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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Encontro dos Portadores de Hepatite C

Associação para Estudo do Fígado de São Paulo (APEF )


A  Associação para Estudo do Fígado de São Paulo (APEF ) realiza, no  próximo domingo, 17 , das 9h00 às 12h00, o Encontro dos Portadores de Hepatite C.  O objetivo é oferecer gratuitamente aos pacientes e familiares informação atualizada sobre a doença, as formas de contágio, os cuidados necessários, a evolução do tratamento, além de apresentar as perspectivas dos novos tratamentos.
 Um grupo multidisciplinar também oferecerá informações sobre nutrição, apoio psicológico, atividade física durante o tratamento, transplantes e direitos legais, entre outros assuntos.

Pacientes de todo país podem participar online

 O encontro será transmitido online pelo portal do Hospital Sírio-Libanês, que também apoia a iniciativa, e pacientes poderão se conectar e enviar perguntas ao vivo, através do chat que ficará disponível durante o encontro. Para acessar*, os interessados deverão se conectar em www.hospitalsiriolibanes.org.br
 O encontro é promovio  em parceria com o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP), o evento também conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Hepatologia. A coordenação é dos Drs. Edison Parise e Marilia Gaboardi.

Serviço:
III Encontro dos Portadores de Hepatite C
Data:          17/outubro/2010, domingo
Horário:      9h às 12h
Inscrições:  
www.apefigado.org.br
www.portadoresdehepatites.com.br
www.portaldahepatite.com
Local: IEP – Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa
Rua Cel. Nicolau dos Santos, 69 – Bela Vista/SP
Apoio: Sociedade Brasileira de Hepatologia – SBH

* para participação online não é necessária inscrição prévia

Simpósio de Transplante Renal - promovido pela Sociedade Paranaense de Nefrologia


O secretário da Saúde Carlos Moreira Júnior foi um dos palestrantes do Simpósio de Transplante Renal - promovido pela Sociedade Paranaense de Nefrologia neste sábado (16), em Curitiba. Moreira afirmou que implantação das Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) em seis regiões do Estado deve agilizar o processo de captação de órgãos.  
Cada OPO terá equipe formada por médico, enfermeiros e auxiliares administrativos. Eles farão a busca ativa de possíveis doadores. “Com as OPOs funcionando e com os profissionais motivados esperamos triplicar o número de transplantes no Paraná, que está na média de 1,4 mil por ano”, enfatizou o secretário.  Outro desafio, segundo Moreira, é padronizar os procedimentos de captação e retirada de órgãos. “Queremos que todos os órgãos captados possam ser transplantados com sucesso”, ressaltou.  Para o coordenador de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, o enfermeiro Antoninho Pereira, a implantação das OPOs tendem a melhorar a captação de órgãos no Estado desde que os profissionais estejam qualificados e motivados. “Além de fazer o diagnóstico correto, os profissionais podem esclarecer as dúvidas dos familiares que não doariam por falta de informação”, disse.  Bom exemplo – Também participou da discussão, o coordenador da Central de Transplantes de Santa Catarina, Joel de Andrade. 
O estado de Santa Catarina passou por uma reformulação na área de transplantes e hoje se destaca nacionalmente. “Ampliamos a busca ativa com medidas simples, como a de fazer um mapeamento das regiões que mais captavam órgãos”, explicou.  Andrade afirmou que antes da reformulação na estrutura, Santa Catarina precisou mandar diversos pacientes para serem transplantados no Paraná e no Rio Grande do Sul. “Modificamos o sistema ineficiente motivados por estes dois estados”, disse.


 Fonte: http://www.saude.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1447

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reportagem sobre requisição de remédios através da justiça

Reportagem sobre requisição de remédios através da justiça

A hepatite foi causadora do maior volume de ações na Justiça para conseguir o direito de receber tratamento gratuito no SUS.  Pacientes de outras doenças também necessitam recorrer ao judiciário para evitar o agravamento da saúde ou até a morte.

O Judiciário passou a ser um dos melhores hospitais públicos, muito mais sensível ao sofrimento do povo que alguns gestores do sistema público.

Vale a pena ver à reportagem.  Algum dia você poderá preciar recorrer a Justiça!


TV JUSTIÇA - Dia 13 de outubro - 21.30 hs.



Programa Via Legal - Programa da Justiça Federal em parceria com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho da Justiça Federal (CJF) e os cinco Tribunais Regionais Federais (TRFs) do País.

Reprises: Sexta-feira - 18.00 hs / Domingo - 18.00 hs / Terça-feira - 12.00 hs

TV BRASIL - Dia 13 de outubro - 6.00 hs.

TV CULTURA - Dia 16 de outubro - 8.30 hs. Programa Via Legal


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo

Email: hepato@hepato.com




Encontro entre pacientes portadores de HEPATITE C


ASSOCIAÇÃO PAULISTA PARA O ESTUDO DO FÍGADO


17 de outubro de 2010 das 9:00 às 12:00hs


Encontro entre pacientes portadores de HEPATITE C



Hospital Sírio-Libanês, Instituto de Ensino e Pesquisa
Rua Coronel Nicolau dos Santos 69,  Bela Vista
São Paulo - SP



A Sociedade Paulista de Hepatologia (APEF) estará realizando no dia 17 de outubro de 2010 (próximo domingo) das 9:00 às 12:00hs da manhã, encontro entre pacientes portadores de HEPATITE C e seus familiares, com profissionais da área de saúde de diversos centros médicos de São Paulo (como Hospital das Clínicas, São Paulo, Servidor Público Estadual, AC Camargo, Santa Casa, Ipiranga, Santa Catarina, Beneficiência Portuguesa, Cruzeiro do Sul e Sírio-Libanês).

Nesse encontro de perguntas e respostas, objetiva-se debater os problemas associadas a essa doença, seu diagnóstico, importância para a vida do paciente, como enfrentar o tratamento, direitos legais dos portadores, os novos tratamentos para a hepatite C que deverão chegar no próximo ano.

A entrada para este encontro será franca, e a inscrição poderá ser feita no próprio local, no Hospital Sírio-Libanês, Instituto de Ensino e Pesquisa, com entrada pela Rua Coronel Nicolau dos Santos 69, na Bela Vista.

