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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vacinação contra gripe na rede pública começa nesta segunda em Londrina

A campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (25) em Londrina. A imunização será feita até o dia 13 de maio. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é de que 89 mil pessoas sejam imunizadas neste período. A população com 60 anos ou mais devem ser vacinadas, além de gestantes e crianças entre 6 meses e menores que dois anos. Os profissionais da área da saúde que prestam atendimento direto à pacientes e toda população indígena também serão imunizados.

Segundo a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sandra Caldeira, a vacina protege contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Insfluenza B.

Ela explicou que nas crianças a vacina será aplicada em duas etapas. "Os pais devem ficar atentos, pois as crianças recebem meia dose na primeira etapa, mas a segunda aplicação ocorre após o prazo de 30 dias", disse. Já a vacinação dos adultos é feita em dose única.

No próximo sábado (30), todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Londrina ficarão abertas das 8 às 17 horas para atender a população. "É um dia em que as pessoas tem mais tempo para ir nos postos de saúde, já que muitos pais trabalham durante a semana", comentou.

Segundo a diretora de epidemiologia, no sábado também serão distribuidas vacinas contra Hepatite B, em que a aplicação foi estendida até os 29 anos. A ação de sábado faz parte de uma mobilização nacional, que vai contar com 65 mil postos abertos no país para imunizar a população.

A vacina é contraindicada para quem ter alergia a ovo ou para quem teve reação alérgica à dose que receberam no ano anterior.

O Ministério da Saúde distribuiu 33 milhões de doses para todo o país. A previsão é de 80% de cada grupo populacional seja imunizado contra a gripe neste ano.


Fonte: Juliana Leite


Nota do Blog:

Deixamos a pergunta: e a participação de divulgação, orientação e diagnósticos da hepatite C?

Parabenizamos a Sandra Caldeira pela bela iniciativa nas vacinações contra a B agora que não é época de campanha da Hepatite B(Julho). Aguardamos resposta ao nosso convite ao estado do Pr e municipio de Londrina quanto as suas participações da campanha em Maio que é o mês de luta contra a Hepatite C, trabalho que deveria ocorrer todos os dias, mas...

Aguardamos reposta do estado do Paraná e do Municipio quanto a Hepatite C. De que adianta vacinar contra a hepatite B e não orientar, divulgar e prevenir contra as outras Hepatites?

Se até mesmo portadores de um tipo de genótipo, podem se reinfectar com outro genótico, ou outro viurs e/ou microbactéria?


Vamos tampar o sol com a peneira até toda a população precisar de um transplante?


Telma Alcazar
MegLon

sábado, 23 de abril de 2011

Minha percepção sobre o que poderá acontecer com a chegada do Boceprevir e o Telaprevir

Existe muita expectativa em todos os países com a próxima chegada dos inibidores de proteases para o tratamento do genotipo 1 da hepatite C. Aproximadamente 56% dos pacientes infectados com o genotipo 1 que já receberam tratamento com interferon peguilado e ribavirina não obtiveram sucesso com a terapia e, esses, serão os primeiros a "exigir" o retratamento utilizando um dos dois novos medicamentos com os quais a possibilidade de cura da doença será de aproximadamente 70%..

Parece então que entraremos numa era dourada e fantástica para todos, sejam eles nunca antes tratados, não respondedores, recidivantes, com fibrose moderada e com cirroses, gordos e magros, homens e mulheres, jovens ou velhos, pretos ou brancos, americanos, hispânicos, europeus ou asiáticos, em fim, a esperança mais parece um sonho divino para centena de milhares de infectados com o genotipo 1 da hepatite C. Mas será que o sonho vai se transformar em realidade ou para alguns não passará de um pesadelo?

Acredito que inicialmente os médicos estarão indicando os novos medicamentos para pacientes que necessitam de um retratamento e para pacientes nunca antes tratados que apresentam alta carga viral ou maior dano hepático. Mas esses mesmo médicos estarão sofrendo forte pressão por todos os infectados com o genotipo 1, todos querendo os inibidores de proteases porque praticamente dobram a possibilidade de cura.

Mas até agora ninguém está atento a dois graves problemas que estarão acontecendo e que em muitos países levarão a saúde pública a um verdadeiro caos. Por exemplo, no Brasil (e o exemplo serve para muitos outros países) a capacidade de tratamentos na hepatite C oferecidos pelo sistema público da saúde está "paralisada" nos últimos cinco anos em aproximadamente 11.000 tratamentos por ano, estando os centros de tratamento totalmente lotados e, como nada de efetivo está sendo feito pelo ministério da saúde para aumentar a capacidade de atendimento é fácil estimar que em 2012 continuemos atendendo com a mesma capacidade.

É então, qualquer pessoa minimamente inteligente pode prever que quando de repente mais de 30.000 não respondedores se juntarem a esses 11.000 de todos os anos, será impossível atender 40.000 pacientes. Tenho absoluta certeza que o Judiciário vai ser procurado praticamente por todos e então o caos estará acontecendo nos centros de atendimento.

O caos estará instalado e acho isso muito bom. Sou por isso um profeta do caos? Em absoluto, mas falo que será muito bom porque lamentavelmente saúde pública se faz para atender demanda e como a demanda será absurdamente grande e a imprensa vai mostrar com destaque a falta de capacidade do ministério da saúde as respostas também deverão ser grandiosas. Vejo que finalmente as hepatites terão a atenção que sempre deveriam ter conseguido.

Um segundo grave problema que poderá acontecer é em relação ao custo dos novos medicamentos. Ninguém sabe ainda qual será o seu preço, mas certamente será elevado. Tudo bem que muitos poderão ser tratados em menos de 48 semanas, o que vai representar uma redução do gasto com interferon e ribavirina, mas ao se acrescentar o custo dos inibidores de proteases tal economia será perdida e, naqueles que receberão tratamento por 498 semanas o custo será bem superior.

A um aumento no custo do tratamento, não podemos ignorar o aumento da procura por tratamentos e retratamentos. Alguém está pensando no ministério da saúde em aumentar o orçamento para 2012. Para não passarem vergonha por falta de medicamentos sugiro, no mínimo, dobrar a verba de medicamentos para hepatites em relação a 2011.

Bom, eu coloquei publicamente meu pensamento sobre o que poderá acontecer, assim deixo em mãos dos responsáveis pela saúde a bomba viral que vai explodir. A bomba viral já está com o pavio acesso e não será soprando que o irão apagar. Somente ações imediatas de planejamento estratégico é que poderão encontrar soluções para enfrentar a avalanche de procura por tratamentos na hepatite C em 2012.

Carlos Varaldo

www.hepato.com
hepato@hepato.com

quinta-feira, 21 de abril de 2011

MANUAL DE REGULAMENTAÇÃO PARA TRATAMENTO FORA DE DOMICÍLIO/ TFD NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS- PR

Partes do Manual do TFD do Paraná, deixamos de lado algumas partes do Manual e nos focamos apenas ao que é importante para o paciente.

Link oficial do Manual para fazer download completo: Manual TFD Estado do Paraná

quarta-feira, 20 de abril de 2011

TFD - Tratamento Fora do Domicilio - Portaria/SAS/Nº 055 de 24 de fevereirode 1999

MINISTÉRIO DA SAÚDE

SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE

Portaria/SAS/Nº 055 de 24 de fevereirode 1999

Dispõe sobre a rotina do Tratamento Fora de Domicílio no Sistema

Único de Saúde – SUS,com inclusão dos procedimentos específicos na tabela de procedimentos do Sistema de Informações Ambulatoriais do SIA/SUS e dá outras
providências.

O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições,Considerando a necessidade de garantir acesso de pacientes de um município a serviços
assistenciais de outro município;

Considerando a importância da operacionalização de redes assistenciais de complexidade diferenciada, e Considerando a Portaria SAS/MS/Nº 237, de 09 de dezembro de 1998, publicada no Diário Oficial n° 238-E, de 11 de dezembro de 1998, que define a extinção da Guia de Autorização de Pagamentos – GAP, como instrumento para pagamento do Tratamento Fora do Domicílio – TFD, resolve:

Art. 1º - Estabelecer que as despesas relativas ao deslocamento de usuários do Sistema Único de Saúde – SUS para tratamento fora do município de residência possam ser cobradas por intermédio do Sistema de Informações Ambulatoriais – SIA/SUS, observado o teto financeiro definido para cada município/estado.

§ 1º - O pagamento das despesas relativas ao deslocamento em TFD só será permitido quando esgotados todos os meios de tratamento no próprio município.

§ 2º - O TFD será concedido, exclusivamente, a pacientes atendidos na rede pública ou conveniada/contratada do SUS.

§ 3º - Fica vedada a autorização de TFD para acesso de pacientes a outro município para tratamentos que utilizem procedimentos assistenciais contidos no Piso da Atenção Básica – PAB.

