



O preço referencia não necessariamente será o verdadeiro preço de venda ao público, aos planos de saúde e ao governo, devendo ainda considerar que em outros países os preços de referencia poderão ser diferentes. Muitas negociações serão abertas e a luta pela supremacia do mercado certamente estará reduzindo os preços de venda em curto prazo.



Confesso que fiquei decepcionado com os preços fixados, mas devemos considerar que o prazo para que as empresas recuperem os bilhões de dólares gastos com o desenvolvimento dos medicamentos será muito curto, de no máximo três ou quatro anos, período em que estarão chegando novos medicamentos que já se encontram em fases avançadas de desenvolvimento, com o que vai aumentar a concorrência ou até conseguir que alguns medicamentos sejam retirados do mercado. Pelo andamento das pesquisas a Bristol-Myers Squibb deverá ser a próxima a chegar ao mercado. Mas ainda fico me perguntando se os que chegarem no futuro terão preços iguais ou superiores aos fixados para o Victrelis e o Incivek.



Nos Estados Unidos, acredito que isso também vai acontecer em outros países, tanto a MSD como a Vertex se comprometeram a auxiliar pacientes de menores recursos com programas de assistência pelos quais poderão conseguir um preço reduzido. Mas cada país possui um sistema público de saúde diferente, assim, a estratégia comercial não será única e sim adaptada a cada país. Devemos aguardar pelo menos até o primeiro semestre de 2012 para sabermos como os medicamentos poderão chegar aos pacientes.



Estava presente no AASLD 2010 no inicio de novembro pasado quando informalmente os jornalistas entrevistaram médicos dos Estados Unidos para se conhecer a tendência por um ou outro dos novos medicamentos. Um deles obteve 75% das preferências, mas na ocasião decidi não divulgar ou comentar tal resultado por achá-lo precipitado. Vejo hoje que realmente, em seis meses o panorama mudou de tal forma que esse dado não tem mais valor.



Também, se o mercado dos Estados Unidos e da Europa é importante para os fabricantes, não devemos desconsiderar a China e os países asiáticos, onde o número de infectados com hepatite C e quatro vezes maior que nos países desenvolvidos. Muitos esforços serão direcionados a esses países.



A guerra pela supremacia do mercado não é um problema dos pacientes. O preço dos novos medicamentos pode ser caro, mas o beneficio imediato e direto que a hepatite C estará conseguindo é que os fabricantes estarão aumentando os esforços para lograr uma maior conscientização sobre a hepatite C. Como resultado estaremos não somente salvando milhares de vidas, também, conseguiremos diminuir a discriminação e o estigma que ainda carrega a doença.



Carlos Varaldo
hepato@hepato.com
www.hepato.com

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Hospital das Clínicas de São Paulo quer reduzir espera por transplante de fígado

Video muito interessante sobre transplantes. Devo explicar que nos casos de portadores de vírus o transplantes inter-vivos (doador vivo) não é recomendado. É utilizado apenas em casos extremos porque  em 99% dos casos de transplantes o vírus volta a atacar o novo orgão (figado). No Brasil poucos centros de transplantes de figado utilizam essa técnica.

Em um doador saudável o fígado regenera naturalmente, já em portadores de vírus, a luta do vírus contra os anticorpos causam novas fibroses que se transformam em cirrose novamente.

Vale a pena assistir para conhecer a dificuldade de um transplante de fígado, bem como o amor do cunhado e novo irmão doador! Parabéns! Nós agradecemos.


Telma Alcazar
MegLon


Hospital das Clínicas de São Paulo quer reduzir espera por transplante de fígado





Fonte: http://videos.band.com.br/Exibir/Hospital-das-Clinicas-quer-reduzir-espera-por-transplante-de/2c9f94b52f99a246012fbd97ffed1616?channel=665
Terça-feira, 24 de maio de 2011 - 09h56       Última atualização, 24/05/2011 - 09h57

Situação da saúde no Paraná é caótica, diz CPI do SUS

Do Metro/Curitiba

cidades@eband.com.br

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do SUS no Paraná, deputado Leonaldo Paranhos, fez na segunda-feira um balanço dos trabalhos realizados até agora pela comissão. Segundo ele, a situação dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde é pior do que a mídia registra diariamente. “É um absurdo o que os hospitais fazem com as pessoas pobres. Falta gestão, humanidade. A corrupção corre solta”, disse.

Em todos os hospitais visitados (HU de Londrina, HU de Maringá, Hospital São José de Paiçandu e Hospital de Clínicas, em Curitiba – HC), a CPI encontrou problemas.