O encontro será transmitido online pelo portal do Hospital Sírio-Libanês, e pacientes poderão se conectar e enviar perguntas ao vivo, através do chat:

Maiores informações pelos sites:
www.apefigado.org.br   
www.portadoresdehepatites.com.br

Atenciosamente

Dr Edison Roberto Parise
Presidente da APEF


Diretoria Executiva da APEF

Edison Roberto Parise  (Presidente)  Giovanni Faria Silva (Vice-Presidente) Cláudia P.M.S. Oliveira (1ª Secretária) 
Ana de Lourdes C. Martinelli (2ª Secretária) Isaac Altikes (1º Tesoureiro) Ana Cláudia de Oliveira (2ª Tesoureira)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aborto supera câncer de mama em internações pelo SUS



Uma grande preocupação na Saude Publica no Brasil é o enfrentamento de procedimentos invasivos ilegais feitos sem embasamento cientifico, por leigos e porque não dizer charlatões.
A frase que mais escutamos dos gestores de saúde é: "O SUS não consegue atender a demanda." Claro que o SUS não pode atender a demanda, porque pratica a medicina curativa e não a preventiva. Além de não manter fiscalizações corretas, não educa e orienta a população.

Não basta dar a medicação, tem que ensinar a tomar!

Nesse dia da criança infelismente não podemos comemorar, como poderiamos comemorar com os indices de aborto tão altos no país?
 
Telma Alcazar
MegLon



Aborto supera câncer de mama em internações pelo SUS
 
Em 2010, a cada hora foram 12 internações por interrupção provocada da gravidez


A interrupção da gravidez provocada  – sem ser a espontânea ou por motivos médicos – é um dos procedimentos que mais ocupa leitos dos serviços públicos e privados na área de saúde da mulher.
Nos seis meses primeiros meses de 2010 foram 54.339 internações por este tipo de ocorrência, uma média de 12 casos por hora.

Os números registrados entre janeiro e julho são 41% superiores à soma de internações por câncer de mama e câncer de colo do útero (38.532), duas doenças consideradas pelos governos federais, estaduais e municipais como grandes desafios de assistência ao sexo feminino.
O assunto saiu do anonimato diário de muitas mulheres para virar tema político. Neste segundo turno das eleição presidencial, José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) pautaram suas agendas para falar sobre – ou evitar – o tema.

Custos

O levantamento, feito pelo Delas no banco virtual do Ministério da Saúde, mostra ainda os custos do aborto provocado considerado crime pela legislação brasileira. No período analisado, foram gastos R$ 12,9 milhões para internar mulheres com hemorragias, infecções ou perfurações desencadeadas após o procedimento realizado em clínicas clandestinas. Para chegar ao dado, a reportagem excluiu do mapeamento o total de internações por "aborto espontâneo" (66.903 registros em seis meses) e "aborto por razões médicas" (905). Só foi considerada a categoria "outras gravidezes que terminam em aborto".
“São dados que mostram como a criminalização e a manutenção do aborto na clandestinidade são ineficazes do ponto de vista da saúde”, afirma o médico Thomaz Gollop, diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Grupo de Estudo sobre o Aborto (GEA), que reúne médicos, psicólogos e juristas.
“Ainda que a legislação faça com que estas mulheres não possam ser atendidas incialmente nos hospitais (para a realização do aborto) elas chegam depois, machucadas e em estado grave de saúde. Em Pernambuco, o aborto é a principal causa de morte”, diz Gollop, ao explicar porque considera a legislação atual um contrassenso.

Outros números

Além das internações por interrupção provocada da gravidez, outros números conseguem mapear a extensão do aborto no Brasil. Quando o procedimento não é completo, as mulheres submetidas a ele precisam recorrer a alguma unidade de saúde para fazer a curetagem – sucção de restos da placenta, do embrião ou do feto.
Segundo um estudo divulgado pelo Instituto do Coração (Incor) – divulgado este ano – a curetagem é o procedimento hospitalar mais realizado no País. Em média, são feitas 250 mil por ano, em valores que superam R$ 30 milhões.

No banco de dados do Ministério da Saúde, as notificações mostram que as curetagens são numerosas também no sistema privado de saúde. Das 110.483 feitas nos seis primeiros meses de 2010, 45.847 foram em unidades particulares (41,4% do total).
“O que precisa ser levado em conta é a diferença entre a condição de saúde das mulheres que chegam às unidades privadas de saúde e das que chegam às públicas”, afirma Margareth Arrilha, diretora da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), ligada ao Centro Brasileiro de Análise de Planejamento (Cebrap).
Segundo ela, a experiência mostra que as pacientes da rede pública chegam com sequelas mais graves, em decorrência dos procedimentos mais inseguros, feitos em locais sem a menor garantia de higiene ou pela ingestão de medicamentos sem qualidade.

Remédios falsificados

De acordo com as pesquisas, seminários e levantamentos feitos pela CCR, metade dos abortos realizados no País acontece por meio do uso de medicamentos. Neste processo, avalia Margareth, o procedimento que já acontece de forma insegura fica ainda mais perigoso. “As drogas são adquiridas em camelôs ou produzidas em indústrias de esquina”, diz.
As operações realizadas este ano pelo Ministério da Justiça, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que 42% dos 700 estabelecimentos fiscalizados este ano (drogarias, farmácias, laboratórios e academias) vendiam medicamentos falsos, contrabandeados ou sem procedência duvidosa. No total, foram apreendidas 60 toneladas de cápsulas. Apesar de não existir um ranking da classe destas drogas clandestinas, é sabido pelos técnicos que participam das fiscalizações que os abortivos – ao lado dos usados para disfunção erétil – são os mais falsificados e os mais vendidos ilegalmente.

