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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Receitas para controle de sintomas

 

O tratamento quimioterápico, radioterápico e de radioiodoterapia podem apresentar diversos efeitos colaterais. Esse processo, dependendo do paciente, causa alterações no organismo, que podem ser leves ou agudas.
 
Os efeitos têm duração variável e, geralmente, desaparecem após algumas semanas - mas são os grandes responsáveis pela ingestão alimentar insuficiente e, consequentemente, pela perda de peso durante o tratamento.
 
A boa notícia é que estes sintomas desagradáveis podem ser minimizados por meio do uso de medicamentos prescritos pelo médico e com uma avaliação nutricional. Os profissionais, em conjunto, irão avaliar quais são os cuidados necessários com a alimentação durante o período de tratamento.
 
Por isso o Icesp criou um cardápio especial que pode ajudar os pacientes oncológicos a comer melhor. Em breve, o conteúdo completo será divulgado em formato de livro. Mas, desde já, algumas receitas podem ser encontradas aqui.
 
Vale lembrar que nem todos os quimioterápicos ou a radioterapia ocasionam efeitos indesejáveis e cada organismo responde de forma individualizada ao tratamento, dependendo da idade, da condição clínica e nutricional de cada um e da ocorrência da necessidade de tratamentos associados. Por isso, nem todas as pessoas apresentam os efeitos colaterais da quimioterapia ou radioterapia.
 
Entretanto, se os efeitos colaterais manifestarem-se, lembre-se que são temporários. Seja positivo, tenha persistência e determinação em não interromper o tratamento médico. A continuidade do tratamento e o empenho em garantir uma alimentação adequada são fundamentais para a recuperação e manutenção da saúde.
 
Assim, é muito importante que você comunique a seu médico caso apresente algum efeito colateral ou qualquer alteração da sua condição habitual. Procure também um nutricionista para a avaliação, orientação e acompanhamento nutricional visando ajustar a sua dieta e contornar as possíveis reações desagradáveis decorrentes da quimioterapia e/ou radioterapia a fim de prosseguir mais confortavelmente e com mais êxito ao tratamento proposto pelo seu médico.

Receitas:
Pratos salgados
Cestinhas de folhas (náuseas e vômitos, intestino preso)
Wrap integral de frango e hortaliças (náuseas e vômitos, intestino preso)
Rocambole de fubá (dor para engolir, feridas na boca, náuseas e vômitos, diarreia)
Almôndega de aveia (ausência ou alteração de paladar, náuseas e vômitos, intestino preso)
Arroz Cremoso (dor para engolir, feridas na boca, boca seca)
Sopa de grão de bico com abacaxi (radioiodoterapia, ausência ou alteração de paladar, dor para engolir boca seca, intestino preso)
Sopa de batata doce com alho poro (radioiodoterapia, feridas na boca, boca seca)

Pratos doces
Flan de laranja com calda de hortelã (alteração no paladar, dor para engolir, feridas na boca, boca seca, náuseas e vômito)
Flan de melancia (radioiodoterapia, dor para engolir, boca seca)
Sorvete de erva doce com maçã (ausência ou alteração no paladar, dor para engolir, feridas na boca, boca seca, náuseas e vômito)
Banana com cravo e canela (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca)
Bolo de mel - sem ovo (radioiodoterapia, dor para engolir)

Bebidas
Suco de maçã, limão e hortelã (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômito e diarreia)
Gelo verde (ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômitos)
Suco de couve cítrico (ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômito)
Espumante de maçã com hortelã (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, náuseas e vômitos, diarréia)
Suco de cenoura, tangerina e gengibre (radioiodoterapia, ausência ou alteração do paladar, dor para engolir, boca seca, nauseas e vômitos)
Milk-shake de banana (dor para engolir, feridas na boca, boca seca, intestino preso)


Efeitos colaterais Dicas para controlar os sintomas:
Náuseas e vômitos O que você deve fazer:
  • Prefira alimentos gelados ou em temperatura ambiente.
  • Faça pequenas refeições em menor intervalo de tempo.
  • Coma devagar e mastigue bem os alimentos.
  • Beba sucos ou chupe gelo ou picolé de frutas cítricas, como limão (se não estiver com feridas na boca) nos intervalos das refeições.
  • Realize suas refeições em lugares bem arejados.
O que você deve evitar:

  • Frituras e alimentos gordurosos.
  • Doces concentrados, como compotas, goiabada, marmelada.
  • Condimentos fortes (pimenta, catchup, mostarda, molho inglês, por exemplo).
  • Deitar-se após as refeições.
  • Ficar próximo à cozinha durante o preparo das refeições.
Diarreia O que você deve fazer:
  • Consuma líquidos em abundância: chás, sucos coados e principalmente água.
  • Procure ingerir alimentos como batatas, chuchu, cenoura cozida, aipim, inhame, cará, creme de arroz, arroz, macarrão com molho caseiro coado, farinhas, torradas, biscoito água e sal ou de maisena, carnes grelhadas (frango, peixe ou boi).
  • Prefira sucos de frutas coados: limonada, caju, maçã e laranja sem açúcar.
  • Prefira leite de soja.
  • Consuma as frutas: banana-maçã, maçã e pêra sem casca, goiaba sem casca e semente, caju.
  • Consuma apenas o caldo de leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico).

O que você deve evitar:
  • Leite e derivados.
  • Alimentos gordurosos (manteiga, toucinho, banha, creme de leite, por exemplo).
  • Frutas cruas em geral.
  • Frutas e sementes oleaginosas (abacate, coco, nozes, amêndoas, amendoim, castanhas).
  • Condimentos picantes (páprica, pimenta, mostarda, catchup, por exemplo).
  • Conservas em geral (picles, azeitona, palmito, aspargos, milho e ervilha).
  • Embutidos (salsicha, lingüiça, presunto, salame, mortadela, por exemplo).
  • Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico).
  • Hortaliças cruas: legumes e verduras folhosas.
  • Alimentos de causam flatulência (gases), como couve-flor, brócolis, repolho e ovo.
Intestino preso (constipação) O que você deve fazer:
  • Consuma líquidos em abundância (chás, sucos diluídos e principalmente água).
  • Prefira frutas laxativas: ameixa, laranja, mamão, abacate, ameixa seca, manga, banana nanica.
  • Consuma as frutas com casca e bagaço, quando possível.
  • Consuma preferencialmente hortaliças cruas (legumes e verduras).
  • Consuma farelo de cereais (arroz, aveia ou trigo).
  • Consuma produtos integrais (arroz, pães e torradas).
  • Consuma leguminosas regularmente (ervilha, feijão, grão de bico, lentilha, soja, por exemplo).
  • Consuma leite e derivados: iogurte, leite fermentado, mingau de aveia.