No Hospital de Clínicas, por exemplo, 133 leitos que atendem pelo SUS estão desativados, mas o hospital recebe dinheiro do SUS como se eles estivessem ocupados.

“Em Paiçandu, contrataram uma equipe de São Paulo para consertar o equipamento de raios-X e há cinco meses a máquina não funciona. No Paraná temos equipe. A contratação foi superfaturada”, lembra Paranhos.

Crianças não têm leitos

Entre as muitas irregularidades encontradas até agora pela CPI do SUS, está o fechamento de uma ala pediátrica, com 26 leitos, no Hospital São José, em Paiçandu. “A ala estava toda reformada, mas não funciona. Quando fiquei sabendo do motivo, confesso que fiquei irritado. A direção do hospital havia fechado a ala para reforma e quando terminou esqueceu de enviar a documentação de reabertura à 15ª Regional de Saúde. Isso é um crime. A cidade é pobre, precisa dos leitos”, desabafou Paranhos.

No dia em que a comissão visitou o Hospital Universitário de Londrina, 70 pessoas aguardavam atendimento nos corredores. Algumas até no chão. “Uma senhora estava com ferimentos em função de uma queda e não havia leito para atendê-la. Quando abri uma porta, observei oito leitos vazios. É falta de gestão, de procedimentos simples, não de dinheiro ou falta de funcionários”, prosseguiu o deputado.

No mesmo hospital, uma senhora de 70 anos aguardava por atendimento havia dois dias. Ela estava de alta e precisava simplesmente ser liberada.

Fonte:  http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000434922

 

É possível ter qualidade de vida com dor crônica, explica especialista

Do Metro/Campinas

cidades@eband.com.br

Mesmo com o aumento do número de divórcios nos últimos anos, há alguns casamentos que duram a vida inteira. E um deles é com um companheiro ou companheira indesejável: a dor.

A cada dia, o número de pessoas que reclamam de enxaqueca, dores nas articulações, entre outros, aumentam. Com isso, peregrinações em consultórios passam a ser rotina na vida destes pacientes.

Depois de muitas tentativas de encontrar a cura, alguns desistem do tratamento. Outros desenvolvem depressão e perdem a esperança de um dia viver sem sentir o incômodo.

Mas, segundo o especialista em dor, Charles de Oliveira, há uma possibilidade
de a pessoa melhorar a sua qualidade de vida a sua qualidade de vida. Para isso, o paciente precisa ter um tratamento adequado para minimizar o sofrimento. Leia abaixo a entrevista concedida ao Metro pelo anestesiologista de um centro de controle da dor de Campinas, uma das 14 instituições de referência em dor no mundo certificada pelo World Institute of Pain (WIP).

O que é dor crônica?

Segundo a IASP (Sociedade Internacional para o Estudo da Dor), dor crônica é aquela que perdura por um tempo superior a três meses.

Qual a diferença entre dor crônica e aguda?
A dor aguda está presente quando há algum tipo de agressão física e/ou emocional e é um sintoma que mostra algo de errado em curso. Ela serve de alerta e nos motiva a buscar ajuda. Já na dor crônica, a dor deixa de ser um sintoma e passa a ser uma doença por si própria. Não tem mais a função de alerta e geralmente leva a pessoa à depressão.

Quais são as doenças em que há a manifestação da dor crônica?
Inúmeras. Cefaleias, neuralgia do trigêmio, neuralgia pós-herpética, síndromes complexo-regionais, dor pós-operatória. Veja bem: isso ocorre quando a dor aguda não é bem tratada. Se assim for, evita-se a dor crônica.

Como uma pessoa pode perceber que tem dor crônica?
Toda dor tem curso natural, uma aparição e melhora progressiva até a sua completa resolução. Se a doença já desapareceu e a dor persiste, algo errado está ocorrendo. Esta dor precisa ser tratada.

Como minimizar o sofrimento de um paciente que convive diariamente com dor?
Ajustando as medicações corretas, fazendo bloqueios anestésicos para o tratamento da dor, fazendo avaliação psicológica sempre que necessário, entendendo esta pessoa em suas várias atribuições, seja no trabalho, seja na vida social.

Existem dores de fundo apenas emocional?
Sim, porém é raro, também conhecida por dor psicogênica. Não há muita. As que existem são de imediato investigadas e as providências tomadas também de imediato. O que vemos diariamente são as dores psicossomáticas, ou seja, dores reais que ficam exacerbadas por questões emocionais não bem elaboradas.