As mulheres

O Ipas – entidade não governamental que atua na América Latina em favor dos direitos reprodutivos da mulher – fez uma pesquisa para traçar um perfil das que compram estes remédios ou fazem aborto no Brasil. Em sua publicação “O impacto da ilegalidade do aborto na saúde das mulheres e nos serviços de saúde em cinco Estados brasileiros” uma enquete foi aplicada a 2.002 mulheres, de 18 a 39 anos.
Das entrevistadas, 15% declaram já ter feito um aborto alguma vez na vida. “Projetado sobre a população feminina do País nessa faixa etária, que é de 35,6 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número representaria 5,3 milhões de mulheres”, diz a publicação. Segundo o texto, o perfil é "de casadas, com filhos e religião".

O aborto é criminalizado no Brasil desde a legislação de 1940. No Sistema Único de Saúde (SUS) mulheres vítimas de violência sexual podem fazer o chamado aborto legal. A Igreja Católica e algumas alas da Evangélica recriminam a prática independentemente da circunstância da fecundação.
No ano passado, em Recife, uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos após abusos do padrasto realizou o aborto legal. Na época, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, anunciou a excomunhão da garota, da mãe e dos médicos que atenderam a menina. O estuprador não foi excomungado. Pouco tempo depois, o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, anunciou que a intenção era apenas chamar a atenção para um fato relevante e que uma excomunhão não significa uma condenação eterna.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

IV Semana do Uso Racional de Medicamento






A SURM é um evento acontece anualmente e que busca priorizar o caráter multidisciplinar do processo de uso do medicamento. A temática deste ano será a “Segurança do Paciente na Cadeia Terapêutica”, um assunto atual, relevante e aplicável nas rotinas de trabalhos dos serviços de farmácia, enfermagem e médico. O objetivo desta IV SURM é oportunizar conhecimentos e troca de experiências entre os participantes, que assegurem a qualidade da assistência no que se refere ao uso de medicamentos e correlatos.

Data: 25 a 29 de outubro de 2010.
Local: Complexo Hospitalar Pequeno Príncipe (HPP e FPP)
Público-alvo: profissionais e estudantes da área de saúde
Informações: SECIH/HPP (telefone: 3310-1171 / 3310 1484)

A participação no evento será gratuita
Vagas limitadas.

SEGURANÇA DO PACIENTE NA CADEIA TERAPÊUTICA

25/10/10 (SEGUNDA-FEIRA - MANHÃ) – Palestra de Abertura
Tema: Qual o papel da Anvisa na segurança do paciente diante dos desvios de qualidade de medicamentos?
Palestrante: Maria Eugênica Cury (Anvisa)
Horário: 10h às 12h
Local: Auditório Cesar Perneta (HPP)

27/10/10 (QUARTA-FEIRA - TARDE) – Palestra e mesa-redonda
Tema: Inovações no Serviço de Farmácia Hospitalar
Palestrante: Caroline Aoqui (Farmacêutica do Hospital Sírio Libanês - SP)
Horário: 13:30h às 15h
Local: Auditório da Faculdade Pequeno Príncipe

15h – 15:30h – Intervalo

Tema: Segurança do paciente na Cadeia Terapêutica
Coordenadora: Sabrina D’Ambrosio (Farmacêutica HPP)
Horário: 15:30h às 17:30h
Local: Auditório da Faculdade Pequeno Príncipe

Composição da mesa:Produção de medicamentos: matéria-prima
- Representante da Indústria Farmacêutica: Pfizer
Gestão de insumos farmacêuticos
- Roberta J. F. Braga (Farmacêutica do Instituto de Neurologia de Curitiba)
Os materiais e medicamentos são seguros? Qual o papel da enfermagem
Representante do Serviço de Enfermagem: Elizeu Machado (Enfermeiro assistencial)
Abordagem Clínica dos desvios de qualidade de medicamentos
- Vitor Horácio Costa Junior (Médico- infectologista HPP)
Regulação e Fiscalização de medicamentos
Secretaria de Saúde do Estado/VISA

28/10/10 (QUINTA-FEIRA – MANHÃ E TARDE) – Palestra
1) Tema: Estratégias para garantir a segurança do paciente: da preparação à administração de medicamentos
Palestrante: Helaine Capucho (Farmacêutica Gerente de Risco do HC/USP – Ribeirão Preto)
Horário: 10h às 12h
Local: Auditório Cesar Perneta (HPP)

2) Tema: A segurança do paciente começa na aquisição do material/medicamento: experiência de sucesso de
hospitais de ensino
Palestrante: Lenir Camargo (Farmacêutica Hospital Universitário de Maringá/PR)
Cleni Veroneze (Farmacêutica do Hospital de Clínicas/UFPR)
Horário: 14h às 16h
Local: Auditório Cesar Perneta (HPP)

29/10/10 (SEXTA-FEIRA) – Mesa Redonda
Tema: Debate sobre segurança do paciente: qualidade de materiais e medicamentos
Moderador (a): Marinei Ricieri (HPP)
Horário: 10h às 12h
Local: Auditório Cesar Perneta (HPP)

Hospitais convidados:
· Hospital Erasto Gaertner (Curitiba/PR)
· Hospital Vita (Curitiba/PR)
· Hospital São Vicente (Curitiba/PR)
· Hospital da Rede Aliança Saúde (Curitiba/PR)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Acesso a Medicamentos - Em defesa do SUS

OFÍCIO Nº 01/2010


Ao
CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE
A/C Ilustríssimo Sr. Dr. Presidente Francisco Batista Junior
Esplanada dos Ministérios, Bloco "G"
Edifício Anexo, Ala "B" - 1º andar - Sala 103B
CEP 70058-900    Brasília - DF



REF: Regularização de Consultas Públicas vinculadas à Saúde



Ilustríssimo Sr. Dr. Francisco Batista Júnior,


Com o devido respeito, valemos da presente para, em nome das organizações da sociedade civil ao final indicadas, e dos cidadãos que elas representam e venham a representar, expor e requerer o quanto segue:

Cumpre esclarecer que, a presente rede de organizações (denominada "Acesso a Medicamentos - Em defesa do SUS") se formou nos últimos meses, em virtude da constatação (comum de seus representantes e lideranças) da necessidade de haver maior mobilização social para promover o pleno e atuante controle da sociedade civil sobre os sistemas públicos e privados de saúde nacionais, bem como o pleno exercício do direito à assistência integral da saúde.