O que você deve evitar:
  • Alimentos constipantes, como ricota fresca, queijo branco, sagu, tapioca, maisena, arrozinha, banana prata, banana maçã, pêra, goiaba e maçã sem casca e sem sementes, caju.
Boca seca (xerostomia) O que você deve fazer:
  • Prepare as refeições com caldos ou molhos.
  • Se não houver feridas na boca, chupe balas azedas e/ou ácidas, picolés ou gelo e mastigue chicletes (de preferência sabor menta), que podem ajudar a produzir mais saliva.
  • Consumir líquidos em abundância: chás, sucos diluídos e, principalmente, água.

O que você deve evitar:
  • Comer alimentos secos.
Feridas na boca (mucosite) O que você deve fazer:
  • Consuma alimentos macios e pastosos.
  • Prefira alimentos gelados ou à temperatura ambiente.
  • Se necessário, utilize alimentos líquidos ou liquidificados.

O que você deve evitar:
  • Alimentos ácidos, picantes ou muito salgados.
  • Alimentos muito quentes.
Dor para engolir (odinofagia) O que você deve fazer:
  • Preparar sua refeição na consistência que for mais bem tolerada, que ofereça menor dificuldade para mastigar ou engolir, podendo variar entre branda, pastosa ou líquida (conforme avaliação da fonoaudióloga).
  • Tomar pequenos goles de água ou suco durante as refeições podem ajudar a engolir.
  • Faça as refeições em pequenas quantidades, várias vezes ao dia.

Ausência ou alteração de paladar O que você deve fazer:

  • Enxágue a boca com água pura antes das refeições ou faça bochechos com chá de camomila antes das refeições.
  • Experimente balas azedas e/ou ácidas ou gotas de limão (30 gotas em 1 copo de 200ml) ou gelatina de limão (caso não apresente feridas na boca).
  • Use temperos naturais em maior quantidade, como: manjericão, orégano, salsinha, hortelã, alecrim, coentro, por exemplo.
  • Substitua os talheres de metal pelos de plástico, caso sinta sabor residual metálico.
  • Mantenha boa higiene bucal.

O que você deve evitar:
  • Consumir alimentos muito quentes ou muito gelados.

Radioiodoterapia;
É o tratamento que utiliza iodo radioativo (Iodo-131) para o controle dos carcinomas diferenciados da glândula tireóide.
O objetivo é combater às células cancerígenas que ainda restaram na tireóide após a cirurgia (tireoidectomia) ou metástases, sendo destruídas através da radiação emitida pelo iodo.
Os pacientes recebem orientação para realização de uma dieta pobre em iodo, no período que antecede a internação, através do nutricionista ambulatorial. Evitam o consumo de Sal iodado, sal marinho e alimentos salgados, pois são fontes de iodo.


Fonte: http://www.icesp.org.br/Institucional/O-Instituto/Equipe-Multiprofissional/Nutricao-e-Dietetica/Receitas-para-controle-de-sintomas
Governo brasileiro doará US$ 2 de cada passagem internacional para medicamentos de aids

2.6.2011 – UNITAID 

Governo brasileiro doará US$ 2 de cada passagem internacional para medicamentos de aids

Lei sancionada pela presidenta Dilma Roussef garante recursos para distribuição de medicamentos para países pobres

O governo brasileiro irá doar à Unitaid (Central Internacional para Compra de Medicamentos) US$ 2 por passageiro que viajar de avião ao exterior. A autorização de contribuição está prevista na Lei 12.413/11, sancionada nesta semana pela Presidenta Dilma Rousseff. A Unitaid atua na negociação e compra de medicamentos para aids, malária e tuberculose, que são distribuídos em países pobres.
A Lei estabelece que as contribuições sejam feitas pelo governo brasileiro, proporcionalmente ao número de brasileiros em deslocamento a outros países. De acordo com o texto, cabe ao Ministério da Fazenda liberar os recursos destinados à Unitaid.
O mecanismo financeiro inovador teve origem em 2006, criado pelo governos do Brasil, Chile, França, Noruega e Reino Unido. Alguns países, como Chile e França, instituíram taxas diretas sobre os embarques ao exterior. No caso brasileiro, porém, não haverá cobrança de taxa dos passageiros, mas somente a contribuição proporcional ao número de embarques.
“Essa Lei é um compromisso assumido pelo Brasil e vem ao encontro das políticas adotadas pelo governo Dilma de valorização da vida e de apoio aos mais necessitados”, disse o ministro Alexandre Padilha. O repasse anual à Unitaid será de cerca de US$ 12 milhões e se soma aos US$ 10 milhões que o Brasil repassa, anualmente, a Unitaid desde 2007.
Um ano depois do início de seu funcionamento efetivo, a Unitaid conseguiu reduzir o preço do tratamento do HIV para crianças em quase 40% e o preço dos anti-retrovirais (ARV) de segunda linha entre 25 e 50%. Até 2008, a Central empenhou US$ 45 milhões no tratamento de 65 mil pacientes. A Central também tem contribuído no enfrentamento da tuberculose junto com a Global Drug Facility e a Stop TB Partnership. Cerca de 17 nações de baixa renda recebem apoio para o fornecimento de drogas para a tuberculose multi-resistente.
Para cada programa, a UNITAID estabelece parcerias com entidades internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS); o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Fundo Global de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária; Fundação Clinton; Global Drug Facility/Green Light Committee; e Stop TB Partnership.
A Unitaid funciona na sede da OMS em Genebra. Atualmente, 27 países, incluindo o Brasil e mais 19 da África, fazem parte da Central. Pelo menos 85% dos fundos da Unitaid são gastos em países de baixa renda. Atualmente, os medicamentos são fornecidos a 42 países beneficiários. Além disso, os preços reduzidos também estarão disponíveis para mais de 70 países em desenvolvimento e para organizações receptoras do Fundo Global que participam de nova iniciativa de Licitação Conjunta Voluntária.

Vacinação

A lei autoriza ainda o Brasil a doar US$ 20 milhões à Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi), para utilização em programa destinado a financiar ações de vacinação e imunização em países pobres.

Fonte Portal Saúde

AIDS: Brasil doará US$ 2 de cada passagem internacional para medicamentos


domingo, 5 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011




Erros Evitáveis no
Funcionamento dos Conselhos de Saúde

Dia 10 de Junho de 2011 - Scorial Rio Hotel - Rio de Janeiro - RJ
Após a emenda constitucional 29, que envolveu a inda mais o controle social na fiscalização das ações
e serviços de saúde, ao mesmo tempo em que pairam dúvidas sobre os limites de atuação dos conselhos
de saúde na gestão do SUS, é importante para os Municípios se capacitarem um pouco mais desta
importante área desconhecida por muitos eirregularmente interpretada por outros.