§ 4º- Fica vedado o pagamento de diárias a pacientes encaminhados por meio de TFD que permaneçam hospitalizados no município de referência.

§ 5º - Fica vedado o pagamento de TFD em deslocamentos menores do que 50 Km de distância e em regiões metropolitanas.

Art. 2º - O TFD só será autorizado quando houver garantia de atendimento no município de referência, com horário e data definido previamente.

Art. 3º - A referência de pacientes a serem atendidos pelo TFD deve ser explicitada na PPI de cada município.

Art. 4º - As despesas permitidas pelo TFD são aquelas relativas a transporte aéreo, terrestre e fluvial; diárias para alimentação e pernoite para paciente e acompanhante, devendo ser autorizadas de acordo com a disponibilidade orçamentária do município/estado.

§ 1º A autorização de transporte aéreo para pacientes/acompanhantes será precedida de rigorosa análise dos gestores do SUS.

Art. 5º - Caberá as Secretarias de Estado da Saúde/SES propor às respectivas Comissões Intergestores Bipartite – CIB a estratégia de gestão entendida como: definição de responsabilidades da SES e das SMS para a autorização do TFD; estratégia de utilização com o estabelecimento de critérios, rotinas e fluxos, de acordo com a realidade de cada região e definição dos recursos financeiros destinados ao TFD.

§ 1º A normatização acordada será sistematizada em Manual Estadual de TFD a ser aprovado pela CIB, no prazo de 90 dias, a partir da vigência desta portaria, e encaminhada, posteriormente, ao Departamento de Assistência e Serviços de Saúde/SAS/MS, para conhecimento.

Art. 6º - A solicitação de TFD deverá ser feita pelo médico assistente do paciente nas unidades assistenciais vinculadas ao SUS e autorizada por comissão nomeada pelo respectivo gestor municipal/estadual, que solicitará, se necessário, exames ou documentos que complementem a análise de cada caso.

Art. 7º - Será permitido o pagamento de despesas para deslocamento de acompanhante nos casos em que houver indicação médica, esclarecendo o porquê da impossibilidade do paciente se deslocar desacompanhado.

Art. 8º - Quando o paciente/acompanhante retornar ao município de origem no mesmo dia, serão autorizadas, apenas, passagem e ajuda de custo para alimentação.

Art. 9º - Em caso de óbito do usuário em Tratamento Fora do Domicílio, a Secretaria de Saúde do Estado/Município de origem se responsabilizará pelas despesas decorrentes.

Art. 10 – Criar nas Tabelas de Serviço e Classificação do SIA/SUS o serviço de TFD e sua classificação:

TABELA DE SERVIÇO

CÓDIGO                                                               DESCRIÇÃO
    23                                                         Tratamento Fora de Domicílio - TFD.


CLASSIFICAÇÃO DO SERVIÇO DE TFD

CÓDIGO                                                               DESCRIÇÃO
    00                                                               Serviço sem classificação.


Art. 11 – Incluir na tabela de procedimentos do SIA/SUS, os seguintes procedimentos:

423-5 – Unidade de remuneração para transporte aéreo a cada 200 milhas por paciente/acompanhante.
Ítem de Programação 21 AVEIANM
Nível de Hierarquia 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8
Serviço/Classificação 23/00
Atividade Profissional 00

425-1 – Unidade de remuneração para transporte terrestre a cada 50 km de distância por
paciente/acompanhante.
Ítem de Programação 21 AVEIANM
Nível de Hierarquia 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8
Serviço/Classificação 23/00
Atividade Profissional 00

427-8 – Unidade de remuneração para transporte fluvial a cada 50 km de distância por
paciente/acompanhante.
Ítem de Programação 21 AVEIANM
Nível de Hierarquia 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8
Serviço/Classificação 23/00
Atividade Profissional 00

428-6 – Ajuda de custo para alimentação de paciente e acompanhante quando não ocorrer o
pernoite fora do domicílio.
Ítem de Programação 21 AVEIANM
Nível de Hierarquia 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8
Serviço/Classificação 23/00
Atividade Profissional 00

429-4 – Ajuda de custo para diária completa (alimentação e pernoite) de paciente e acompanhante.
Ítem de Programação 21 AVEIANM
Nível de Hierarquia 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8
Serviço/Classificação 23/00
Atividade Profissional 00

437-5 – Ajuda de custo para alimentação de paciente sem acompanhante quando não ocorrer o
pernoite fora do domicílio.
Ítem de Programação 21 AVEIANM
Nível de Hierarquia 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8
Serviço/Classificação 23/00
 Atividade Profissional 00

441-3 – Ajuda de custo para diária completa (alimentação e pernoite) de paciente sem
acompanhante.
Ítem de Programação 21 AVEIANM
Nível de Hierarquia 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8
Serviço/Classificação 23/00
Atividade profissional 00

Art. 12 – Fixar os valores dos procedimentos ora criados:

CÓDIGO SP ANEST OUTROS TOTAL
423-5  0,00  0,00  100,00  100,00
425-1  0,00  0,00      3,00     3,00
427-8  0,00  0,00      2,00     2,00
428-6  0,00  0,00    10,00   10,00
429-4  0,00  0,00    30,00   30,00
437-5  0,00  0,00      5,00    5,00
441-3  0,00  0,00    15,00  15,00

Art. 13 – O valor a ser pago ao paciente/acompanhante para cobrir as despesas de transporte é calculado com base no valor unitário pago a cada 50 km para transporte terrestre e fluvial ou 200 milhas para transporte aéreo percorrido.

Art. 14 – Os valores relativos aos códigos 423-5, 425-1 e 427-8 são individuais, referentes ao paciente e ao acompanhante, conforme o caso.

Art. 15 – Os comprovantes das despesas relativas ao TFD deverão ser organizados e disponibilizados aos órgãos de controle do SUS.

Art. 16 – As Secretarias Estaduais/Municipais de Saúde deverão organizar o controle e a avaliação do TFD, de modo a manter disponível a documentação comprobatória das despesas, de acordo com o Manual Estadual de TFD.

Art. 17 – As SES/SMS deverão proceder o cadastramento/recadastramento das unidades autorizadoras de TFD, observando a codificação de Serviço/Classificação criados.

Art. 18 - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeirosa partir de 1º de março de 1999.


RENILSON REHEM DE SOUZA
\\SERVER-SAS\GERAL-SAS\Sala720\Portarias\Rotina TFD.doc






segunda-feira, 18 de abril de 2011

Hepatite C

Hepatite C


A OMS estima que 5 milhões de brasileiros estejam contaminados com o vírus da hepatite C e NÃO SABEM.

A hepatite C é causada por um vírus que ataca o fígado de forma lenta e silenciosa, inicialmente sem sintomas físicos para o portador(assintomática). O vírus pode danificar o fígado da pessoa contaminada, ocasionando, cirrose e/ou câncer do fígado. A evolução do dano ao fígado é diferente para cada individuo, podendo levar entre 20 a 30 anos, quando 1 de cada 4 infectados evolui para cirrose e/ou câncer no fígado. O portador de hepatite C que desconhece estar infectado aparentemente leva uma vida totalmente normal, pois a patologia na maioria dos casos não apresenta sintomas e os riscos de contágio na vida social, na família ou no trabalho são pequenos quando tomadas algumas precauções. E silenciosamente pode estar perdendo o seu fígado!


Transmissão

A maior fonte de contaminação aconteceu no passado com as transfusões sanguíneas, hoje muito reduzidas pelos testes de sangue realizados nos hemocentros.

O compartilhamento de seringas e de agulhas de injeção por uso médico também foi grande fonte de contaminações, hoje deve se usar apenas material descartável.

Atualmente, os maiores fatores de risco de contaminação são o compartilhamento de materiais de higiene pessoal(alicates de unha, laminas de barbear, acidentes perfuro cortantes hospitalares e não hospitalares), incluindo clinicas de estética que não seguem as Leis de biossegurança.


Triagem e Acompanhamento

TODAS pessoas com mais de 30 anos ou que se encontram em situações de risco(profissionais de saúde, bombeiros, policiais, manicures etc...) devem fazer seus exames conta as hepatites e imunizar-se nos casos da hepatite A e B caso não esteja imunizado ainda , já o exame da hepatite C é chamado Anti-HCV, é um exame de sangue simples, barato, não é traumático(não deve doer). É coberto por todos os planos de saúde e feito gratuitamente pelo SUS em todos os municípios do Brasil. No caso do SUS procure o local chamado CTA – Centro de testagem e Aconselhamento ou ainda algum posto de Saúde(UBS).

Na sua próxima consulta médica, converse peça a seu médico para realizar os exames de detecção das hepatites. Se o resultado for positivo, procure assistência médica especializada(médico hepatologista, infectologista ou um gastroenterologista) através do SUS ou seu plano de saúde.