Assim, considerando que a Constituição da República protege e promove o direito à saúde como uma extensão do direito fundamental à vida (artigo 5º, caput, CR), reservando ao Estado a obrigação de promovê-lo por meio de políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e a universalidade de acesso às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação (artigo 196, CR), entendemos ser crucial a participação da sociedade civil e, em última análise, da "voz dos pacientes", nos processos deliberativos e decisórios que venham a estabelecer ou alterar as políticas públicas pertinentes a eles.

Por outro lado, considerando, também, a existência de um sistema de saúde suplementar, de natureza privada, do mesmo modo é imperioso que haja participação da sociedade civil na elaboração ou alteração das regras norteadoras das relações entre seguradoras e operadoras de saúde e seus consumidores, uma vez que cerca de 30% (trinta por cento) da população brasileira recorre ao uso desse sistema suplementar.

Desse modo, entre outras ações, para que a sociedade civil possa efetivamente contribuir nesses processos, é preciso que lhe seja oferecido caminhos de acesso facilitado e conhecimento prévio dos projetos de políticas que estejam sendo desenhados e avaliados pelas diversas instituições regulamentadoras da saúde, entre as quais se incluem a ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, a CITEC - Comissão de Incorporação de Tecnologias do Ministério da Saúde e a SAS - Sistema de Atenção Sanitária do Ministério da Saúde.

Sendo assim, acreditamos que o atual modo de divulgação da existência de Consultas Públicas, promovidas por esses entes a fim de "ouvir" a voz dos cidadãos sobre os temas de saúde a elas pertinentes tem sido falho e não atende a finalidade última de promover a real participação da comunidade na sua elaboração, discussão e decisão, inclusive como determina a diretriz constitucional do SUS, prevista no artigo 198, III da CR.

Notamos que há um sem número de Consultas Públicas de temas diversos, incluídas frequentemente nos sites do Ministério da Saúde, ANVISA e ANS, no entanto, nem sempre é dado conhecer todas as informações e conteúdos sobre o que elas versam, além de normalmente serem fixados prazos bem curtos para as suas respostas, considerando a relevância, complexidade e necessidade de maior estudo dos temas abordados nas referidas Consultas.

Assim, considerando as diversas competências deste Digno Conselho Nacional de Saúde, especificadas na Quinta Diretriz da Resolução do CNS nº 333 de 04/11/2003, incisos I, IV, V, VII, VIII, XXI, XXII, entre outros, entendemos que lhe cabe estabelecer ações de informação, educação e comunicação em saúde, bem como apoiar e promover a educação para o controle social, de modo que entendemos que lhe é legítimo deliberar e decidir acerca do procedimento de apresentação social das Consultas Públicas, definição de prazos de respostas, entre outros, com a finalidade de promover o pleno acesso dos cidadãos à participação no processo de elaboração, deliberação e decisão das políticas postas em debate.

Desse modo, sugerimos, caso entendam oportuna, a formação de uma Comissão específica para tratamento do assunto em tela por este Digno Conselho Nacional de Saúde, bem como a fixação de um prazo razoável para conclusão dos debates e do processo decisório, a fim de implementar, o mais rápido possível, regras que dêem pleno acesso à sociedade civil acerca dos temas postos em discussão nas diversas Consultas Públicas de conteúdo sanitário.

Colocamo-nos à disposição deste Digno Conselho para contribuir no processo deliberativo acerca do assunto, indicando, desde logo, a ABRALE - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite e Oncoguia - Instituto Oncoguia, como destinatários finais da resposta do presente Ofício, a quem caberão a divulgação para as demais organizações presentes na Rede.

Por fim, aguardamos a breve manifestação de Vossa Senhoria, oferecendo-nos como parceiros para que, continuamente, possamos conquistar os melhores tratamentos de saúde para os cidadãos de nosso país, reafirmando nossos votos de estima e extrema consideração.

Cordialmente,

Para efeito de resposta, favor contatar:

ABRALE - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia
A/C: Sylvie Boëchat

Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
A/C: Carlos Varaldo

A/C: Tiago Matos

Assinam as seguintes instituições (em ordem alfabética):







Nós do Grupo MegLon apoiamos a causa e não assinamos o Oficio porque não fomos avisados. De qualquer forma deixamos aqui em publico nosso apoio a causa.
Telma Alcazar
Coordenadora MegLon

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cientistas desvendam código genético do vírus da hepatite E

Uma equipe internacional de cientistas desvendou a estrutura atômica da camada de proteínas que protege os indivíduos contra o vírus da hepatite E. Através dessa descoberta, os cientistas esperam parar o vírus da hepatite, impedindo que ele se ligue às células humanas e inicie seu processo infeccioso. A descoberta foi publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences.
Depois de dois anos de estudos e de calcular a posição de 500 mil átomos que formam a carapaça do vírus da hepatite E, os pesquisadores criaram um modelo 3-D em computador que permitiu aos pesquisadores identificar os pontos na capa do vírus que ele utiliza para se ligar às células e produzir a infecção.
Dra. Eloíza Quintela, gastroenterologista e hepatologista especialista no Tratamento de Doenças do Fígado no Hospital Albert Einstein (SP), acredita que as pesquisas atuais em busca de inibidores competitivos que interrompam o processo de ligação e impeçam que o vírus se ligue aos receptores celulares estão no caminho certo. “Em breve teremos uma vacina eficaz como a da hepatite A”, sugere.
Dra. Maria Lucia Pedroso, gastroenterologista da área de Concentração em Hepatologia do Hospital das Clínicas de Curitiba, espera que o desenvolvimento de medidas mais eficazes para o controle da transmissão desta infecção, como a criação de antivirais e principalmente de uma vacina; resultem dessa pesquisa. “Esperamos que os resultados da pesquisa possam levar a medidas de melhor controle da doença para os pacientes” diz.