Temas a serem abordados

Manhã

• Aspectos constitucionais do Controle Social:

- Avanços da VIII Conferência Nacional de Saúde;

- Constituição de 1988 e o Controle Social;

- Emenda Constitucional 29 – Conselho de Saúde: fiscalizador ou gestor?

• Aspectos legais do Controle Social:
Lei 8.080/90;
Lei 8.142/90;
Lei 8.689/93 e a apresentação de contas aos conselhos de saúde.

Tarde

• Regulamentação Normativa do Controle Social: Limitações da
Resolução 333 do Conselho Nacional de Saúde; Portaria 1.034
e os poderes do conselho de saúde na gestão da terceirização.

• Entendimentos do judiciário e do Tribunal de Contas da
União sobre as competências do controle social.
Palestrante - Dr. Gilberto Fonte Boa da Silva

. Advogado especialista em Direito Sanitário, atuando a mais de
15 anos na orientação das defesas junto ao poder Judiciário, Tribunal das
Contas da União e Tribunal de Contas do Estado do Rio de janeiro;

. Consultor Jurídico do Conselho dos Secretários Municipais de
Saúde do Estado do Rio de Janeiro (COSEMS);

. Consultor técnico da página legisus (www.legisus.com.br);

. Professor Visitante do Curso de Pós-graduação: Gestão em Saúde
Pública da UNIFESO;

. Co-autor do livro “Manual do Gestor do SUS” (COSEMS RJ)
Palestrante - Dr. Mauro Lúcio da Silva

. Advogado especialista em Direito Sanitário, Consultor Jurídico
do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde e do Estado do
Rio de Janeiro;

. Ex-assessor jurídico Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de
Saúde do Rio de Janeiro;

. Atuando a mais de 15 anos na orientação das defesas
junto ao poder Judiciário.


Fonte: www.sabersus.com

domingo, 29 de maio de 2011

Liberação das drogas ou Criminalização?

 

Ontem ao assistir FHC falando sobre as drogas, fiquei pensando se ele realmente acredita na legalização ou se ele quer ganhar popularidade, já que o trafico e usuários de drogas no Brasil têm índices alarmantes.
Em primeiro lugar devo dizer que esse assunto deveria ser debatido sim, mas por médicos especialistas e não pela população leiga que se auto denomina formadores de opiniões. Só para começar, nenhum meio de comunicação no Brasil nos tempos atuais, faz divulgações gratuitas. Principalmente a Rede Globo, já começa por aí um fator importantíssimo a ser levado em consideração, se ha ou não interesse politiqueiro no tema ou é apenas o ótimo coração do FHC tentando ajudar a solucionar um problema seríssimo no Brasil.

O tema está diretamente relacionado a saúde da população e por isso, escrevo esse artigo. Acho uma tremenda irresponsabilidade da sociedade tentar "palpitar" com debates indutores e pautados por políticos, porque aqui trata-se de vidas humanas e não opiniões pessoais.

Em segundo lugar, perde-se o foco do debate quando usa-se como argumento o fracasso do governo no controle das drogas. Oras, se não podem contra eles, juntam-se a eles? Não, não devemos pensar desta forma, caso pensemos desta forma deveremos então nos unir com assassinos e rasgarmos também o código penal, junto com a Constituição. Deveríamos sim, estudar novas formas de combate e não usarmos argumentos fracos e ultrapassados.

Sabemos hoje que o alcoolismo é uma patologia, assim como o tabagismo. Muitos utilizam a comparação entre drogas licitas e ilícitas como argumento comparativo de exemplo de sucesso na legalização, mas esquecem que o tabaco não é psicotrópico, não afeta a vida do cidadão de forma devastadora como as drogas ilícitas. O que muitos se esquecem na hora de uma pesquisa é tentar saber porque há distinção entre as drogas que de qualquer forma fazem mal a saúde.
E alguém que é a favor da legalização, já parou para pensar que não é só a vida do viciado que é afetada pelo vicio em drogas alucinógenas? Famílias são dizimadas por existir apenas um familiar usuário de droga na família.

Segundo o estudo cientifico "Uso de drogas psicotrópicas por estudantes: prevalência e fatores sociais associados"¹, vários fatores influenciam no uso das drogas.
Atualmente, a maior parte dos pesquisadores considera que o uso de drogas por estudantes não é causado por um único fator, mas por uma combinação de vários deles, tais como os genéticos, psicológicos, familiares, socioeconômicos e culturais ¹

Eu poderia citar diversos estudos científicos comprobatórios dos malefícios das drogas ilícitas e porque assim foram classificadas e criminalizadas. Cientificamente as drogas classificadas como ilícitas, assim foram classificadas, porque afetam o cérebro de forma agressiva, levando o usuário a esquizofrenia ou outras patologias psiquiátricas mais severas e sem controle. O lóbulo frontal é assim chamado por localizar-se na parte frontal do crânio. Ele parece ser particularmente importante por ser responsável pelos movimentos voluntários e também por ser o lóbulo mais significante para o estudo da personalidade e inteligência. Inteligência que também é responsável pelo poder de decisão do usuário, que é perdido junto com seus neurônios.

Poderíamos escrever páginas e páginas de motivos contra a legalização, e a favor da legalização? O que poderíamos escrever? Que um usuário não é traficante e sim um doente que precisa ser tratado? Sim, mas se facilitarmos o acesso ao vicio como poderíamos ajudá-lo com o Sistema de saúde (SUS) fragilizado, quase inoperante no Brasil?

Poderemos também usarmos exemplos de outros países que tentaram a legalização, mas se até a Holanda hoje já quer mudar o sistema da legalização das drogas, qual país poderemos usar de exemplo de sucesso? Colômbia? Venezuela? Faça-me o favor, seria mais fácil emparedarmos os usuários e fuzilá-los.

Concluindo, não podemos, nós seres pensantes, sequer cogitarmos a hipótese da legalização da drogas. Já foram diferenciadas as tipificações de crimes de usuários e traficantes justamente para diferenciar as penas cabíveis para cada caso.
Legalizando não estaremos diminuindo o trafico. O tabaco(cigarros), combustíveis, armas e outros produtos continuam atravessando as fronteiras do Brasil com a menor fiscalização possível. Fronteira com extensão territorial impossível de ser fiscalizada sem um planejamento sério e com fronteiras com países produtores e exportadores de drogas. Ah! Então esse é argumento para a descriminalização, se não podemos contra eles, que se dane a população, vamos deixar que o HIV, hepatites e outras drogas façam o "serviço" matando nossos jovens, isso sem contar com as overdoses. O plano de redução de danos já foi comprovado que não dá certo em país algum, daria certo logo aqui com o "magnífico" Sistema de Saúde operante no Brasil!? Enganem-se quem quiser, ou melhor, sejam pautados por politicagens de internet. É isso que os políticos querem, uma população ignorante, repetindo um monte de bobagens que 3 ou 4 criam em reuniões onde riem muito dos tolos que sairão repetindo as tolices, enquanto seus políticos enchem seus bolsos com o suor do nosso trabalho.