No caso da hepatite C, não existe vacina! A única prevenção é a informação.

Como evitar o contágio com a Hepatite C?
Infectar-se com o vírus da hepatite C é muito difícil, pois ele somente é transmitido através do contato com sangue contaminado penetrando na pele por algum ferimento.

Não há comprovação cientifica de contaminação através de outras secreções(fluídos) corporais, como saliva, suor, lágrimas, sêmen ou leite materno(a mãe contaminada pode amamentar). Não ocorre transmissão do vírus da C por meio de abraços, beijos, sexo tradicional, ou pelo compartilhamento de pratos, copos e talheres, Já os matérias de higiene perfuro cortantes deve ser separado(alicates de unha, laminas de barbear, uma vez que podem transmitir inclusive outros microorganismos além da hepatite C).

O próprio portador da hepatite C deve cuidar-se para não entrar em contato com outros microorganismos que podem agravar seu estado de saúde.

O contágio sexual é muito difícil e nem pode ser chamado de contágio sexual, porque mesmo durante o ato sexual SE houver sangramento arterial durante o ato sexual, e os dois parceiros estiverem feridos (porta de saída e porta de entrada do sangue) a transmissão ainda é via sanguínea, ou seja, sem sangue, sem possibilidade de contaminação.

Não podemos deixar de comentar sobre os estupros e atos sexuais violentos, nesses casos pode haver sangramentos e se um dos parceiros estiver contaminado, a transmissão poderá ocorrer através dos ferimentos provocados pelo ato.

Contudo todos nós portadores das Hepatites ou não, devemos adquirir o costume educado de utilizar somente suas matérias de higiene individuais.

Exija que seu dentista use máscara facial, luvas e protetores da base da turbina, no micro-motor, da seringa de ar e da “asa” do foco de luz, descartáveis e que sejam trocados na sua frente. O vírus de matem vivo(ativo) até por três dias nos instrumentos contaminados. E ao serem reutilizados podem infectar outras pessoas, além de infectar um portador com outros microorganismos quando os cuidados com a biossegurança não estão devidamente cumpridos.


NÃO EXISTE OUTRA FORMA DE PREVENÇÃO CONTRA HEPATITE C, APENAS APRENDER E CUIDAR-SE

O MELHOR TRATAMENTO É O PREVENTIVO!

C TEM CERTEZA QUE NÃO TEM  A C?
Não deixe que esse silencio faça barulho em sua vida!

Telma Alcazar
Coordenadora
MegLon

Hepatite C Não é uma DST - Sociedade Brasileira de Hepatologia





Entrevistas para enquete referente à reportagem do Jornal Folha de São Paulo


Recentemente, o jornal Folha de São Paulo, maior veículo impresso do Brasil, publicou uma matéria intitulada “Hepatite C é ligada a jovens que fazem sexo com muitas pessoas”. A notícia informava que um estudo realizado pela USP - Universidade de São Paulo sugere que homens jovens e promíscuos são as vítimas preferenciais da Hepatite C. Esta noticia gerou especulações acerca da possibilidade da transmissão sexual do Vírus da Hepatite C ter sido subestimada ao longo dos anos dedicados ao estudo desta doença.

O assunto é controverso, mas existe farta documentação cientifica contrária à importância da transmissão sexual do Vírus C, exceto em situações peculiares.

Ademais, o tópico apresenta serias dificuldades para a sua avaliação científica. È necessário controlar nos estudos os fatores que chamamos, na linguagem da metodologia científica, de “confundimento.” No caso da Hepatite C, o vírus pode ser transmitido por diversas vias parenterais, ou seja, partilha de instrumentos perfuro-cortantes ou abrasivos, mesmo objetos de uso pessoal como tesoura de unhas e escova de dente. Não raro, indivíduos com comportamento sexual de risco, partilham estes instrumentos. Isso pode levar o investigador a falsamente aceitar a transmissão sexual se o estudo não tiver mecanismos para controlar estes “ fatores de confundimento”.

Além disso, deve-se ter o máximo cuidado quando incluímos na amostra usuários de drogas intravenosas. Ademais, quando a amostra é pequena (poucos pacientes incluídos no estudo) como é o caso do estudo que levou a esta controversa conclusão.

Esta é uma população particularmente difícil de estudar, não só pela dificuldade de informações seguras, assim como pela abundancia de fatores de confundimento.

Reconhecendo ser este um tema de importância, a SBH ouviu expertos em Hepatite C do Brasil e do exterior, todos com reconhecida experiência no assunto, pois são formadores de opinião e trabalham em centros de referencia para Hepatite C.

Para tanto, solicitamos os serviços da assessoria de comunicação da Texto&Cia. Esta, por sua vez, teve total independência para entrevistar expertos em Hepatologia, todos especialistas formadores de opinião.

A Entrevista aconteceu durante o Evento da SBH “Hepatologia do Milênio” em Salvador, de 14 a 17 de Julho de 2010. Todos os entrevistados foram convidados do evento para proferir conferencias, participar de mesas redondas e discutir casos clínicos complexos.

A Sociedade Brasileira de Hepatologia tem por objetivo contribuir para esclarecer a população, mormente os mais de 2.000.000 de brasileiros portadores de Hepatite C e aos seus familiares.

Este é um papel social das sociedades de especialidades médicas e também da imprensa.


Raymundo Paraná
Presidente da SBH
Professor Livre-Docente de Hepatologia Clinica da UFBA
Chefe do Serviço de Gastro-Hepatologia do Hospital Universitário da UFBA


Entrevistas

P- Qual é a sua opinião a respeito deste assunto?


Fábio Marinho do Rêgo Barros – Diretor da SBH – Sociedade Brasileira de Hepatologia e Hepatologista do Hospital Português de Pernambuco


Acho que é muito arriscado você usar um meio de comunicação como a Folha de São Paulo para divulgar uma informação que a princípio soa um tanto quanto alarmante. Primeiramente, o texto começa com um erro crasso que é a informação de que a hepatite C é uma doença incurável, quando na verdade nós sabemos que com os métodos atuais nós podemos curar efetivamente cerca de 50% das pessoas. A questão da transmissão sexual ou outras vias como se investigou no artigo não me parece muito convincente. Em vários estudos publicados em rigorosas revistas não existem indicadores de que casais monogâmicos se infectam mutuamente, quando um é positivo e o outro negativo. Normalmente você tem outras vias de contaminação que não a via sexual. Além disso, via sexual “convencional” não pode ser confundida com outras práticas sexuais como, por exemplo, sexo anal mais selvagem onde pudessem ocorrer pequenas lacerações. Neste caso poderia ter algum contato com o vírus, mas seria uma transmissão que se aproximaria mais da parenteral pelo contato como o sangue e não pelo sexo em si.

Então, basicamente, é o contato com o sangue, como toda a via de transmissão da Hepatite C é: transfusão sanguínea, usuários de drogas, partilha de instrumentos cortantes, partilha de seringas, ou seja, meios que tenham o sangue como veículo de transmissão viral.


Edna Strauss – Hepatologista do INCOR, Universidade de São Paulo.


Inicialmente destaco que eu não gostei do enunciado. “Homens jovens e promíscuos teriam maior propensão a ter Hepatite C, a desenvolver, ou a pegar, ou serem contaminados com o vírus da Hepatite C”. A epidemiologia da Hepatite C é muito bem conhecida. A forma preferencial de contaminação da Hepatite C é a forma parenteral, ou seja, exposição a produtos do sangue levados por corte, por agulha, por seringa contendo material contaminado. A possibilidade de contaminação sexual, através da relação sexual, desde que não haja grosseiras escoriações com sangramento. Por isso, a relação homossexual traumática realmente pode levar a contaminação, não pela relação sexual propriamente dita, mas pelo trauma da relação, pela contaminação de ambas as partes. Isso pode acontecer. Isso já é muito conhecido, - mas não é a via mais importante de contaminação.

O indivíduo pode se contaminar de inúmeras maneiras. Precisamos definir o que é promiscuidade sexual. A promiscuidade pela Organização Mundial de Saúde significa que o indivíduo tem ou teve mais de dois parceiros sexuais em seis meses. Neste contexto, se a pessoa tem mais de dois parceiros em seis meses, pela Organização Mundial de Saúde, ele é conceituado como promíscuo sexualmente. Um indivíduo com este perfil pode ter maior possibilidade de adquirir também a Hepatite C, porém, cabe a pergunta, sobre a confirmação de que a Hepatite C seja uma doença sexualmente transmissível. Nós sabemos que a Hepatite B tem importante transmissão sexual, mas a hepatite C é bem diferente. O vírus da Hepatite B tem uma efetividade muito maior, mas a Hepatite C não. A Hepatite C tem uma menos estabilidade no meio ambiente, a contaminação é mais difícil mesmo no acidente por agulha. Resumindo, a probabilidade de contaminação pelo sexo não é nula, isso nós sempre colocamos para os nossos pacientes, ela não é nula, mas ela é muito pequena, o que faz com que não se possa dizer que esta Hepatite é de transmissão sexual.