Hepatite E

O vírus que causa a hepatite E é bem pequeno e foi descrito em vários casos de hepatite no México, Ásia e África. No Brasil já foram encontrados alguns casos no norte e nordeste do país.
Essa doença acomete preferencialmente jovens adultos. Os sintomas da hepatite E podem ser semelhantes a outros tipos de hepatite viral (icterícia, falta de apetite, cansaço, dor abdominal) ou ser assintomática. A Hepatite E costuma evoluir para cura espontânea. Alguns poucos casos podem evoluir para formas graves, fulminantes, em especial em mulheres no terceiro trimestre de gravidez.
O vírus da hepatite E tem um período de incubação bem curto e provavelmente é adquirido através da água.

Sintomas da Hepatite E

Os sintomas típicos da hepatite E, entre os jovens e os adultos, dos 15 aos 40 anos, são a icterícia (que pode manter-se durante várias semanas), falta de apetite, náuseas, vômitos, febre, dores abdominais, aumento do volume do fígado e mal-estar geral. As crianças geralmente não apresentam quaisquer sintomas.

Diagnóstico da Hepatite E

A doença da hepatite E é diagnosticada quando se detectam anticorpos IgM anti-VHE, após análises bioquímicas às enzimas hepáticas. É durante o período de incubação e no início da fase aguda que o número de vírus no organismo atinge o seu máximo, acontecendo o mesmo com a quantidade que é libertada nas fezes; nesta altura é possível encontrar os antígenos virais nas células do fígado e concluir, que a pessoa está infectada.

Transmissão da Hepatite E

Tal como a hepatite A, o vírus da hepatite E propaga-se através da água e alimentos contaminados por matérias fecais, sendo mais rara a transmissão de pessoa a pessoa. Não há registros de transmissão da hepatite E por via sexual ou através do sangue.

Prevenção da Hepatite E

As medidas de prevenção incluem cuidados de higiene redobrados quando se viaja para zonas onde a doença da hepatite E é comum. Não se deve consumir água e gelo que possam provir de locais contaminados, sendo melhor optar por beber água engarrafada e selada. As frutas e os vegetais só devem ser consumidos depois de cozinhados e desaconselha-se a ingestão de marisco cru.
O cloro é o elemento químico que tem sido utilizado com sucesso na desinfecção das águas públicas nas zonas onde se registraram epidemias. Os desinfetantes à base de iodo também já provaram ser capazes de destruir o vírus.

Tratamento

A hepatite E, como doença viral, não deve ser tratada com antibióticos. As infecções são, em geral, limitadas e, normalmente, não é necessária hospitalização, exceto em caso de hepatite fulminante (falência aguda do fígado em 48 horas).
O tratamento é feito somente para aliviar os sintomas. Costuma haver regressão dos mesmos após duas a seis semanas. “Não havendo evolução para hepatite crônica, os pacientes se curam e adquirem proteção para toda vida” esclarece Dra. Maria Lucia Pedroso.

*Dra. Eloíza Quintela é gastroenterologista e hepatologista especialista no Tratamento de Doenças do Fígado no Hospital Albert Einstein (SP), Cirurgiã de Transplantes de Fígado – Membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia e Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos-ABTO.
Consultório I: Hospital Israelita Albert Einstein Av. Albert Einstein, 627, Morumbi – Prédio Manoel Tabacow Hidal – 13º Andar, Sala 1317 Cep: 05652-9000 Tel: (0xx11) 3747-3018 PABX: (11) 3747-3547
Consultório II: Ibirapuera
Av. República Do Líbano, 2123 -São Paulo
Cep: 04501-003 Tel : (11) 5052-1087  Fax: (11) 5056-0931
Mais informações: (11) 3747-3018 ou (11) 5052-1087 ou pelo site: www.doencasdofigado.com.br

sábado, 2 de outubro de 2010

Amanhã será dia 03 de Outubro de 2010 - 1º Turno das Eleições Brasileiras

Amanhã ao votar pense na Democracia Brasileira, não pense que um candidato pode te beneficiar em alguma coisa, porque é mentira de campanha politica. Pense nos direitos iguais para todos e que seu voto deve contribuir para o seu bem, mas acima de tudo para o bem de todos.

O voto é um direito e votar consciente é uma obrigação, um dos pilares da democracia é a alternância de poder entre os candidatos no Poder.

Assim, esperamos que com cautela você faça a melhor opção pois, em suas mãos e na sua consciência está lançado o seu futuro e de sua família.

Depois, será tarde demais. 

Telma Alcazar



O Calibre

Os Paralamas do Sucesso

Composição: Herbert Viana

Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei d'aonde vem o tiro
Por que caminhos você vai e volta?
Aonde você nunca vai?
Em que esquinas você nunca pára?
A que horas você nunca sai?
Há quanto tempo você sente medo?
Quantos amigos você já perdeu?
Entrincheirado, vivendo em segredo
E ainda diz que não é problema seu
E a vida já não é mais vida
No caos ninguém é cidadão
As promessas foram esquecidas
Não há estado, não há mais nação
Perdido em números de guerra
Rezando por dias de paz
Não vê que a sua vida aqui se encerra
Com uma nota curta nos jornais
Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei d'aonde vem o tiro

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

MORRE O JORNALISTA DORIVAL VIANA

MORRE O JORNALISTA DORIVAL VIANA  - 26/09/2010 

Hoje no Hospital São Vicente, faleceu Dorival Viana que estava internado há 17 dias.  Ele foi diretor de marketing do Banestado no governo Alvaro Dias. Segundo as informações do hospital, ele faleceu por falência hepática. Dorival Viana atualmente era jornalista e diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa do Paraná, cargo que assumiu em março deste ano a convite do presidente da casa, Nelson Justus.

Nós do Grupo Meglon, lamentamos sua morte e deixamos nossas condolências a familia.

Telma Alcazar
Coordenadora do Grupo MegLon

DELIBERAÇÃO Nº 105 - 06/07/2010

A Comissão Intergestores Bipartite do Paraná, em reunião realizada em 30/06/2010, no município de Curitiba, considerando

• Portaria GM/MS nº 2.601 de 21/1010/2009, que institui no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes, o Plano Nacional de Imlantação de Organizações de Procura de Órgãos e tecidos

-OPO;

• proposta da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, de adesão ao Plano Nacional de  Implantação das Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos – OPO.