Só falta agora aparecer alguém dizendo que criarão ONGS para ajudar na implantação da legalização das drogas! Ha Ha Ha! Coloquem seus narizes de palhaços, e comprem a tenda porque o Circo está montado.

Obs: Muitos estudos médicos e cientificos foram utilizadas como referencias para a formação dessa opinião, e foram utilizados como base para o artigo, porém, são estudos e experiências vividas em congressos, encontros ao longos de anos e eu não conseguiria me lembrar de todas agora para citá-las

Em oportuno, alguém já parou para pensar porque um(a) psiquiatra/Psicologo fica em sites de relacionamento o dia todo ao invés de atender pacientes em seu consultório? Sugiro uma boa reflexão sobre esses tipos de perfis que se identifica como psicologos/psiquiatra...


Referencias:

1 - Uso de drogas psicotrópicas por estudantes: prevalência e fatores sociais associados - Revista de Saúde Pública - Print version ISSN 0034-8910 - http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102004000200018
Meire SolderaI; Paulo DalgalarrondoI; Heleno Rodrigues Corrêa FilhoII; Cleide A M SilvaIII
IDepartamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp). Campinas, SP, Brasil
IIDepartamento de Medicina Preventiva e Social da FCM/Unicamp. Campinas, SP, Brasil
IIIComissão de Pesquisa da FCM/Unicamp. Campinas, SP, Brasil

2 - Drogas ilícitas e esquizofrenia em adolescentes. - http://adroga.casadia.org/esquizofrenia/equizofrenia_em_adolescentes.htm

 

Telma Alcazar 

MegLon

sábado, 28 de maio de 2011

Campanha MegLon Calçadão 2011


A Campanha de divulgação e prevenção contra as hepatites virais no calçadão de Londrina foi boa. Não foi melhor, porque nos colocaram em local de difícil acesso aos transeuntes no sábado, horário comercial.

Já esperávamos algum tipo de impedimento ao nosso trabalho voluntário, pois vários grupos de outros estados relataram dificuldades nas campanhas, represárias geradas pelos gestores de saúde. Enfim conseguimos desenvolver nosso trabalhamos conforme as fotos abaixo demonstram. Pegávamos o material na tenda toda decorada, e saiamos atrás das pessoas para entrega dos folderes e flyers, andamos um bocado hoje. Apesar de toda dificuldades, valeu a pena! Missão cumprida!

Eu como coordenadora do grupo, agradeço cada um de voces queridos colaboradores que se fizeram presentes, tão dispostos a ajudar, mesmo com as dificuldades impostas. Agradeço do fundo do meu coração a cada um de voces que acordaram cedo no sábado, saíram de suas casas, sem ganhar um tostão sequer, apenas o nosso mais profundo agradecimento.

Agradeço as meninas Pamela e Patrícia que mesmo trabalhando deram um jeito de passarem mais cedo por lá para ajudarem com o que podiam e não podiam. Voces duas são demais. Laércio, retire as minhas fotos do seu perfil seu, sabe onde né? rsrsrsr Obrigada por voce e sua linda e querida filha terem nos ajudado, mesmo que só para contar estórinhas, quase que a Rosangela caiu na pegadinha, Valeu :o)

Richardson, Regina, minha mãe, Michel, Rosangela Alvanhãs(17ª regional de saúde), Beth querida e seu esposo Sr Irineu, meu muito obrigada. Obrigada a Sônia pelos aventais, depois te conto porque não os usamos Sonia, espero seu retorno ansiosa.

Muito obrigada aos colaboradores nas panfletagens que caminharam comigo durante o mês todo, são tantos que nem posso citar todos.

No final nos divertimos e fizemos nosso voluntariado e desta forma nossa Campanha de Maio está finalizada.

Aviso a todos que vou descansar e espairecer porque afinal, eu também preciso me cuidar.

Missão cumprida galera!

Beijinhos

Telma Alcazar
MegLon



Nota do Blog:

Não houve nenhuma verba do erário publico gasta em nossas campanhas, apenas a tenda e cadeiras emprestadas. Nunca recebemos nenhum tostão de algumas instituiçãos, empresa ou pessoa fisica. Recebemos sim banners, folders e flyers impressos por doadores e entregues  prontos. Nunca cobramos por nossos serviços, cada uma das pessoas acima citada são colaboradores.

 Claudinha, Rosangela e Beth.

 Londrina Linda, porém, local vazio.

 Sr Irineu, Richardson e Beth.


 Uma quadra a cima de onde estava a tenda.

 Laercio, Michel, Sr Irineu, Richardson, Regina e Marly.






Pamela
.
 Laercio





Enviarei as fotos para os participantes através dos email e peço a mesma gentileza! :o)

Férias #Fui

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Campanha Contra Hepatite C - Grupo MegLon - 2011


Durante o mês de Maio, fizemos panfletagens na cidade de Londrina. Por falta de recursos, não pudemos atender as cidades da região como fizemos nos outros anos. Muito nos alegra em declararmos que conseguimos atingir boa parcela da população com orientações sobre a patologia.

Amanhã dia 28 de Maio de 2011, estaremos no calçadão de Londrina, como fazemos todos os anos. Porém, a  CMTU não liberou a área(na frente do BB) convencional para os eventos, e só ficamos sabendo do fato hj por volta das 16:00hrs. Avisamos quem conseguimos avisar, via fone e através da internet, quem quiser passar por lá e nos ajudar estaremos na ultima quadra do calçadão na direção do Royal Plaza Shopping, onde era o quiosque chopão, no horário comercial.

Todos serão bem vindos, toda ajuda é necessária.
Boa Sorte para todos nós!

Telma Alcazar
MegLon
Enquanto isso, no país dos homosexuais... 


Libera-se mais verbas para ONGS enquanto a população morre sem atendimento básico no SUS. Devolva-nos nossos impostos, por favor! Não queremos pagar festas, precisamos de atendimentos dignos e educação com excelencia.
De R$ 25 mil em R$ 25 mil as galinhas... Ops! Os homosexuais enchem os bolsos.

É voce cidadão quem paga pelo orgulho gay. Cuidado ao dizer que é contra, pois voce poderá ser preso!