Existem formas diversas de contaminação da Hepatite C. Por conta disso, sempre que vejo um paciente com Hepatite C solicito o exame ao parceiro. Não porque eu ache que o sexo transmita a doença, mas porque a convivência diária entre os dois faz com que outras formas de contaminação aconteçam, por exemplo partilha de escova de dente, alicates de unha, ECT. Já tive um caso assim na minha clínica: o marido estava infectado, quando pedimos da esposa ela também estava infectada. Aí eu busquei os meios de contaminação e ela disse “Ah doutora, ele fazia a barba e depois eu pegava a gilete e me depilava com a mesma gilete”, portanto um material cortante que foi compartilhado. Assim como alicates de manicure, assim como uma agulha, uma tesoura, qualquer coisa que possa um ter usado e o outro ter usado também e com isso transmitir o vírus. Então o meio familiar, a convivência dos cônjuges pode realmente fazer com que haja uma transmissão do vírus, o que não quer necessariamente dizer que seja sexual. E no caso dessa pesquisa onde a maior parte das pessoas tinha uma atividade sexual muito intensa, seria necessário esclarecer mais detalhadamente quais são os outros hábitos dessas pessoas promíscuas. Sem isso não é possível excluir todos os outros fatores para confirmar que foi o sexo, realmente, o responsável pela contaminação.


Gilmar Amorim – Gastroenterologista, Docente do Departamento de Medicina Integrada da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Membro do grupo de expertos em Medicina Baseada em Evidencia da SBH.


Venho oferecer algum esclarecimento sobre essa questão que foi fortemente veiculada na mídia escrita e que de alguma forma deve estar causando algum transtorno emocional às pessoas que tem Hepatite C. Primeiro ponto: eu quero deixar claro que concordo plenamente com a nota publicada pela Sociedade Brasileira de Hepatologia. Perfeita a nota, ela esclarece que a Hepatite C não pode ser considerada uma doença sexualmente transmissível à luz dos conhecimentos atuais. E ponto final sobre o assunto.

Essa opinião é também de todas as sociedades de Hepatologia, no mundo inteiro. Ainda sustenta esta opinião o CDC (Centers for Disease Control) norte americano. A forma preponderante de transmissão é através do sangue contaminado. Então a nota da Sociedade ela é perfeita nesse sentido e ela ainda diz mais: que os trabalhos que lidam com esse assunto podem ter fatores complicadores à sua análise, ou seja, a metodologia inadequada. E aí se pode chegar a conclusões inadequadas. O assunto é muito delicado, pois pode resultar em preocupações para as pessoas, para os que estão enfermos, para os seus familiares, para o médico assistente e para todos aqueles lidam com o enfermo. Então eu concordo ainda mais com o que a nota da SBH quando diz que o sexo seguro é uma recomendação de universal e deve ser praticado por todos, independente da suspeita do parceiro ter ou não Hepatite C, sobretudo se esse parceiro não é fixo. Perfeita essa nota, eu não acrescentaria nada mais a isso aí, pois eu estou totalmente de acordo. E quero me inscrever dentre os que manifestaram descontentamento com essa informação de que a Hepatite C pode ser transmitida por via sexual, ou o conceito de alta conectividade com a via sexual de transmissão, conforme foi publicado.


Moisés Diago – Hepatologista, Universidade de Valencia, Espanha


Infelizmente não li este artigo, mas reluto em acreditar que esteja certo. Teria que interpretá-lo, pois pode haver mais fatores que tenham levado erradamente a esta conclusão. Na Minha opinião (é uma opinião geral, não só minha), é que o vírus da Hepatite C não é um vírus de transmissão sexual. Este é um vírus de transmissão por via sanguínea, por punções, não através de mucosas, ou seja, requer que haja ulcerações na mucosa para que possa ser transmitido.

No ano de 1996 publiquei um estudo na Espanha feito em familiares de pacientes com Hepatite C e também com seus parceiros sexuais e nos contatantes familiares. Minha conclusão foi a de que a via de contato familiar não transmite o vírus. Já que nos parceiros sexuais tinham um aumento de prevalência, mas quando analisamos os genótipos (Tipo Genético do Vírus), a metade era diferente, ou seja, cada membro do casal possuía um tipo de vírus diferente, portanto haviam contraído separadamente a infecção. Eles não haviam transmitido um para o outro. Isso em casais que eram casais heterossexuais estáveis.

Também nos filhos, não havia transmissão, mesmo entre os filhos de mães sero-positivas.

Sabemos sim que é possível existir a transmissão sexual, mas é uma probabilidade muito baixa, de apenas 2 ou 3%. Há muitos trabalhos que tratam de possíveis transmissões sexuais, mas muitos deles foram realizados em clínicas de doenças de transmissão sexual, onde atendem a pacientes, mulheres ou homens com doenças sexualmente transmissíveis, ou seja, mulheres que tem ulcerações na vagina. Então isso é um fator que tem que ser desmascarado, porque possivelmente uma mucosa da vagina que está com ulceração pode transmitir o vírus, o mesmo com o pênis do homem, pode ocorrer essa via. Este não é o conceito clássico de transmissão sexual. Mas com uma mucosa intacta não deve existir a transmissão.

Qual seria a explicação para o resultado desse estudo da USP? Eu creio que as pessoas que chegam a ter 50 parceiros sexuais têm muitas outras condutas de risco. Não todos, mas dessas 50 pessoas com quem o indivíduo teve relações sexuais em um ano temos, com certeza, algumas pessoas com DSTs e vírus C. Então temos que controlar este fator. Eu acredito que este seja um fator importante. Há também outras condutas a que essa conduta se associa. Mas pode haver hábitos que não estão claros, mas que poderiam explicar esse resultado. Portanto de um estudo assim não se pode concluir, quando há outros tantos estudos que dizem que o vírus da Hepatite C não é um vírus de transmissão sexual. Não podemos concluir que a transmissão sexual é um fator importante. Sim que pode acontecer em determinados comportamentos. Mas a recomendação de todas as sociedades é que não é necessário utilizar preservativos nas relações estáveis com um paciente portadores do vírus C, haja vista que depois de 20, 30 anos de convivência não há transmissão. Portanto, possivelmente esse fator que embasa esse estudo é mais um fator de conjunção de outros fatores que se associam à conduta daqueles indivíduos que variam parceiros sexuais. Todas as sociedades recomendam que nos casos de grande número de trocas de parceiros seja utilizado o preservativo. Mas acho que isso não há relação com o vírus C, pois há outras doenças são de transmissão sexual como a Hepatite B e a AIDS. É claro que numa gama de 50 parceiros deve haver pessoas com alguns outros problemas como uma ulceração na vagina ou algum comportamento de risco como o compartilhamento de seringas, objetos de uso pessoal, etc. Creio que aí esteja a confusão.


Christian Trepo – Hepatologista, Hospital Hotel Dieu, Universidade Claude Bernard, Lyon-França


Eu acho que deve haver uma confusão nesse estudo, pois o que é sabido é que usualmente a Hepatite C não é transmitida pelo sexo, especialmente entre casais. Agora o que foi recentemente descoberto é que homens que fazem sexo com homens são responsáveis por uma epidemia de hepatite C aguda. Mas isto não foi descrito para casais heterossexuais. Então o que realmente faz diferença é a preferência sexual.



Cláudio Figueiredo Mendes – Hepatologista, Chefe do Serviço de Hepatologia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro


Sobre o estudo que foi divulgado pela imprensa em São Paulo, mencionando a possível transmissão, ou quase que confirmando a transmissão a fácil sexual do vírus da Hepatite C, existem, obviamente, vários questionamentos a respeito das conclusões. O que nós temos até hoje é que a transmissão do vírus da Hepatite C é principalmente por via parenteral, ou seja, contaminação através de sangue. A contaminação sexual seria uma via secundária, mas muito pouco importante.

A chance de transmissão através da via sexual é muito pequena mesmo. Parece que esse estudo teve vários erros na sua concepção. Eu não o conheço na integra, então não posso criticá-lo metodologicamente, mas, de qualquer forma, parece que esse estudo tem algumas contaminações e alguns vieses que podem ter prejudicado a avaliação final dos autores, envolvendo o uso de drogas e outros comportamentos de risco. É muito difícil você determinar exatamente se foi a via sexual a responsável pela disseminação do vírus da Hepatite C nesse caso.