APROVA a adesão da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná ao Plano Nacional de Implantação das Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos – OPO, com a implantação de 06 Organizações,  conforme abaixo discriminado:
− OPO Curitiba
− OPO Região Metropolitana de Curitiba
− OPO Ponta Grossa
− OPO Cascavel
− OPO Maringá
− OPO Londrina

Carlos Manuel dos Santos
Coordenação Estadual

Marina S. Ricardo Martins
Coordenação Municipal

III ENCONTRO DOS PORTADORES DE HEPATITE C



         DIA 17 DE OUTUBRO – DOMINGO - DAS 9 ÀS 12:00 HS
Local: Instituto Sírio -Libanês  de Ensino e Pesquisa
Hospital Sírio-Libanês
R. Coronel Nicolau dos Santos, nº 69, Bela Vista São Paulo
Auditórios 1 e 2

PROGRAMA

9:00 – 10:20hs – MÓDULO I  -  Da Epidemiologia à Indicação do Tratamento
Meios de transmissão da hepatite C, grupos de risco, vacinas, evolução da doença, fatores que aceleram essa evolução, métodos de diagnóstico, sorologias, biópsia hepática, métodos alternativos à biópsia. Repercussões emocionais do diagnóstico. Existe portadores do vírus, sem doença? Que outras manifestações podem ser encontradas nos portadores de hepatite C? Genotipagem e carga viral indicam gravidade? Existe dieta e restrição de atividade física na hepatite C? Quem deve ser tratado de hepatite?
 Coordenação -  Edison R Parise (APEF e UNIFESP) e Marilia Gaboardi (Hospital Cruzeiro do Sul e Beneficiência Portuguesa)
Debatedores – Edna Strauss (Hospital das Clínicas) , Antonio Eduardo Silva (Hospital São Paulo), Adriana Zuolo Coppini (Santa Casa de Misericórdia), Isaac Altikes (Hospital Ipiranga e Hospital Santa Catarina) , nutricionista Luciana de Carvalho (Hospital São Paulo), psicóloga Ana Maria Saade (Hospital Cruzeiro do Sul), advogado Elieser Rodrigues de França (OAB)

10:20 – 10:40hs – INTERVALO

10:40 – 12:00hs – MÓDULO II -  Tratamento: resultados, efeitos colaterais e futuro

Quais medicamentos e os resultados para o tratamento atual com interferon peguilado e ribavirina. Como otimizar esse tratamento. O convênio médico e o tratamento. Efeito da aderência. Existe tratamentos alternativos? Efeitos colaterais das medicações Efeito do álcool sobre o tratamento. Existe dieta? Repouso é importante? Exercícios durante o tratamento são importantes? Devo parar de trabalhar?  Se eu tiver depressão e o desânimo, tem como tratar? Tem como prevenir? Tratamentos futuros, o que aguardar. Vão aumentar os efeitos colaterais? Transplante de fígado. Quais os direitos legais dos portadores dessa doença?

Coordenação – Edison R Parise e Marilia Gaboardi
Debatedores – Mario Pessoa (Hospital das Clínicas), Mônica Salum Valverde B.Viana (Hospital do Servidor Público Estadual), Carla Matos (Hospital AC Camargo),  João Mendonça (Sociedade Brasileira de Infectologia), Psicóloga  Carmen Lívia Parise (UNIFESP), fisioterapeuta Corina Pacheco da Silveira (Hospital Cruzeiro do Sul), Elieser Rodrigues de França (advogado OAB)



12:00 – Encerramento

ENTRADA FRANCA
 REALIZAÇÃO : APEF E GAPHOR

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Manifesto dos Grupos de Hepatites em defesa da livre opinião

Aos 
Dr. José Gomes Temporão - Ministro da Saúde
Dr. Dirceu Greco - Departamento DST/AIDS/Hepatites
Dr. Eduardo Barbosa - Departamento DST/AIDS/Hepatites

Manifesto dos Grupos de Hepatites em defesa da livre opinião


Prezados Senhores,

Em 16 de setembro a ativista Ana Barcelos recebeu um e-mail do Grupo Web - Assessoria de Comunicação do Programa DST/AIDS/Hepatites do MS, assinado por Ana Luiza Gomes, no qual era informado que o concurso cultural de posts para blogueiros "Hepatite C, Sem Medo" já estava sendo divulgado no novo site do programa, mas estava sendo solicitado fazer uma ressalva ao texto que está no blog (http://www.animando-c.com.br/2010/09/concurso-cultural-hepatite-c-sem-medo.html), onde no 6º parágrafo, está escrito "Se as autoridades de saúde não divulgam esse alerta, vamos usar nossos blogs para fazê-lo?".

A Assessoria de Comunicação "sugeria" a alteração deste conteúdo, alegando que o Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais tem se comprometido em disseminar as formas de contágio e prevenção das hepatites e outras DST.

A expressão colocada por Ana Barcelos "Se as autoridades de saúde não divulgam esse alerta, vamos usar nossos blogs para fazê-lo?" reflete o descontentamento dos infectados com hepatites em relação à falta de campanhas de informação, alerta e diagnostico nas hepatites B e C. Após a "sugestão" a autora acabou alterando o texto para "Se a maior parte da população não divulgam esse alerta, vamos usar nossos blogs para fazê-lo?.

Devemos recordar que as ONGs de forma independente e sem ajuda do MS realizam desde o ano 2000 campanhas de divulgação, em especial no dia 19 de maio, movimento que começou no Brasil e foi seguido por 62 países, se transformando no Dia Internacional de Divulgação da Hepatite.  Somente em 2009 o MS participou da campanha, motivo de alegria para as ONGs, mas em 2010, no mês de março a Dra. Mariângela comunicou que em função da OMS sugerir o 28 de julho como Dia Mundial da Hepatite nada seria feito em maio e uma campanha de alcance seria realizada em 28 de julho.

Passado o mês de julho lamentamos que a tal campanha, prometida com filmes, spots de radio, cartazes, folhetos, testes, etc., não tenha acontecido. O ano de 2010 estaria totalmente perdido se não fosse que algumas ONGs realizaram eventos por conta própria em 19 de maio, sem apoio do MS.  Somente alguns folhetos foram distribuídos dias após 28 de julho, sem informar as ONGs o que deveria ser feito com tal material.