Chamada para seleção de projetos para ações de prevenção das DST/HIV/aids e hepatites virais durante as atividades de mobilização do orgulho LGBT

http://www.aids.gov.br/edital/2011/chamada_para_selecao_de_projetos_para_acoes_de_prevencao_das_dsthivaids_e_hepatites_vira

A sua orientação sexual não pode impedir que os doentes recebam bom tratamento. 

A sua orientação sexual é um problema pessoal e íntimo seu, assim como a minha é problema pessoal meu. Ou seremos obrigados a reivindicar nosso orgulho hetero também?

Chega de pouca vergonha e falta vergonha na cara de muita gente envolvida nesse meio. Lutemos pelo destino correto das verbas do erário publica as prioridades de toda população e não para fins segregatórios.

Telma Alcazar 
MegLon
Boas noticias sobre os vetos de Dona Dilma na PL-7445/2010


A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados recebeu o Ofício nº 234/11(CN) comunicando o veto parcial da presidenta da republica ao PL-7445/2010 do Senador Flávio Arns e solicita a indicação de membros para integrar a Comissão Mista incumbida de relatar o veto. Ainda poderá ser possível a derrubada dos vetos!

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Divulgado o preço dos inibidores de proteases

O começo da guerra pelo mercado


Uma luta de pesos pesados está começando no tratamento da hepatite C. Com a aprovação pelo FDA dos inibidores de proteases Incivek (telaprevir) e Victrelis (boceprevir) os fabricantes, tal qual no jogo de Xadrez, estão movimentando suas peças no tabuleiro do marketing para ganhar posições e tentar vencer o jogo do mercado.



Conforme o andamento dos ensaios clínicos para aprovação do Incivek (telaprevir) todo indicava que a Roche seria o canal de comercialização, mas a Johnson & Johnson que possui os direitos do Incivek (telaprevir|) na Europa, tomou a decisão de comercializar diretamente. Imediatamente a MSD, fabricante do Victrelis (boceprevir), realizou um acordo com a extraordinária força de vendas da Roche e juntas estarão comercializando o Victrelis .



O mercado total para os inibidores de proteases é estimado em até 10 bilhões de dólares. É impossível neste momento qualquer previsão sobre quais dos dois medicamentos estará a frente do mercado. MSD e Roche juntas serão a maior força de venda já imaginada na indústria farmacêutica, com a vantagem que os interferons peguilados existentes atualmente são da fabricação desses dois gigantes. Johnson & Johnson deverá pensar em estratégias eficazes já que não dispõe de um interferon peguilado próprio.


Se analisarmos os resultados dos ensaios clínicos podemos pensar que como eles selecionaram grupos diferentes de pacientes muito provavelmente cada medicamento terá supremacia nesses grupos já comprovados. O Incivek (telaprevir|) focou a maioria dos ensaios clínicos em pacientes nunca antes tratados, já o Victrelis (boceprevir) foi direcionado ao retratamento dos não respondedores. Acredito pessoalmente que esses dois mercados já estarão praticamente definidos, podendo até prever (com grande margem de erro) que cada um será líder nesses grupos específicos de pacientes.

Ainda, os dois medicamentos possuem formas de administração totalmente diferentes. O Incivek (telaprevir) é utilizado nas primeiras 12 semanas do tratamento e o Victrelis (boceprevir) é administrado a partir da semana 4 e até o final do tratamento. Isso certamente influenciara na decisão da indicação médica. Qual será a preferência dos médicos ainda permanece uma incógnita.



Mas o maior problema será o preço. Foi divulgado está semana que o preço de referencia nos Estados Unidos será de 49.200.- dólares para o tratamento com o Incivek (telaprevir) e de 48.400.- dólares para o tratamento com o Victrelis (boceprevir). A esse custo devemos ainda somar os custos com o interferon peguilado e a ribavirina, já que ambos os medicamentos devem ser utilizados conjuntamente, assim, o custo final do tratamento mais que dobra em relação ao custo atual.



O preço referencia não necessariamente será o verdadeiro preço de venda ao público, aos planos de saúde e ao governo, devendo ainda considerar que em outros países os preços de referencia poderão ser diferentes. Muitas negociações serão abertas e a luta pela supremacia do mercado certamente estará reduzindo os preços de venda em curto prazo.



Confesso que fiquei decepcionado com os preços fixados, mas devemos considerar que o prazo para que as empresas recuperem os bilhões de dólares gastos com o desenvolvimento dos medicamentos será muito curto, de no máximo três ou quatro anos, período em que estarão chegando novos medicamentos que já se encontram em fases avançadas de desenvolvimento, com o que vai aumentar a concorrência ou até conseguir que alguns medicamentos sejam retirados do mercado. Pelo andamento das pesquisas a Bristol-Myers Squibb deverá ser a próxima a chegar ao mercado. Mas ainda fico me perguntando se os que chegarem no futuro terão preços iguais ou superiores aos fixados para o Victrelis e o Incivek.



Nos Estados Unidos, acredito que isso também vai acontecer em outros países, tanto a MSD como a Vertex se comprometeram a auxiliar pacientes de menores recursos com programas de assistência pelos quais poderão conseguir um preço reduzido. Mas cada país possui um sistema público de saúde diferente, assim, a estratégia comercial não será única e sim adaptada a cada país. Devemos aguardar pelo menos até o primeiro semestre de 2012 para sabermos como os medicamentos poderão chegar aos pacientes.



Estava presente no AASLD 2010 no inicio de novembro pasado quando informalmente os jornalistas entrevistaram médicos dos Estados Unidos para se conhecer a tendência por um ou outro dos novos medicamentos. Um deles obteve 75% das preferências, mas na ocasião decidi não divulgar ou comentar tal resultado por achá-lo precipitado. Vejo hoje que realmente, em seis meses o panorama mudou de tal forma que esse dado não tem mais valor.



Também, se o mercado dos Estados Unidos e da Europa é importante para os fabricantes, não devemos desconsiderar a China e os países asiáticos, onde o número de infectados com hepatite C e quatro vezes maior que nos países desenvolvidos. Muitos esforços serão direcionados a esses países.



A guerra pela supremacia do mercado não é um problema dos pacientes. O preço dos novos medicamentos pode ser caro, mas o beneficio imediato e direto que a hepatite C estará conseguindo é que os fabricantes estarão aumentando os esforços para lograr uma maior conscientização sobre a hepatite C. Como resultado estaremos não somente salvando milhares de vidas, também, conseguiremos diminuir a discriminação e o estigma que ainda carrega a doença.