Heiner Wedemeyer – Hepatologista, Docente do Departamento de Gastroenterologia, Hepatologia e Endocrinologia da Hannover Medical School na Alemanha. Presidente da EASL (Associação Européia para o Estudo do Fígado)


Primeiramente, esses dados são muito importantes, pois precisamos identificar fatores de risco para variadas vias de transmissão da Hepatite C. O que esse estudo mostra é que pessoas com certos perfis podem ter maiores probabilidades de serem infectadas com o vírus da Hepatite C. Mas não é verdade que a Hepatite C seja transmitida pela relação sexual. Este assunto tem que ser tratado com muito cuidado, pois se você não tiver fatores de risco adicionais, a probabilidade de transmitir a hepatite C por relação sexual é muito baixa. Nós conhecemos milhares de pessoas que são casadas e mantém relações sexuais por mais de 30 anos e não transmitiram Hepatite C aos seus parceiros. Entretanto a descoberta de que homens jovens com freqüente troca de parceiros têm uma probabilidade maior de transmitir Hepatite C sugere que eles possam ter também outros comportamentos que estão levando a um risco maior de infecção. E isso tem que ser investigado mais profundamente.

Deve ressaltar que se o paciente, além disso tudo, for imunossuprimido, ou tiver o vírus do HIV, aí a relação sexual é um fator de risco elevado para a transmissão. Isto está documentado, mas a transmissão sexual clássica entre indivíduos com integridade do sistema imunológico é de menor importância. Isso foi mostrado também na Europa, onde observamos um surto de Hepatite C entre homens portadores do vírus HIV. Estes podem transmitir o vírus da Hepatite C através de relação sexual.


Edson Roberto Parise – Hepatologista, Professor adjunto da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e Presidente da Associação Paulista para Estudo do Fígado.


O estudo eu não conheço em detalhes, mas a forma como foi divulgada a notícia é extremamente preocupante. Isso porque ela induz a que se creia que os pacientes que tem Hepatite C são normalmente indivíduos promíscuos, o que é uma inverdade total. A maior parte desses pacientes teve a sua infecção ou através de transfusão sanguínea ou através do uso de seringas/agulhas contaminadas. A promiscuidade é baixíssima entre todos os nossos pacientes, e o que estranha nesse estudo é que ele contraria todos os achados de todos os grupos no Brasil. Foi o único trabalho, com uma casuística muito pequena - deve-se frisar isso - que se dispôs a ter conclusões extremamente apressadas e, a meu ver, extremamente errôneas.

Eu não posso dizer que no estudo isso não existiu, porque nós não temos acesso aos dados, mas é muito intrigante que isso contrarie todas as casuísticas muito mais amplas que já foram realizadas no Brasil e no mundo a esse respeito. Foram estudos robustos, publicados em revistas de reconhecido rigor metodológico, tinham amostra de pacientes muito maiores do que a do estudo em questão. Portanto, é difícil aceitar uma conclusão tão contundente de um único estudo que não tem estes predicados que acabei de citar.

Repórter - Esses estudos, tanto do Brasil como do mundo, não indicam a Hepatite C como DST?

Edson Parise – Tanto é que nem nós, os médicos que cuidamos dos pacientes com Hepatite C, e nem mesmo os organismos de saúde Norte-Americanos indicam o uso de preservativo para parceiros sexuais estáveis de pacientes com Hepatite C. Então esse artigo está na contramão do mundo e é uma pena que se dê a ele uma dimensão como a que foi dada, dentro de um veículo tão importante quanto a Folha de São Paulo.


Paulo Roberto Abraão Ferreira – Infectologista da UNIFESP - São Paulo


Realmente a possibilidade de transmissão sexual da Hepatite C tem sido cada vez mais valorizada, particularmente dentre pacientes que são portadores do HIV e que tem práticas homossexuais, ou seja, indivíduos homossexuais masculinos. De forma que, provavelmente, pelos dados da literatura, aqueles pacientes que praticam sexo, particularmente sexo anal, com algum grau de traumatismo nessa cópula, podem desenvolver lacerações e, consequentemente, sangramento local durante o ato sexual e então facilitar a transmissão sexual do vírus da Hepatite C.

Existem vários relatos em trabalhos científicos mostrando surtos de Hepatite C dentre portadores do HIV e pacientes que são homossexuais, com prática de sexo anal. Existe sempre, da nossa parte, uma preocupação também porque não raro nós observamos na nossa prática clínica e também em dados relatados pela literatura, casos de infecção aguda em indivíduos que não são portadores do vírus HIV, algumas vezes em casais heterossexuais onde o(a) parceiro(a) adquire Hepatite C após contato com o namorado ou marido infectado por Hepatite C em casos agudos. Então, de fato essa possibilidade de transmissão sexual da Hepatite C pode existir, mas não é a principal forma de transmissão. Não deve ser também negligenciada. A orientação de sexo seguro e uso de preservativos é universal, com todos os cuidados que se recomenda, tanto para evitar a infecção pelo vírus HIV, como para evitar a infecção pelo vírus da Hepatite B.


Victorino Spinelli – Hepatologista da UFPE, ex-presidente da SBH

Há uma série de falhas e inverdades, e também há falta de base sobre o que está sendo afirmado. Em relação à transmissão sexual do vírus da Hepatite C, isso é uma possibilidade, mas de menor importância, exceto em grupos com comportamento de risco peculiar. Inclusive há estudos publicados que indicam um risco de uma pessoa adquirir o vírus da Hepatite C se o parceiro for contaminado. Nem sempre a transmissão se deu pelo sexo neste caso, pois existem outras vias de transmissão que são difíceis de avaliar.

Isso tem sido observado tanto em parceiros monogâmicos como também em multiplicidade de parceiros. Eu não conheço nenhum estudo que tenha relacionado isso especificamente com a multiplicidade de parceiros. Qualquer doença sexualmente transmissível aumenta a incidência quando também se aumenta o numero de parceiros. Em relação à Hepatite C, eu desconheço estudos com números contundentes em favor da transmissão sexual. que é muito baixa. Na minha experiência pessoal, eu já tentei avaliar isso em esposas de doadores de sangue e a presença do anticorpo nessas esposas foi muito baixo Outra experiência, não é um estudo científico, mas é resultado da minha observação em prática medica: Alguns anos atrás, de 500 pacientes tratados, boa parte deles casados, de relação supostamente monogâmica, apenas 5 pessoas, ou coincidências, não quero julgar que foi transmissão sexual, mas coincidências, nas quais esposas e maridos eram HCV positivo. Quando isso acontece, você ainda não pode afirmar que foi transmissão sexual porque, por exemplo, a mulher usa o barbeador do marido para depilação e essa é uma via sabida de transmissão. Além de mais, uma série de outros contatos nos quais o sangue de um pode entrar em contato com o do outro.

Vamos avaliar o genótipo 1a ou o genótipo 1b. O genótipo 1 é o mais freqüente em São Paulo. Cerca de 60% a 70% das infecções pelo vírus C em São Paulo são genótipo 1. Não é de espantar que haja essa coincidência entre genótipos nos indivíduos, o que não necessariamente significa que seja o mesmo vírus. Portanto, este aspecto não serve para embasar a conclusão de transmissão sexual, exceto se houver o sequenciamento de genoma viral para comprovar que são o mesmo vírus. Já em Pernambuco, entre 50% e 60%. No Rio Grande do Sul, o número é um pouco menor. Quando se fala em subtipos a e b, não parece lógico aquilo que a pesquisa aponta. Os autores dizem que os indivíduos com comportamento promíscuo têm o genótipo 1a e os que contaminaram com transfusão de sangue tenha o 1b. Não sei em que se baseia essa afirmação!!!

Mas o que vale ressaltar a luz do que conhecemos de estudos bem conduzidos é que prevalência da transmissão sexual da Hepatite C é baixíssima, com um parceiro ou com múltiplos. Já o risco de contaminação da Hepatite B por via sexual existe sim e a camisinha e a vacinação podem auxiliar na prevenção do contágio.

Fonte: Sociedade Brasileira de Hepatologia
Repassado para o Meglon pelo Grupo Unidos Venceremos - Obrigada Micky!
Campanha das Hepatites do Mês de Maio de 2011

Seja um voluntário – Participe na divulgação das hepatites

Pelo 10º ano consecutivo as associações de pacientes estarão realizando atividades no dia 19 de maio.  Na realidade 19 de maio é a data, mas as atividades são realizadas durante todo o mês em especial entre os dias 19 e 31.

Para dar maior visibilidade a campanha atingindo o maior número possível de pessoas e, ainda, para mostrar ao governo federal a necessidade de vez por todas despertar para o grave problema das hepatites é necessário que você atue como um voluntário na campanha de maio de 2011.