Por isso, o comentário colocado no blog da Ana Barcelos é valido e não deve ser motivo de qualquer sugestão para sua retirada por parte do MS, já que tal atitude configura uma intromissão indevida na independência das ONGs ou dos ativistas.

Cabe ao movimento social de qualquer patologia aplaudir quando as ações são implementadas, mas é função principal reivindicar e denunciar quando não existem tratamentos e a vigilância epidemiológica não faz o alerta e a detecção dos já infectados, conforme vem sendo reivindicado nos últimos 11 anos.

Insinuar a alguém que comentários que poderiam ser interpretados como negativos ao programa nacional de hepatites devem ser retirados da internet, ou que não devem ser realizados publicamente, configura uma forma indireta de censura, prática que era comum na época da ditadura. A linha que diferencia "sugerir retirar" a "censurar" é muito tênue, difícil de diferenciar quando se trata de uma sugestão ou, quando pode ser interpretada como censura.

Não acreditamos que o Departamento DST/AIDS/Hepatites, o qual sempre se caracterizou pela livre expressão de todos os setores envolvidos com a AIDS, tenha agora, com a incorporação das hepatites, mudado suas diretrizes em relação à sociedade civil, ao controle social e a livre expressão.

Os grupos integrantes da AIGA e a maioria dos grupos independentes consideram ser tal atitude não condizente com o momento democrático que vive o país, onde a livre expressão, principalmente no território livre da internet, é uma conquista da sociedade civil, mais ainda, um princípio garantido pela Lei 8080 que regulamenta o SUS, na qual é estabelecido e garantido ao cidadão o controle social do sistema por parte dos usuários.


O manifesto é assinado pelos grupos associados da AIGA e por grupos independentes que erguem sua voz em defesa da Constituição Federal e da livre expressão, a seguir relacionados em ordem alfabética:


  • ABC VIDA Associação Cearense de Portadores de Hepatite - CE
  • ADOTE - Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos - RS
  • ATX-BA - Associação de Pacientes Transplantados da Bahia
  • DOHE FÍGADO - Assoc Doentes e Transplantados Hepaticos Rio de Janeiro
  • GADA - Grupo de Apoio aos Portadores de  HIV/Aids e Hepatites Virais - SP
  • GRUPO AMARANTES de Apoio a Portadores de Hepatite C - São Gonçalo - RJ
  • GRUPO ARAÇAVIDA de Araçatuba - SP
  • GRUPO C de Apoio a Portadores de Hepatite C - Brasília
  • GRUPO FORÇA E VIDA de Apoio a Portadores de Hepatite - RS
  • GRUPO GÊNESIS de Apoio a Portadores de Hepatite de Niterói - RJ
  • GRUPO HEPATO CERTO de Apoio a Portadores de Hepatite C - Petrópolis - RJ
  • GRUPO HERCULES - DOAÇÕES E TRANSPLANTES DE FÍGADO - Blumenau - SC
  • GRUPO HERCULES de Apoio a Portadores de HEPATITES VIRAIS - Florianópolis - SC
  • GRUPO OTIMISMO de Apoio ao Portador de Hepatite - RJ
  • GRUPO SALVHE Solidariedade e apio na Luta Contra os Virús de Hepatites - Joinville - SC
  • GRUPO UNIDOS VENCEREMOS - Carapicuiba - SP
  • HCVIDA/HEPATHIVOS, Grupo de apoio a portadores de Hepatites Virais e co-infecção HIV/AIDS - SP
  • Meglon - Grupo Margarete Barella de Apoio aos Portadores de Hepatite de Londrina e Região - PR
  • NÚCLEO AÇÃO de Apoio e Defesa aos Direitos das Vitimas da Hepatite C - RJ
  • ONG C TEM QUE SABER C TEM QUE CURAR de Apoio a Portadores de Hepatite C - SP
  • RNPHV+BR, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com as Hepatites Virais, co-infecções e transplantados de fígado - Brasil


Brasil, 24 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

FUI!*

"Meu irmão,  
cada gota de sangue em teu sangue  
é sangue bom..."     
 
Pior que não era; não no final dos anos 70, onde essa história começa. No carro, iam Kakalo, Inácio e Tupiara, os três nos seus 20 e poucos anos, ninguém de cinto de segurança, que não era obrigatório (nem existia!). Na pancada violenta com outro carro que atravessou a estrada e parou, Kakalo foi arremessado contra o vidro, jugular e aorta seccionadas, a vida se esvaindo rapidamente na hemorragia. Deu a sorte de encontrar uma pessoa solidária, que abriu lugar no banco de trás do seu carro e o levou para um hospital de beira-estrada ali de São Gonçalo. Deu a sorte de encontrar um médico adoravelmente louco, discípulo de Pitanguy, que acreditou nas suas poucas chances de sobrevivência e caprichou na sutura. Saiu daquela com bem disfarçados 360 pontos no rosto e pescoço e seis litros de sangue novinho no corpo.     

Vinte e cinco de agosto de 2010. Às 11 da noite, em choque hipovolêmico, causado por uma brutal hemorragia digestiva, Kakalo dá entrada no Hospital da Lagoa. Foi encontrado pela manhã, em Saquarema, e levado a um hospital de Bacaxá, onde eram nulas as possibilidades de atendimento. A transferência para o Rio soou para nós, seus irmãos, como um alívio. Ia dar tudo certo. Mais uma vez - seria a terceira -, Kakalo ia driblar a "velha senhora".     

Depois das providências iniciais - que incluíram a reposição do sangue perdido, plasma para combater a falta de coagulação, noraadrelanina para estabilizar a pressão e ene outros procedimentos -, os médicos levantaram a hipótese de uma doença grave e antiga do fígado. Diante da nossa perplexidade, perguntaram se ele bebia. Claro que sim; era, como nós, boêmio. Mas daí a ter uma hepatopatia grave! Mas, quem sabe?. Nenhum de nós se lembrou do acidente.     