Carlos Varaldo
hepato@hepato.com
www.hepato.com

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Hospital das Clínicas de São Paulo quer reduzir espera por transplante de fígado

Video muito interessante sobre transplantes. Devo explicar que nos casos de portadores de vírus o transplantes inter-vivos (doador vivo) não é recomendado. É utilizado apenas em casos extremos porque  em 99% dos casos de transplantes o vírus volta a atacar o novo orgão (figado). No Brasil poucos centros de transplantes de figado utilizam essa técnica.

Em um doador saudável o fígado regenera naturalmente, já em portadores de vírus, a luta do vírus contra os anticorpos causam novas fibroses que se transformam em cirrose novamente.

Vale a pena assistir para conhecer a dificuldade de um transplante de fígado, bem como o amor do cunhado e novo irmão doador! Parabéns! Nós agradecemos.


Telma Alcazar
MegLon


Hospital das Clínicas de São Paulo quer reduzir espera por transplante de fígado





Fonte: http://videos.band.com.br/Exibir/Hospital-das-Clinicas-quer-reduzir-espera-por-transplante-de/2c9f94b52f99a246012fbd97ffed1616?channel=665
Terça-feira, 24 de maio de 2011 - 09h56       Última atualização, 24/05/2011 - 09h57

Situação da saúde no Paraná é caótica, diz CPI do SUS

Do Metro/Curitiba

cidades@eband.com.br

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do SUS no Paraná, deputado Leonaldo Paranhos, fez na segunda-feira um balanço dos trabalhos realizados até agora pela comissão. Segundo ele, a situação dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde é pior do que a mídia registra diariamente. “É um absurdo o que os hospitais fazem com as pessoas pobres. Falta gestão, humanidade. A corrupção corre solta”, disse.

Em todos os hospitais visitados (HU de Londrina, HU de Maringá, Hospital São José de Paiçandu e Hospital de Clínicas, em Curitiba – HC), a CPI encontrou problemas.

No Hospital de Clínicas, por exemplo, 133 leitos que atendem pelo SUS estão desativados, mas o hospital recebe dinheiro do SUS como se eles estivessem ocupados.

“Em Paiçandu, contrataram uma equipe de São Paulo para consertar o equipamento de raios-X e há cinco meses a máquina não funciona. No Paraná temos equipe. A contratação foi superfaturada”, lembra Paranhos.

Crianças não têm leitos

Entre as muitas irregularidades encontradas até agora pela CPI do SUS, está o fechamento de uma ala pediátrica, com 26 leitos, no Hospital São José, em Paiçandu. “A ala estava toda reformada, mas não funciona. Quando fiquei sabendo do motivo, confesso que fiquei irritado. A direção do hospital havia fechado a ala para reforma e quando terminou esqueceu de enviar a documentação de reabertura à 15ª Regional de Saúde. Isso é um crime. A cidade é pobre, precisa dos leitos”, desabafou Paranhos.

No dia em que a comissão visitou o Hospital Universitário de Londrina, 70 pessoas aguardavam atendimento nos corredores. Algumas até no chão. “Uma senhora estava com ferimentos em função de uma queda e não havia leito para atendê-la. Quando abri uma porta, observei oito leitos vazios. É falta de gestão, de procedimentos simples, não de dinheiro ou falta de funcionários”, prosseguiu o deputado.

No mesmo hospital, uma senhora de 70 anos aguardava por atendimento havia dois dias. Ela estava de alta e precisava simplesmente ser liberada.

Fonte:  http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000434922

 

É possível ter qualidade de vida com dor crônica, explica especialista

Do Metro/Campinas

cidades@eband.com.br

Mesmo com o aumento do número de divórcios nos últimos anos, há alguns casamentos que duram a vida inteira. E um deles é com um companheiro ou companheira indesejável: a dor.

A cada dia, o número de pessoas que reclamam de enxaqueca, dores nas articulações, entre outros, aumentam. Com isso, peregrinações em consultórios passam a ser rotina na vida destes pacientes.

Depois de muitas tentativas de encontrar a cura, alguns desistem do tratamento. Outros desenvolvem depressão e perdem a esperança de um dia viver sem sentir o incômodo.

Mas, segundo o especialista em dor, Charles de Oliveira, há uma possibilidade
de a pessoa melhorar a sua qualidade de vida a sua qualidade de vida. Para isso, o paciente precisa ter um tratamento adequado para minimizar o sofrimento. Leia abaixo a entrevista concedida ao Metro pelo anestesiologista de um centro de controle da dor de Campinas, uma das 14 instituições de referência em dor no mundo certificada pelo World Institute of Pain (WIP).

O que é dor crônica?

Segundo a IASP (Sociedade Internacional para o Estudo da Dor), dor crônica é aquela que perdura por um tempo superior a três meses.

Qual a diferença entre dor crônica e aguda?
A dor aguda está presente quando há algum tipo de agressão física e/ou emocional e é um sintoma que mostra algo de errado em curso. Ela serve de alerta e nos motiva a buscar ajuda. Já na dor crônica, a dor deixa de ser um sintoma e passa a ser uma doença por si própria. Não tem mais a função de alerta e geralmente leva a pessoa à depressão.

Quais são as doenças em que há a manifestação da dor crônica?
Inúmeras. Cefaleias, neuralgia do trigêmio, neuralgia pós-herpética, síndromes complexo-regionais, dor pós-operatória. Veja bem: isso ocorre quando a dor aguda não é bem tratada. Se assim for, evita-se a dor crônica.

Como uma pessoa pode perceber que tem dor crônica?
Toda dor tem curso natural, uma aparição e melhora progressiva até a sua completa resolução. Se a doença já desapareceu e a dor persiste, algo errado está ocorrendo. Esta dor precisa ser tratada.

Como minimizar o sofrimento de um paciente que convive diariamente com dor?
Ajustando as medicações corretas, fazendo bloqueios anestésicos para o tratamento da dor, fazendo avaliação psicológica sempre que necessário, entendendo esta pessoa em suas várias atribuições, seja no trabalho, seja na vida social.

Existem dores de fundo apenas emocional?
Sim, porém é raro, também conhecida por dor psicogênica. Não há muita. As que existem são de imediato investigadas e as providências tomadas também de imediato. O que vemos diariamente são as dores psicossomáticas, ou seja, dores reais que ficam exacerbadas por questões emocionais não bem elaboradas.
 
SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE

PORTARIA Nº 227, DE 20 DE MAIO DE 2011



Diário Oficial da União – 23/05/2011 – Seção 2 - Pagina 45


O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições,
Considerando a Lei nº 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências;
Considerando a Lei nº 10.211, de 23 de março de 2001, que altera dispositivos da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997 e dispõe sobre remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento;
Considerando o Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, que regulamenta a Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997; e que aprova o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes e institui as Câmaras Técnicas Nacionais, resolve:
Art. 1° Instituir, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes, a Câmara Técnica Nacional para os Transplantes de Fígado.
Art. 2º A Câmara Técnica, ora instituída, terá a seguinte composição:

I - Titulares:

a)Agnaldo Soares Lima; (médico)
b)José Ben-Hur Ferraz Neto; (médico)
c)Ilka de Fátima Santana Ferreira Boin; (médica)
d)José Huygens Parente Garcia; (médico)
e)Luis Carneiro D'Albuquerque; (médico)
f)Marcelo Augusto Scheidemantel Nogara; (médico)
g)Mário Reis Álvares-da-Silva; (médico)
h)Paulo Celso Bosco Massarollo; (médico)
i)Tércio Genzini; (médico)

II - Instituições:

a)Presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos;
b)Presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva; e
c)Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

III - Suplentes:

a)Cláudio Moura Lacerda de Melo;
b)Cacilda Pedrosa de Oliveira; e
c)Guido Pio Graco Cantisani.

§ 1º Nas ausências ou impedimentos legais, cabe ao Presidente das Instituições supra indicar novo representante.

§ 2º As funções dos membros da Câmara Técnica Nacional não serão remuneradas e o seu exercício será considerado de relevância pública.

Art. 3º As Câmaras Técnicas serão regidas conforme Regulamento Interno das Câmaras Técnicas Nacionais do Sistema Nacional de Transplantes disposto no Anexo I da Portaria nº 2.600/GM de 21 de outubro de 2009.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º Fica revogada a Portaria SAS/MS nº 529, de 05 de outubro de 2010, publicada no DOU n.º 192, Seção 2, página 48.

HELVÉCIO MIRANDA MAGALHÃES JÚNIOR


Nota do Blog:


A Sociedade Civil, através dos grupos de apoios aos doentes, não foram consultadas e tão pouco fazem parte da comissão agora atuante;

Apenas médicos terão a responsabilidade médico e social de defender os interesses e direitos dos pacientes, uma vez que ninguém mais tem acesso as informações e decisões por eles tomadas de agora em diante.

Vamos ver se os médicos acima, irão assumir a responsabilidade social dos direitos dos pacientes candidatos ao transplante e pacientes transplantados. Boa parte dos médicos acima citados, nós conhecemos sua boa reputação ou pessoalmente. :o)

Aproveito para sugerir a leitura de um excelente texto do Dr Ben-Hur Ferraz Neto, publica na Veja em

2009, vale a pena ler de novo:


Um dos maiores nomes do transplante de fígado no Brasil diz que deveria haver monitoramento eletrônico nas salas de cirurgia e que o paciente não deveria pagar a primeira consulta

Fonte: http://arquivoetc.blogspot.com/2009/10/entrevista-ben-hur-ferraz-neto.html


Telma Alcazar
MegLon

CPI do SUS chega a Londrina em meio à grave crise

18/05/2011 | 20:20 Amanda de Santa
 
Deputados estaduais que integram a CPI dos Leitos do SUS chegam a Londrina nesta quinta-feira (19) para fazer um raio-X da qualidade do atendimento nos hospitais da cidade. O cenário que vão encontrar é desolador, com problemas que atingem todos os níveis. No atendimento primário, as unidades básicas de saúde (UBS) estão lotadas. Os hospitais de média complexidade sofrem com problemas de escalas e falta de médicos. Para os casos mais graves, a situação é ainda pior: não há leitos suficientes para atender todas as vítimas. Muitas delas estão tendo que esperar atendimento em macas despejadas em corredores.
A atual falta de estrutura pode ter feito mais uma vítima na terça-feira (17). Uma mulher de 58 anos morreu depois de passar mal dentro de um ônibus coletivo. O Samu foi acionado, mas demorou para chegar. A explicação do coordenador do Samu, Elândio Câmara, é que a ambulância não pôde chegar a tempo pois estava sem macas. O equipamento havia sido retido por um dos hospitais superlotados momentos antes.
A retenção de macas tem sido um problema recorrente. No mesmo dia da morte da mulher, só o Hospital Evangélico precisou reter sete macas no período entre a madrugada e o início da tarde. Já na quarta-feira (18), o Hospital Universitário (HU) precisou usar pelo menos quatro. Cinco foram utilizadas como leitos no Evangélico. O período médio de retenção de macas na Santa Casa de Londrina é de um dia. O hospital também enfrenta superlotação e estava com o atendimento suspenso desde a manhã de terça-feira até o final desta edição.
O vice-presidente do Sindicato dos Médicos e membro do Conselho Municipal de Saúde, José Luiz de Oliveira Camargo, classifica o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina como precário. “Faltam leitos, equipamentos, medicamentos e médicos”, aponta. Para ele, é preciso um choque de gestão e mais recursos, principalmente federais. “Os recursos seriam suficientes se o atendimento se restringisse à população de Londrina”. A cidade atende uma população estimada em 2,5 milhões de pessoas que vêm de municípios vizinhos.
“Os hospitais públicos não dão conta e os conveniados não tem estímulo em atender diante da precariedade dos valores pagos, que na maioria das vezes não cobre nem os custos”, afirma Camargo. Somados todos esses graves problemas, o conselheiro diz que o atendimento em Londrina é considerado de baixa qualidade.
Faltam recursos
Em entrevista ao JL na semana passada, diretores de hospitais opinaram sobre a crise na saúde. O superintendente da Santa Casa, o neurologista Fahd Haddad disse que o orçamento nacional da Saúde de R$ 80 bilhões está muito aquém do necessário. “Segundo estudiosos, a necessidade é de R$ 200 bilhões.” A superintendente interina do HU, Denise Akemi Mashima, afirmou que, a curto prazo, a solução seria investir na ampliação de leitos e funcionários para dar conta da demanda diária. A médio prazo, seria necessário a organização do fluxo de atendimento no sistema. E a longo prazo, ela citou ações de promoção da saúde. Nenhum dos diretores quis falar com a reportagem nesta quarta-feira.
Corrupção
O objetivo da CPI dos Leitos do SUS, de acordo com o presidente da comissão, deputado Leonaldo Paranhos (PSC), é fazer um raio-X da saúde nos municípios paranaenses, levantar os problemas e corrigi-los. Paranhos contou que Londrina foi priorizada – é a segunda cidade a receber a visita dos deputados, depois de Curitiba - por conta das denúncias de corrupção no setor, deflagradas pelo Gaeco na semana passada. Vinte pessoas estão sendo investigadas e 14 continuam presas pela suposta participação no desvio de recursos públicos da saúde.
O deputado disse que quer ouvir os promotores do Gaeco sobre as denúncias, além de falar com donos de hospitais, central de leitos, presidentes de associações e, claro, com os usuários do SUS. Ele afirmou que não vai esperar a conclusão da CPI, prevista para agosto, para começar a resolver os problemas.
Paranhos garantiu ainda que, se forem encontrados problemas de gestão ou de corrupção na saúde, os responsáveis vão responder administrativamente e judicialmente. No total, 12 regionais de saúde serão visitadas pela comissão. Os locais a serem visitados em Londrina não foram divulgados. No período da tarde, os membros da CPI seguem para Maringá.