É fácil, simples, todos podem realizar atividades que praticamente nada custam em dinheiro, sendo necessário simplesmente dedicar uma parte pequena de seu tempo.  Com isso, tenha certeza, vamos conseguir diminuir o estigma e discriminação, vamos alertar muita gente a fazer o teste de detecção e ainda, estaremos salvando muitas vidas, em especial daqueles cinco milhões de brasileiros que por falta de campanhas de informação e alerta ainda não sabem que estão infectados.

Existem varias formas de trabalho voluntario que você pode realizar:


1 – Encomende missas e cerimônias ecumênicas.

Fale com o padre ou o pastor da sua igreja, seja a religião católica, judia, evangélica, protestante, em fim, qualquer uma já que é uma atividade ecumênica, para que entre os dias 19 e 31, nas cerimônias comunitárias façam uma oração em nome DOS MILHÕES DE BRASILEIROS QUE ESTÃO INFECTADOS COM AS HEPATITES E AINDA NÃO SABEM QUE ESTÃO DOENTES.

Uma vez marcadas as cerimônias, por favor, nos avise o nome da igreja, o endereço, a cidade e estado e o horário da cerimônia.  Todas as que forem encomendadas constaram de uma listagem disponível na internet e servirão para dar visibilidade a campanha, em especial para despertar o interesse da imprensa e para mostrar ao ministério da saúde que é necessário diagnosticar os já infectados quanto antes, antes que venham a falecer.


2 – Realize sua campanha particular

Você pode nos solicitar folhetos e cartazes para realizar alguma atividade de divulgação na sua cidade, podendo ser na escola, na universidade, no trabalho, no clube, pode colocar os cartazes no supermercado, na farmácia, no posto de saúde, no hospital, em fim, pense grande e faça sua parte divulgando a necessidade do teste, o qual pode salvar vidas.

Estando disposto a realizar alguma atividade e necessitando material, nos envie um e-mail com seu nome, endereço completo, CEP e se possível o que vai realizar.  Também listaremos na internet tudo o que será realizado.  Se desejar que seu nome conste dessa listagem, por favor, você deve nos autorizar no mesmo e-mail a incluir o seu nome, caso contrario pode permanecer anônimo.




3 – Veicule a gravação da campanha nas rádios comerciais e comunitárias da sua cidade.

Nesta semana já estará definido qual será o spot a ser veiculado.  Você pode solicitar a veiculação institucional, que sempre é feita gratuitamente, nas rádios comerciais e comunitárias da sua cidade.  É fácil de conseguir, pois é uma campanha de saúde pública.  Também nos avise quais rádios aceitaram participar, para realizar uma listagem na internet.

IMPORTANTE:

Faltam 30 dias para iniciar a campanha, vamos então começar a trabalhar!

Até o final da semana você estará recebendo novas informações, mas já pode ir pensando como se envolver e participar ativamente da Campanha das Hepatites 2011. 

Juntos vamos conseguir salvar muitas vidas. CTAs e Programas de DST/AIDS e de Hepatites dos estados e municípios estão interessados em trabalhar e realizar atividades, então vamos trabalhar junto a quem está interessado em melhorar a saúde da população, ignorando os que querem esconder o problema embaixo do tapete. Como cidadãos devemos gritar para despertar o governo federal.

Campanha Internacional da luta contra as Hepatites Virais

Não realizar campanhas de detecção da hepatite C no Brasil
pode acarretar mais de 1.000.000 de casos de cirroses nos próximos 10 anos.
Se detectada precocemente, até 600.000 mortes poderão ser evitadas.

"Não saber é ruim, não querer saber é pior,
mas não se preocupar com as conseqüências dessa omissão é imperdoável"


Carlos Varaldo

domingo, 17 de abril de 2011

Triste atuação do Departamento DST/AIDS repete o acontecido em 2010

Contrariando a aprovação pelo Dr. Jarbas Barbosa, diretor da SVS-MS, o Departamento DST/AIDS/Hepatites não estará participando nas ações do Dia 19 de Maio, uma ação desenvolvida nos últimos 10 anos no Brasil por iniciativa das ONGs e hoje realizada em 62 países como o Dia Internacional da Luta contra as Hepatites Virais.

Como nunca dependemos dos gestores das hepatites no ministério da saúde para realizar nosso trabalho no mês de maio, continuarão as ONGs e os programas municipais e estaduais a realizar ações que beneficiem o povo, tentando encontrar todos aqueles que estejam infectados.

No item 6 da Nota Técnica, tal qual aconteceu em 2010, informam que estarão realizando ações em 28 de Julho. No mês de março do ano passado também informaram que nada seria feito em maio, mas que conforme ao novo dia sugerido pela OMS teria uma ampla campanha de divulgação no mês de julho de 2010. Alguém viu algo alem de um evento num pequeno auditório do ministério em Brasília?

Não merece qualquer comentário tal atitude, pois ela, por si só mostra que o Departamento de DST/AIDS/Hepatites é contra ações que alertem a população sobre a necessidade do diagnostico das hepatites.

Sobre a Nota Técnica, no item 4 colocam que as ONGs brasileiras que atuam na luta contra as hepatites virais desenvolverão atividades de mobilização no mês de maio e no item 5 falam que as ONGs podem articular ações com as Coordenações Estaduais e Municipais de Hepatites Virais. É uma porta aberta para que estados e municípios realizem ações no mês de maio, tal qual as realizaram nos últimos anos com total sucesso.

Faltando ainda mais de 30 dias para o 19 de maio já estão relacionados 62 eventos a ser realizados em diferentes cidades no período entre 19 e 31 de maio. Com certeza ultrapassaremos em número a quantidade de eventos dos outros anos, pois muitos ainda estarão arregaçando as mangas para participar. As ONGs e os programas municipais e estaduais devem trabalhar juntos ou de forma individual, dando o exemplo que sabemos cumprir com nosso dever de cidadão.

Lamentamos a negativa já que somente um dia do ano para realizar ações nas hepatites é uma decisão absurda tomada por quem desconhece a gravidade e alcance do problema. As ONGs reunidas no ENONG 2010 reivindicaram três datas, maio, julho e outubro, mas conforme a Nota Técnica não serão novamente atendidas.

Fica evidente que a incorporação das hepatites no Departamento DST/AIDS objetiva colocá-las debaixo do tapete, fora do foco de atenção que merecem. O único interesse do Departamento é em relação aos infectados com HIV/AIDS.

Mais que nunca temos motivos para nos unir, dar as mãos entre todos aqueles que lutam pelas hepatites, sejam eles ONGs, programas municipais e estaduais, voluntários e profissionais de saúde para gritar ainda mais forte na campanha de maio de 2011.

Carlos Varaldo


MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e HEPATITES VIRAIS
SAF Sul Trecho 02, Bloco F, Edifício Premium, Torre 1
70070-600 - Brasília/DF
Telefone: (61) 3306-7037/7043

NOTA TÉCNICA nº 119/2011- D-DST-Aids e Hepatites Virais/SVS/MS


Assunto: 28 de julho - Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais
1. A magnitude das hepatites virais no Brasil estabelece a importância de se mobilizar a sociedade, chamando a atenção da população para sua relevância.

2. A Organização Mundial de Saúde instituiu, na Assembleia Mundial de 2010, a data de 28 de julho como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.

3. Essa data foi definida considerando que o dia 19 de maio coincide com a semana da Assembleia Mundial da Saúde, inviabilizando a participação dos ministros da saúde nas atividades de mobilização em seus países.

4. Organizações não governamentais brasileiras que atuam na luta contra as hepatites virais desenvolverão atividades de mobilização no mês de maio, a partir do dia 19.

5. Ações de mobilização da população devem ser previamente articuladas com as Coordenações Estaduais e Municipais de Hepatites Virais e podem ser atendidas de acordo com as possibilidades locais.

6. O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais será no dia 28 de julho, com a realização de atividades de visibilidade ligadas às hepatites virais.

7. Os termos desta Nota Técnica foram discutidos e acordados com as Coordenações Estaduais de Hepatites Virais, reunidas em Brasília nos dias 13, 14 e 15 de abril. que atuam na luta contra as hepatites

8. Convidamos as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde a participar das ações de enfrentamento às hepatites virais no país, que ocorrerão no dia 28 de julho de 2011. Brasília, 15 de abril de 2011.

Dirceu B. Greco
Diretor

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Diagnóstico Hepatite B

Nos casos da investigação da Hepatite B(HBV ou VHB), a triagem de exames é mais complexa.

Como a Hepatite B é extremamente contagiosa é necessário uma investigação mais profunda e o acompanhamento dos casos até sua completa triagem.

A maioria dos casos de contato com a hepatite B, os organismos conseguem auto imunização contra o vírus e somente 5 a 10% dos casos cronificam. Auto-limunização se dá em aproximadamente de 95% dos casos (em adultos), mas não tanto em menores de 5 anos.

O diagnóstico da Hepatite B é mais complexo, pois depende de vários exames para a confirmação passo a passo após o contato com o vírus.