No dia seguinte, a hipótese se confirmou em um diagnóstico mais atemorizante: o fígado estava destruído pela cirrose; o esôfago, tomado por grossas e frágeis varizes; os rins tinham parado. Mais perplexidade. Até um pouco de raiva do Kakalo, que nunca comentou o problema, nunca reclamou de uma dorzinha no fígado, que nunca deu uma dica de que estava mal. Nenhum de nós se lembrou do acidente.     

Como uma prece, o caçula, Mariozinho, fez o samba cuja introdução melódica reproduzia os sons do CTI e os versos chamavam Kakalo para a vida, exaltando o sangue bom que se sobrepunha à hemorragia.    

"Meu irmão,  
cada gota de sangue em teu sangue  
é sangue bom..."     

Nos 20 dias de internação, não sei exatamente quando um de nós (que também não sei qual foi) se lembrou do acidente e dos salvadores seis litros de sangue daqueles idos de 1977. A charada começava a ser desfeita.     

Até 1992, quem se via obrigado a tomar uma transfusão ou plasma ficava exposto a uma sortida variedade de vírus, da Aids às hepatites B e C. Entrava para um grupo de altíssimo risco. Mas ninguém sabia disso; não havia controle do sangue doado. Para o Kakalo, coube o vírus da Hepatite C (HCV), que se desenvolveu nele como na maioria dos portadores: silenciosamente, sem desconfortos, sem sinais.     

A grande maioria dos pacientes de Hepatite C não apresenta sintomas; a fase aguda passa despercebida. Às vezes,  tem alguma coisa, mas parece uma gripe forte. Assim, mais de 80% dos contaminados desenvolverão Hepatite C crônica e suas sequelas. Só descobrirão ao tentarem doar sangue ou quando, por alguma razão ou sorte, um médico solicitar o exame de Marcadores de Hepatite. O mais provável é que a descoberta só aconteça junto com as devastadoras complicações da doença, como a cirrose e o câncer de fígado.      

Essas complicações podem aparecer décadas após a contaminação e, pior, também se desenvolver lenta e silenciosamente. Cerca de 40% dos pacientes com cirrose são assintomáticos. Quando surgem os sinais, a doença já está em fase muito avançada.     

Segundo o site www.hepcentro.com.br, apesar dos esforços em conter a epidemia, especialmente com a realização de exames específicos em sangue doado, a hepatite C é uma ameaça crescente, que exige medidas adicionais de prevenção e tratamento.      

Não sei quais as medidas preconizadas pelo site, mas tenho uma sugestão: que, na anamnese de seus pacientes, os profissionais da saúde (alopatas, homeopatas, dentistas, médicos do trabalho, terapeutas etc.) incluam a pergunta 'Tomou transfusão de sangue antes de 1992?'. Sem o questionamento direto, acho difícil que antigos transfundidos tragam o assunto à baila - quem vai se lembrar?; quem vai imaginar que umas gotas de sangue pingadas na veia há 30 anos possam matar?     Mas, se algum antigo transfundido leu este texto até o fim, aconselho que procure um médico e peça o exame de Marcadores de Hepatite. É uma providência que vale ouro; ou vale vida. Kakalo era de pouco ir ao médico. 

Mas, certamente, teria uma outra história se há quatro anos, quando sofreu um AVC e se viu forçado a encarar um tratamento especializado, o neurologista tivesse feito a pergunta que levaria à descoberta da hepatite C. Por falta dela, e apesar de todo o aporte oferecido e do empenho de médicos, enfermeiros e demais profissionais do Hospital da Lagoa, Kakalo morreu no dia 14 de setembro, aos 57 anos, depois de quatro hemorragias causadas pela cirrose. Trinta anos depois, a hepatite C fez barulho e cobrou a conta.        

*"Fui!" - era uma expressão característica do nosso irmão Kakalo, registrado em cartório como Luiz Carlos.

Que saudade!
Graça Maria Lago


Homenagem ao Kakalo assassinado pela hepatite C

Graça, o Grupo MegLon lamenta profundamente a perda inestimável do Kakalo seu irmão de sangue e nosso irmão de luta. Mais um de nós que se foi!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Campanha contra as Hepatite Virais e a favor da Doação de Orgãos e Sangue

O Grupo MegLon faz campanhas informativas nas ruas, sobre as Hepatites Virais, Doação de Orgãos, Doação de Sangue.

Nós precisamos da sua doação para continuarmos trabalhando como voluntários, não temos vinculos com laboratórios, tão pouco temos patrocinio. Voce pode fazer uma boa ação, não precisa colaborar com muito, se cada cidadão doar um pouco, poderemos atender muitas outras pessoas e trabalharmos com maior agilidade. Contamos com seu bom coração!


Fotos de uma Campanha no Calçadão de Londrina






















Centos de Transplantes de Figado Autorizados no Paraná - Set/2010

Hospital de Clínicas Universidade Federal do Paraná
Endereço: Rua General Carneiro, 181
Cidade: Curitiba
Telefone: 33601819
Médico(s) responsável(is): JULIO CEZAR UILI COELHO

Hospital Pequeno Príncipe - Alianca Saude PUC-PR
Endereço: Rua Desembargador Motta, 1070 - 1º andar
Cidade: Curitiba
Telefone: 33101400
Médico(s) responsável(is): JULIO CESAR WIEDERKEHR, Sandra Lucia Schuler

Santa Casa de Misericordia de Curitiba
Endereço: Praça Rui Barbosa, 649
Cidade: Curitiba
Telefone: 33226967
Médico(s) responsável(is): JULIO CESAR WIEDERKEHR


Santa Casa de Misericordia de Curitiba
Endereço: Praça Rui Barbosa, 649
Cidade: Curitiba
Telefone: 3322-6967
Médico(s) responsável(is): JOÃO EDUARDO NICOLUZZI

Hospital São Vicente de Curitiba
Endereço: R. Vicente Machado, 401
Cidade: Curitiba
Telefone: 3310-1400
Médico(s) responsável(is): JULIO CESAR WIEDERKEHR, MARCIAL CARLOS RIBEIRO JUNIOR