Fonte: http://www.jornaldelondrina.com.br/cidades/conteudo.phtml?tl=1&id=1127353&tit=CPI-do-SUS-chega-a-Londrina-em-meio-a-grave-crise

 







CPI visita hospitais e encontra pacientes em macas pelos corredores

Deputados visitaram os hospitais Universitário e da Zona Norte. Se depararam com superlotação e precariedade no atendimento
19/05/2011 | 19:55 Amanda de Santa, com informações da RPC TV

Na primeira visita da CPI dos Leitos do SUS a um hospital de Londrina, na manhã desta quinta-feira (19), os quatro deputados que integram a comissão se depararam com um quadro recorrente nos prontos-socorros da cidade: superlotação, falta de leitos e pacientes acomodados em macas pelos corredores. No Hospital Universitário (HU), mais de 70 pacientes ocupavam um espaço reservado para 48 leitos nesta manhã.

A jovem Marcela Helena, que sofreu um acidente de motocicleta, contou aos deputados que estava há uma semana internada no corredor do pronto-socorro do HU em cima de uma maca. “É horrível porque os médicos ficam lá em cima, não desce ninguém para baixo. Ninguém dá uma reposta”, reclamou à reportagem da RPC TV.


No Hospital da Zona Sul, mais de 30 leitos não são usados por conta de problemas em um gerador de energia. A falta de equipamentos no hospital também foi denunciada à CPI, porém, não foi confirmada segundo um dos integrantes da equipe técnica da comissão Cláudio Stabile. O assessor de gabinete do deputado que preside a CPI, Leonaldo Paranhos (PSC), contou que havia uma denúncia de que os equipamentos colocados para inaugurar o hospital haviam sido retirados de lá, depois de um período: “Isso não se confirmou, mas ainda vamos investigar”.

Stabile disse que no Hospital da Zona Sul foi constatada a falta de um equipamento – carrinho para material anestésico – no valor de R$ 15 mil. Segundo ele, com o aparelho o hospital poderia atender de 100 a 200 pacientes a mais no mês. A qualidade do atendimento também foi colocada sob suspeita. Isso porque a comissão se deparou com o caso de Ester Neves Borges, de 82 anos, que chegou ao Hospital da Zona Sul com fortes dores causadas por um câncer. Ela foi medicada e liberada pelos médicos. Somente após a pressão dos deputados, a idosa voltou para a enfermaria.

Representantes do Conselho Municipal de Saúde, Central de Leitos e 17ª Regional de Saúde também foram ouvidos pela comissão. Na próxima semana, os deputados devem se reunir com os tribunais de Contas e do Estado para levar os problemas apurados até então. Em entrevista ao JL na quarta-feira (18), o deputado Leonaldo Paranhos (PSC) garantiu que, se fossem encontrados problemas de gestão ou de corrupção na saúde, os responsáveis responderiam administrativamente e judicialmente. No total, 12 regionais de saúde serão visitadas pela comissão. Depois de passar por Londrina, a comissão seguiu para Maringá.

Fonte: http://www.jornaldelondrina.com.br/cidades/conteudo.phtml?tl=1&id=1127810&tit=cpi-visita-hospitais-e-encontra-pacientes-em-macas-pelos-corredores

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dia Mundial de Luta contra Hepatite C

Não deixe que esse silêncio faça barulho em sua vida!

Globo DF




Quarta-feira, 18/05/2011
A hepatite C é uma doença silenciosa; uma inflamação do fígado provocada por um vírus que pode levar a casos de cirrose e falência do órgão. Nesta quarta-feira (18) tem campanha na rodoviária, onde poderá ser feito um teste rápido da doença.


Hepatite: conheça os diferentes tipos e saiba como prevenir

http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000433138


Casos de hepatites crescem 56,9% em São Paulo em 5 anos

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/05/14/casos-de-hepatites-crescem-569-em-sao-paulo-em-5-anos.jhtm

Taquaritinga prorroga campanha para detectar hepatite C

 http://www.jornalacidade.com.br/editorias/cidades/2011/05/18/taquaritinga-prorroga-campanha-para-detectar-hepatite-c.html


Projeto garante benefícios a portadores de hepatite by Alvaro Dias 

Vídeos plus : Thu, May 19, 2011 3:44pm EST (Eastern Standard Time)


Projeto garante benefícios a portadores de hepatite from Alvaro Dias - Vídeos on Vimeo.


Esculacho e Simpatia por Marcos Pontes

http://simpatiaeesculacho.blogspot.com/2011/05/dia-mundial-de-combate-hepatite-c.html


19 de maio: Dia Mundial contra Hepatites Virais

http://www.atibaia.com.br/noticias/noticia.asp?numero=21847

 

Pesquisa inédita indica que manicures correm risco de contrair hepatite- Secretaria de Estado da Saúde afirma que 81% das profissionais não estão protegidas 

 http://www.redebomdia.com.br/noticias/dia-a-dia/54398/pesquisa+inedita+indica+que+manicures+correm+risco+de+contrair+hepatite



SILVIA MENDONÇA - Jornalista, Ativista pela Paz e Meio Ambiente, Escritora e Poeta

http://silviamendonca.ning.com/forum/topics/fila-unica-de-transplantes



Alvaro Dias anuncia ações de inconstitucionalidade contra duas medidas provisórias e faz citações as Hepatites Virais em Plenário.

http://www.senado.gov.br/noticias/alvaro-dias-anuncia-acoes-de-inconstitucionalidade-contra-duas-medidas-provisorias.aspx


"O representante paranaense lembrou que o dia 19 de maio é o Dia Mundial de Combate às Hepatites. De acordo com ele, a Organização Mundial da Saúde estima que mais de 2 bilhões de pessoas são portadoras do vírus da hepatite B. Destas, 300 milhões acabam desenvolvendo doenças mais graves, como a cirrose e o câncer de fígado.
Já os portadores de hepatite C, informou Alvaro Dias, são 170 milhões no mundo, dos quais 3 milhões no Brasil. O senador pediu a rápida tramitação da matéria, atualmente sobre exame da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde é relatada pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS)."


Cristo Redentor entra na campanha de combate à hepatite