Devemos explica para melhor entendimento que:

1 - Fase Aguda : São os primeiros 6 meses(24 semanas) após o contato com o vírus. Pode ocorrer a ictericia durante esse período nos casos das hepatites A e B.

2 - Fase Crônica: Chamamos de crônica toda patologia que não tem cura, apenas controle da patologia, e no caso dos vírus chamamos de cronificação, caso crônico, cronificado e etc... após a confirmação da cronificação do vírus no organismo.


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Interpretação dos resultados dos exames



Fase Aguda


Fase Crônica

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Use preservativo, a hepatite B é transmissivel sexualmente.

REFERÊNCIAS
1. Hepatites virais: o Brasil está atento/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. 3.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 2.LOPES, A.C. Tratado de Clínica Médica. São Paulo: ROCA, 2006.
2. MCPHERSON, R.A. Henry’s Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 21 ed. Saunders Elsevier, 2007. 

Diagnóstico Hepatite A



A hepatite A(HAV ou VHA) é transmitida via fecal-oral, ou seja, fezes humanas-boca.

Se vc fez exames e está com duvidas, siga esse fluxograma para retirar suas duvidas:

Clique nas figuras para aumentá-las de tamanho.

No ultimo caso, onde os exames apresentaram negativo e negativo, criança ou adulto precisam imunizar-se, tomando a vacina contra Hepatite A.


 Os exames sorologicos para HBV - Hepatite B e o HCV - Hepatite C, são exames gratuitos e devem estar disponiveis para toda a população em sua cidade.


Grupo MegLon
Telma Alcazar

REFERÊNCIAS
1. Hepatites virais: o Brasil está atento/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. 3.ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 2.LOPES, A.C. Tratado de Clínica Médica. São Paulo: ROCA, 2006.


Estudo inédito em Curitiba aponta a necessidade da vacinação precoce contra hepatite A



Realizado com patrocínio da Sanofi Pasteur, o trabalho foi classificado em primeiro lugar no Módulo Pediatria do III Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas


Ao averiguar a existência de anticorpos contra o vírus da hepatite A, um estudo inédito realizado com 901 crianças e adolescentes no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFP), revelou que mais de 80% dos pesquisados eram suscetíveis a esta infecção viral no fígado, a maioria menores de cinco anos, o que sinaliza a necessidade da vacinação precoce. Elaborada como tese de mestrado de Jandrei Rogério Matos, sob orientação da professora Eliane Maluf (UFP), a pesquisa foi patrocinada pela Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas do grupo Sanofi-Aventis, e conquistou o primeiro lugar do Módulo de Pediatria do III Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas, realizado em 2010 em Curitiba.


“Soroprevalência de hepatite A em crianças e adolescentes de Curitiba e Região Metropolitana” constatou que 19,8% dos pesquisados já haviam tido contato com o vírus. A maior parcela era de pré-adolescentes e adolescentes, 10 e 14 anos oriundos de famílias com renda inferior a um salário mínimo. Vivem em casas com outras crianças, usam fossas sépticas e comem em refeitórios comunitários.


“O estudo comprova os dados da literatura médica de que o vírus da hepatite A predomina em regiões com problemas de saneamento básico”, explica a professora Eliane Maluf. Por outro lado, aponta que as crianças estão chegando à adolescência e à fase adulta sem ter contato com o vírus e com risco de adquirir a infecção em faixas etárias mais elevadas.


HEPATITE A


Coloração amarelada dos olhos e da pele (icterícia), febre, náuseas e vômitos são os sintomas clássicos da hepatite A, que não costumam se manifestar em crianças infectadas até os cinco anos. A partir daí, 70% dos infectados têm os sintomas. A recuperação pode exigir 30 ou mais dias de repouso. Entre 10 a 20% dos casos demandam internações por conta de complicações como mal-estar e desidratação.


Também na fase adulta, é mais comum a doença se manifestar de outras formas, como a hepatite colestática, que perdura de dois a seis meses e provoca intensa coloração amarelada na pele e olhos, além de muita coceira e fezes brancas. De todas as formas, a mais grave é a hepatite fulminante, que provoca a falência do fígado e pode levar à morte 2% de adultos acima de 40 anos e 0,1% abaixo desta idade. Uma tentativa de prolongar a vida do paciente é o transplante de fígado.


VACINA


As crianças e adolescentes participantes do estudo que se mostraram suscetíveis à hepatite A foram vacinadas gratuitamente pela Sanofi Pasteur. O universo pesquisado envolveu 901 crianças e adolescentes, entre um e 14 anos, sendo que a maioria passava por cirurgias eletivas no Hospital de Clínicas, em 2006. Deste total, 50,2% eram do sexo masculino. A distribuição do grupo por faixa etária foi 237 (26,3%) entre um e quatro anos; 313 (34,7%) entre cinco e nove anos e 351 (39%) entre 10 e 14 anos.


A Sanofi Pasteur tem em seu portfólio vacinas contra hepatite para crianças e adultos. Conhecida internacionalmente como Avaxim 80 U, a vacina pediátrica é indicada para crianças de um a 15 anos. Ela é aplicada a partir dos 12 meses, com reforço entre seis a 18 meses depois. Para os adultos, existe a vacina internacionalmente conhecida por Avaxim 160U, administrada também com uma dose inicial e outra de reforço. “A vacina contra a hepatite A é a melhor opção para prevenir a doença, pois, como a forma de transmissão é fecal-oral, a infecção é bastante frequente e as conseqüências podem ser muito graves”, afirma a gerente médica da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani.


Informação para jornalistas do site http://www.snifbrasil.com.br/?noticia=3192
Dica via Carlos Varaldo






segunda-feira, 4 de abril de 2011

Problemas da saúde são corrupção e incompetência

O Senador Cícero Lucena puxou o assunto em pronunciamento na Tribuna do Senado, e provocou um interessante e importante debate sobre os problemas que tornam caótica a saúde pública do País. Eu e o senador Aloysio Nunes Ferreira fizemos apartes com objetivo de elencar situações e apontar soluções para o drama vivido por milhares de brasileiros. A saúde pública é um caos, uma tragédia, é a consagração da incompetência administrativa. Este, aliás, deveria ser o debate da década, a reforma da administração, com a diminuição do gigantismo do Estado. O governo alega que faltam recursos, mas o Senado já aprovou a Emenda 29, para definir recursos da União para o setor de saúde pública, só que o tema está parado na Câmara por falta de interesse do próprio governo. E se mais recursos faltam, é porque existe desonestidade e larga corrupção no setor. O Palácio do Planalto fala em recriar a CPMF, mas o Banco Mundial já concluiu que o problema da saúde no Brasil não é dinheiro. O problema é competência, planejamento, organização e honestidade.

Senador Alvaro Dias

Fonte: http://www.alvarodias.blog.br/2011/04/problema-da-saude-e-corrupcao-de-mais-e-competencia-de-menos/




Nota do Blog:

Quem sabe se não existissem Mensalões,gestores incompetentes, politicos que fazem promessas na campanha e não cumprem, o SUS teria chances de salvar vivas no Brasil?
Ando tão desanimada com o "Novo Paraná" que é o mesmo anterior as eleições, que chego a pensar que o SUS deve acabar de vez. Para que pagamos impostos destinados a saúde publica se não temos atendimentos?


Gestores e médicos que não conhecem as patologias que são responsáveis estão no SUS pelo pais inteiro, os pacientes recorrem a internet para conhecerem melhor suas patologias. Se a internet hoje é o melhor médico, para que existe o SUS?

Telma Alcazar
MegLon


















XIII Encontro de Pacientes Transplantados e Candidatos a Transplante de Fígado, Rim e Pâncreas

Público Alvo:

Pacientes Transplantados e candidatos a Transplante, Familiares e acompanhantes de pacientes, Profissionais da Saúde, etc.

10 de Abril de 2011


Taxa de Inscrição:


O valor da inscrição equivale a 1 kg de alimento não perecível ou produto de limpeza.

Programação:


•08h00 às 08h45 - Recepção

•08h45 às 09h00 - Abertura e Apresentações - Dr. Tércio Genzini

•09h00 às 09h20 - Direitos do Diabético - Dra. Ione Fucs

•09h20 às 09h40 - Direitos do Hepatopata - Dr. Eliezer Rodrigues de França Neto

•09h40 às 10h00 - Direitos do Renal Crônico - Dr. Sérgio Domingos Pittelli

•10h00 às 10h20 - Coffe Break

•10h20 às 10h40 - APAT - Andrea Teixeira Soares

•10h40 às 11h20 - Debates e Perguntas

•11h20 às 11h30 - Sorteios e Encerramento

Organização:


APAT Associação para pesquisa e Assistência em  transplantes,  Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes do HAOC

APOIO: Grupo Hepato, Portal Diabetes, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Associação Terra Viva.

quinta-feira, 31 de março de 2011

SAÚDE, UM DEVER DO ESTADO

Dia da saúde, não posso deixar passar em branco, mas o que fazer para não repetir as mesmas críticas que tenho feito sistematicamente? Motivos não me faltam, hoje mesmo os jornais do meu estado estampam nas primeiras páginas: “Homem morre após esperar três dias por uma vaga na UTI”. Essa é a rotina, em algum lugar nesse país todo dia morre alguém por absoluta incompetência e irresponsabilidade do Estado.


A Constituição é a lei maior de qualquer Nação, na nossa está claramente e incontestavelmente escrito que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado, portanto é licito que qualquer um de nós acione judicialmente a União por descumprimento desta determinação constitucional. O que acontece é um verdadeiro jogo de empurra entre as três esferas do Executivo, não há uma responsabilidade claramente definida para cada um, então a União espera pelo Estado, que espera pelo Município, as definições existentes são dúbias e solenemente desrespeitada por todos e evidentemente quem paga a conta é o cidadão que depende do atendimento público.

De vez em quando aparece um salvador da pátria com seus planos mirabolantes, vejam agora, como não criticar o tão falado Projeto Rede Cegonha da Presidente Dilma? Que a nossa mandatária mor não entenda nada de saúde até compreendo, mas não posso crer que no Ministério da Saúde não existam técnicos competentes e corajosos o bastante para alertar ao Ministro e a Dona Dilma Rousseff que esse programa é totalmente irrelevante em se tratando de saúde pública. Os gastos com as milhares de ambulâncias , equipamentos e equipes especializadas no transporte das gestantes seriam muito mais úteis se investidos no pré-natal, na garantia das consultas, em exames, em medicamentos e em maternidades dignas, com equipe de obstetras, pediatras, anestesistas à disposição, não se admite mais que plantonistas de pronto-socorro fiquem responsáveis pelo atendimento às gestantes em trabalho de parto. Não se assustem, existe muito disso por aí.

Necessário são as maternidades de referência para as gestações de alto risco, que tenham UTIN com leitos suficientes para que os médicos não tenham que decidir qual criança deve ter chance de sobreviver. É desumano, é crime não dar a assistência correta aos nossos recén-nascidos. Até entendo a doação de enxoval para os bebês, mas isso é uma ação de assistência social, não tem nada a ver com saúde.

O que dizer das superlotação dos hospitais? As imagens de pacientes amontoados nos corredores já se tornaram tão comuns que os telejornais nem mostram mais, a não ser que morra alguém na fila, aí sim vira noticia nacional. Mães com crianças no colo por horas à espera de um atendimento, idosos arquejados pelo peso do tempo submetidos a dormirem na fila à espera de uma simples consulta, conseguir um especialista então é uma sorte grande, exames com meses de espera, cirurgias então nem pensar, verdadeiro sofrimento, humilhação, o povo mendiga por algo que lhes é de direito, a Constituição assim o diz, e a Presidente querendo fazer farra com ambulâncias para encher o bolso dos corruptos e criar factóide para a bajulação da imprensa comprometida.

Vou ousar sugerir à Presidente que mande seus técnicos levantarem o traseiro das poltronas do Ministério da Saúde e viajarem por esse Brasil para realmente conhecerem a nossa realidade, vai ficar surpresa com o tipo de saúde pública que o seu Criador disse ser de primeira qualidade.

Os grandes hospitais estão superlotados e a maioria na verdade não precisaria estar ali, esse é um grande gargalo e a solução não é tão difícil, é preciso vontade política , é preciso ações concretas que podem não trazer os holofotes, mas com certeza a saúde vai agradecer.

Investir e moralizar o Programa de Saúde da Família, fazê-lo funcionar corretamente resolve o problema da atenção básica que por si só resolve 80% dos problemas de saúde. Como responsáveis por todos os habitantes de seu território, a equipe do PSF têm que referenciar os casos necessários para a média complexidade. Aí entram os Pronto Atendimentos Municipais e outro problema, como não internam, após um período de observação de até 24 horas são obrigados a encaminhar para hospitais maiores os casos de internação por mais simples que sejam.

Por que não transformar os PAMs em pequenos hospitais municipais? Basta um pequeno corpo clinico composto de plantonistas, pediatras, clínicos gerais, um cardiologista, laboratório que pode ser próprio ou terceirizado e um Rx, seria suficiente para se internar e resolver doenças como pneumonias, gastroenterites, cólicas e infecções do aparelho urinário, acidente vasculares encefálicos isquêmicos e outras tantas afecções. Pacientes mais graves seriam referendados com vagas garantidas para hospitais regionais públicos, de responsabilidade do Governo estadual, que por sua vez encaminhariam as ações de grandíssima complexidade para os grandes hospitais que poderiam ser de responsabilidade estadual ou federal. Logo que possível esses pacientes fariam o caminho inverso, num sistema de contra-referência.

Propositalmente deixei de fora nessas simples sugestões os hospitais filantrópicos porque apesar de grande histórico de contribuição à saúde, hoje estão impossibilitados de atenderem dignamente os pacientes do SUS, os valores não são suficientes para cobrir as despesas e então começam a discriminar , sonegar vagas para pacientes com doenças crônicas que dão grande prejuízos. As chamadas Centrais de vagas deveriam solucionar esse problema, mas infelizmente não funcionam, não visitam os hospitais para comprovação das vagas, não há vontade política de denunciar as omissões. Há muito perdi minha fé na filantropia.

Finalizando Presidente Dilma Rousseff, tem muito o que ser feito pela saúde do povo brasileiro e não é com programas tipo Rede Cegonha, que pode até lhe render algum dividendo político, mas não melhora em nada a saúde pública desse país.

Blog do Dr. Marco Sobreira

terça-feira, 29 de março de 2011

NÃO COMPRAREMOS GATO POR LEBRE

By Marco Sobreira 


A semana iniciou com duas noticias sobre saúde pública, não vou nem mencionar a dengue porque a epidemia já virou rotina e nem rende mais manchetes nos jornais.

Mas vamos ao que me chamou a atenção, a Presidente Dilma foi a Belo Horizonte para implantar a Rede Cegonha, transporte em ambulância para a hora do parto, enxoval para os bebês de gestantes que fizerem o pré-natal na rede pública. Nada contra, embora o importante mesmo é que se garanta as 07 consultas na gestação, exames, ultrassonografia, medicamentos e o mais importante, garantia de vaga na maternidade que deve ter assistência pediátrica e UTIN caso seja necessário, isso sim, seria um grande avanço. A tal rede cegonha vai necessitar de milhares de ambulâncias, para a felicidade de fabricantes, intermediários e os larápios dos tradicionais 10% de comissão, vai ser uma festa.

Será preciso equipe para acompanhamento da parturiente e pela minha experiência posso garantir que as Prefeituras terão que arcar com essa responsabilidade e aí o programa vai começar a fracassar. As pequenas cidades ficarão fora, como fora estão do programa de transporte de urgência ( SAMU ) , que só funciona nas capitais e grandes cidades, assim mesmo com falhas tão freqüentes que a população nele não acredita.

As prefeituras já não agüentam mais bancar a grande parte da saúde pública nesse país e aí está a razão da segunda noticia do dia, “CORRUPÇÃO NO PSF”.
Médicos estão cadastrados em várias equipes do programa e em apenas 40% dos municípios cumprem a carga horária de oito horas/dia. Nenhuma novidade, estamos cansados de denunciar os problemas do PSF, a matricula em várias equipes geralmente ocorre não por corrupção do médico e sim do Secretário de Saúde que não quer perder o repasse do recurso , mantém o cadastro do profissional, e como nem sempre arranjam substitutos com facilidade, já que o salário há muito deixou de ser convidativo, demoram em retirar o nome do médico da equipe. Não seremos bodes expiatórios, não vamos deixar que joguem em nossas costas a culpa da irresponsabilidade dos gestores.

A carga horária correta só é cumprida onde se paga o salário justo , para isso é necessário que o Município invista recursos próprios no programa , o que infelizmente não ocorre porque preferem pagar menos, não cobrar horários e assim um bom programa de saúde pública vai caminhando para o descrédito.

Na pressa de cumprir o que prometeu em campanha a Presidente Dilma Rousseff vai implantando sua rede cegonha, faz festas, discursos, até já diz que vai fazer mais que o seu criador, esquecendo que antes é preciso evitar que brasileiros morram de dengue, que não falte remédios para as crianças e idosos, que o povo não morra nas filas dos hospitais públicos e os bebês por falta de UTIN. Não venha nos vender gato por lebre, há muito não acreditamos em Papai Noel, Saci Pererê, mula sem cabeça, cegonhas e milagreiros, é hora de governar Presidenta.

By Marco Sobreira